quinta-feira, 29 de abril de 2010

A BEM AVENTURANÇAS XX

Não Matarás (Mt 5.21-26) “21Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento. 22 Eu, porém, vos digo que todo aquele que sem motivo se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo. 23 Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24 deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta. 25 Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás com ele a caminho, para que o adversário não te entregue ao juiz, o juiz, ao oficial de justiça, e sejas recolhido à prisão. 26 Em verdade te digo que não sairás dali, enquanto não pagares o último centavo.” Nestes versos temos o primeiro dos seis exemplos que Jesus apresenta sobre a sua interpretação da Lei, em contraposição aos ensinamentos e interpretação dos escribas e fariseus, Jesus apresenta seis contrastes, cada um introduzido mediante a fórmula que diz: “Ouvistes o que foi dito aos antigos…Eu, porém, vos digo…” Versos 21; 27; 31; 33; 38; 43. É desta maneira que devemos interpretar Mateus 5, e quase todo o Sermão do Monte. Toda essa porção esta associada, atrelada ao verso 20 que declara – “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus.”. O contraste que Jesus faz não é entre a Lei de Moisés e seu ensino, mas o entre a falsa interpretação da Lei de Moisés, pelos escribas e fariseus, e a apresentação autêntica da Lei, por aquele que foi o próprio autor da Lei, Jesus Cristo-(Jeová Elohin). Lembre o apóstolo Paulo em Romanos 7, onde declara que no passado pensara estar observando a Lei. Até que percebeu o verdadeiro espírito da Lei. Neste primeiro trecho temos uma perfeita interpretação que os escribas e fariseus faziam com a Lei. Verso 21 “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento”. Nâo matarás é um do Dez Mandamentos, mas percebamos que “não matarás” (Dt 5.17) é o mandamento e a parte “quem matar estará sujeito a julgamento” que se encontra em Números 35.30-31, é um acréscimo do escribas e fariseus, que juntavam essas duas passagens de tal modo que reduziam o sentido real desse mandamento. Como se o mandamento “não matarás” envolvesse apenas um caso de assassinato, que redundasse na morte física de alguém. O segundo erro dos escribas e fariseus era o de reduzir a punição do transgressor desta lei a um assunto da esfera dos magistrados civis, das cortes humanas. O juizo desta transgressão seria feito por um tribunal terreno, despindo assim, o verdadeiro sentido, o princípio da Lei. Eles nunca mencionavam o juizo divino. Temos a tendência a isto também, lembrem a estória do jovem rico (Mt 19.16-22), que achava que cumpria os mandamentos, mas estava errado quanto aos princípios da Lei. Jesus retrucou esse ensino errado dos escribas e fariseus e ensina corretamente como devemos interpretar o mandamento de “não matarás”. No verso 22, o Senhor explica – “Eu, porém, vos digo que todo aquele que sem motivo se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento”, Jesus não estava falando do homicídio físico, mas do homicídio causado pela ira sem motivo, guardada no coração. Odiar, nutrir ressentimentos contra outra pessoa é o mesmo que cometer um homicídio. A ira guardada no coração contra qualquer pessoa, especialmente aos irmãos da fé, é repreensível diante de Deus, é homicídio. Este é o significado real da Lei “não matarás”, diz Jesus. Isto não é tudo, Jesus ainda diz que nunca devemos ser culpados de expressões que manifestem desprezo – “e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal, e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo.”. O desprezo é um sentimento de zombaria ou escárnio, é a atitude que acaba impelindo uma pessoa chegar a cometer um suicídio. Muitas vezes temos assasinado uns aos outros, em nossos corações, nas nossas mentes e com nossos comentários. Não é verdade? Jesus então ensina o que devemos fazer, qual deve ser a atitude do verdadeiro cristão – “Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta.”. Devemos tomar o cuiddo de não tentarmos fazer expiação por nossa pecado, equilibrando o mal com o bem. É o perigo de fazermos sacrifícios litúrgicos na tentativa de encobrir alguma falha moral. Deus não aceita tal manobra. É necessário que eu acerte a situação com meu irmão. Sómente depois poderei retornar e oferecer meu sacrifício. Essas são as condições impostas: arrependimento e confissão de pecado, independente de tudo quanto pudermos fazer. Confiados na graça oferecida por Cristo na cruz do Calvário. Chegue a um acordo imediato com o seu adversário e não seja mais um assassino. Douglas Bataglião,07/04/2010

terça-feira, 27 de abril de 2010

Globo sai em defesa da lei da Mordaça Gay

Por Angelo Manassés ⋅ abril 22, 2010

Por Julio Severo
Propaganda jornalística da Globo martela, de novo, lei anti-“homofobia” como proteção aos homossexuais

No dia 15 de abril, o Jornal Hoje tocou no assunto do PLC 122, na tentativa de dar uma mão (ou pata) para a ditatorial lei anti-“homofobia” passar.

O jornalismo da Globo, numa verdadeira atitude de preconceito, arrogância e discriminação contra os fatos, apresentou o PLC 122 apenas como uma lei que protege os homossexuais contra o preconceito, frisando o tempo inteiro o PLC 122 apenas como uma lei supostamente benigna que combate crimes contra os homossexuais.

Em nenhum momento, a Globo revelou o fato de que o PLC 122 é uma grave ameaça aos cidadãos brasileiros, instituindo pela primeira vez na História do Brasil o delito de opinião, tornando crime a expressão de toda e qualquer opinião moral, filosófica, científica ou religiosa contrária ao homossexualismo.

Para assistir ao vídeo inédito preparado pelo Blog Julio Severo expondo o jornalismo tendencioso da Globo, siga este link: http://www.youtube.com/watch?v=tO5-fSh0Mog

O que a Globo fez é perfeitamente natural. Para quem há anos defende o adultério, a prostituição (todo relacionamento sexual fora da aliança conjugal), o homossexualismo, a bruxaria e outras perversões em sua programação, seria de surpreender ver a Globo agora fazendo um “jornalismo imparcial” sobre o PLC 122?

A Globo já está fazendo sua parte para aprovar o PLC 122.

Faça agora a sua parte para enfraquecer a propaganda global que defende a ditadura gay mascarada de lei de “proteção aos homossexuais”.

Escreva agora mesmo aos senadores pedindo a rejeição do PLC 122/2006, o projeto da ditadura gay. Para ver a lista completa de emails dos senadores, siga este link: http://juliosevero.blogspot.com/2009/04/cientista-medica-escreve-aos-senadores.html

Ligue agora mesmo aos senadores pedindo a rejeição do PLC 122/2006, o projeto da ditadura gay, pelo telefone gratuito do Senado: 0800-612211

Divulgue esta mensagem para todos os seus amigos, especialmente aos pastores, padres e outros líderes.

E persista na rejeição da ditadura gay. Periodicamente, mande e-mail’s para os senadores do se estado.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

A Intolerância dos Tolerantes

- de Ricardo Gondim
Há algum tempo recebi o convite para participar de um programa de debates, recém iniciado pela MTV onde abordariam a questão do homossexualismo. Aceitei com certa hesitação. Minha paixão pela polêmica me impediu de dizer não. Nos bastidores, antes de ir ao ar, percebi que seria minoria mais uma vez (embora seja pentecostal e corintiano). Sentei-me a mesa, rodeado por um drag queen e uma ativa militante do movimento lésbico. Mal o programa começou e já se percebia claramente que ele visava uma apologia do homossexualismo (ou homossexualidade como querem os politicamente corretos). Cada um dos mais de quinze painelistas se revezava em defender a prática homossexual como uma questão de preferência e não de ética. Finalmente a apresentadora do programa perguntou minha opinião.
Pausadamente, procurando me esquivar da pecha de fundamentalista e homofóbico expus o que penso ser um consenso do pensamento evangélico; "Cremos em um Deus criador e preservador de todo o universo. Ele, além de possuir pessoalidade, preocupa-se com a felicidade de toda a sua criação. Dele provém uma lei moral que fornece os parâmetros do comportamento humano e, por ser exterior a nós , não se molda às nossas preferências". “De acordo com essa lei” continuei com o mesmo tom de voz, "nós evangélicos, entendemos o homossexualismo como um pecado, uma perversão moral". Bastaram essas palavras. O tempo fechou. Quase todos ao redor da mesa falavam, cada qual subindo um pouco seu tom de voz. Alguns, descontrolados proferiam palavrões. Sarcasticamente, confesso, perguntei: "Afinal de contas este espaço não é plural? Por que não posso manifestar meu ponte de vista assim corno os senhores expõem os seus? Se vocês pregam a tolerância, por que tanta intolerância ao meu ponto de vista?" Meu sarcasmo não deu resultado. Cada vez que tentei falar, me abafavam aos gritos.
Modernidade
A modernidade sempre se gabou de respeitar os diferentes, Voltaire, arauto do lluminismo, dizia “Devemos tolerar-nos mutuamente porque somos todos fracos, inconseqüentes, sujeitos à mutabilidade ao erro. Um caniço vergado pelo vento sobre a lama porventura diria ao caniço vizinho vergado em sentido contrário ‘Rasteja a meu modo miserável ou farei um requerimento para que te arranquem e te queimem?’” Por que mesmo anunciando o respeito à opinião do outro, a Modernidade patrocinou as guilhotinas da Revolução Francesa? Por que o estado marxista promoveu o expurgo de Stalin? Por que na Alemanha, berço dos grandes filósofos e teólogos aconteceu o Holocausto? Se a modernidade é tão tolerante com o diferente, por que tanta intolerância?
Entendamos um pouco da Modernidade. Primeiro, ela valoriza o método. A tolerância para com a razão, para a prova "irrefutável", tornou-se desnecessária. André Comte-Sponville afirma “Quando a verdade é conhecida com certeza, a tolerância não tem objeto”. Ele e todos os filósofos da modernidade crêem que os cientistas necessitam não de tolerância, mas de liberdade. Os fatos, provenientes da observação empírica impõem-se. Refutá-los é negar a razão. Como a ciência não depende de opiniões, ela não necessita de tolerância mas de espaço. Depois, a Modernidade também é naturalista. Só trabalha com um sistema fechado. Matéria, energia, tempo e chance são as únicas variáveis consideradas. Portanto, a verdade está contida somente a esses elementos. Como filosofar é pensar sem provas, e provar faz parte do paradigma da Modernidade a filosofia (também a teologia) é tolerada, desde que obedeça as regras da abordagem científica e naturalista. Nesse sistema, somente os céticos ao transcendente como Hume e Bultmann recebem qualquer reconhecimento. O resto é descartado como irrelevante. Por último a Modernidade é universalista. Aceita que seus achados transcendem ao tempo e ao espaço. Devido a essa visão é que a Modernidade, de acordo com D. A, Carson adotou a dialética marxista da história, a teoria Helegiana do espírito universal, a visão pós-iluminista do progresso e a teologia liberal que aceita como factível apenas o que é julgado racional e “científico”. Aqueles que se recusam à ditadura da Modernidade, são imediatamente rotulados: medievais, supersticiosos, reacionários. A tolerância da Modernidade se restringe aos limites impostos por ela; quem fugir deles percebe rapidamente sua intransigência Mas, voltemos ao programa da MTV.
Entendendo a Intolerância
Por que tanta intolerância à ética judeu-cristã? Por que tanto incômoda à cosmovisão religiosa? O problema reside nos pressupostos transcendentais. O cristianismo baseia-se na revelação de uma lei moral, outorgada por um Deus que não pode ser definido como parte de minha humanidade (humanismo), reduzido a uma energia (naturalismo) ou mera projeção mítica (neurose freudiana). A premissa cristã que propõe a Revelação, o conhecimento do transcendente como um valor epistemológico, bate de frente com a Modernidade. O cristão sabe que sabe, por Revelação. Pedro já asseverava no primeiro século; "porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo." (2 Pe 1:21). Contrariamente, na Modernidade a verdade religiosa não é factível, é questão de opinião. Nunca ninguém pode estar absolutamente certo sobre os assuntos espirituais. Portanto religião não pode participar do debate público; deve manter-se reduzida à arena dos juízos e dos sentimentos; não é demonstrável nem refutável.
A revelação da lei moral de Deus, caso aceita, obrigaria as pessoas a obedecê-la, acabando com a noção de preferência. A Modernidade propõe que a lei moral seja uma construção humana, restrita à cultura e ao tempo de sua elaboração; caso aceitasse que provém de Deus reconheceria que todos, em todas as épocas, deveriam obedecê-la.
Sponville diz que uma ditadura imposta pela força é um despotismo; se ela se impõe pela ideologia, um totalitarismo. O problema da Modernidade é que, mesmo sem querer, vem se tornando cada dia mais déspota e totalitária. Não somente rechaça os valores da ética cristã, como tenta forçar seus pressupostos como únicas opções válidas, por serem "cientificamente irrefutáveis". O homossexualismo, por exemplo, é hoje discutido como uma questão de mutação do código genético, descartando a moral. Os militantes gays conseguiram manter o debate no nível 'científico', Nessa esfera, basta provar uma alteração nos genes e está tudo resolvido; “O homossexual foi programado, na evolução para agir daquele modo e não há como interferir em suas preferência. Mas o pleito homossexual é pequeno diante das implicações dessa nova ditadura. Carson propõe em seu livro The Gagging of God (O Amordaçar de Deus) que experimentamos uma nova espécie de intolerância. Em sociedades relativamente livres e abertas, a tolerância mais nobre é aquela exercitada para com as pessoas, mesmo quando se discorda de seus pontos de vista. 'Essa robusta tolerância para com as pessoas, mesmo quando há forte desacordo às suas idéias, gera uma medida de civilidade no debate público, mesmo quando a discussão é apaixonada". Para Carson o ocidente vive hoje uma tolerância somente de idéias, não mais das pessoas. As idéias são admitidas, só não se admitem pessoas diferentes (criam-se as tribos); à roda sentam-se sempre os mesmos.
O resultado de se adotar esse novo tipo de tolerância é que há menos discussão dos méritos de idéias conflitantes e menor civilidade. Há menos discussão porque a tolerância de idéias diversas exige que evitemos criticar as pessoas por adotarem aquelas idéias. Assim, a Modernidade vai admitindo excentricidades, loucuras e comportamentos bizarros. Ninguém tem o direito de dizer nada sobre o comportamento de ninguém. Só há problema quando qualquer idéia tenta provar sua superioridade sobre qualquer outra. Imediatamente, o mundo cai. Exclusividade é intolerável na modernidade, principalmente no campo religioso. A palavra proselitismo (na sua concepção técnica) virou palavrão. Cada um na sua. Desde que você não se intrometa com o meu estilo de vida. Ninguém precisa mudar, pois todas as opções religiosas, morais, éticas, filosóficas são válidas, não porque sejam verdadeiras, mas porque todas são igualmente questionáveis. Voltaire dizia; "O que é tolerância? É o apanágio da humanidade. Somos todos feitos de fraquezas e erros; perdoemo-nos reciprocamente nossas tolices, é esta a primeira lei da natureza."
O resultado disso tudo é um mundo cada vez mais inconseqüente quanto à sua ética, cada vez mais secularizado, e cada vez mais intolerante para com a fé cristã, mascarando seu discurso exclusivista e proselitista. Enquanto afirma que não há mais absolutos insiste que está absolutamente certo disso.
Saí do programa da MTV dizendo para mim mesmo; "Incrível como os liberais são fundamentalistas na defesa dos seus posicionamentos. Intolerantes! Não aceitam que seus pontos de vista sejam questionados por outros que pensam diferentemente. Talvez tenham medo de estar errados."

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A BEM AVENTURANÇAS XIV

Os Pacificadores - (Mt 5.9) “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus”

Há tempos um historiador político fez uma pesquisa sobre guerras em documentos de até 4.000 a.C. Ele ficou surpreso ao descobrir que em apenas 100 anos não houve conflitos entre os homens ou nações. Hoje em todo tempo e lugares como Europa, Africa, Américas, Ásia, nos mares, continua acontecendo hostilidades sangrentas. Quando eles aprenderão?

Mesmo em nosso país que não está envolvido com conflitos nacionais, temos diariamente presenciado guerras nas cidades entre policias e bandidos, gangues rivais, indios e brancos, fazendeiros com posseiros, conflitos raciais e religiosos, e até entre famílias. A paz em todos os níveis, desde o cenário internacional até nossas vidas pessoais torna-se mais difícil que nunca. E muito se fala e procura-se a paz na terra e organismos internacionais.

Na Bíblia a palavra paz significa mais que uma simples ausência de conflitos. Ela traz uma conotação de saúde e plenitude. No Antigo Testamento dois termos hebraicos semelhantes continham este conceito: shalom (paz) e shalem (saudável ou pleno). A visão de plenitude hebraica interrelaciona todos os elementos da natureza humana com a experiência pessoal. Paz inclui tranquilidade interior, saúde, plenitude, integração com a vida – mesmo em meio a grandes conflitos, problemas ou tribulações.

No Novo Testamento a palavra correspondente grega eirene (paz) aparece cem vezes. Por exemplo, a frase “Vão em Paz”, em Tiago 2.16, significa “Estejam bem”. Na noite anterior à sua morte Jesus disse a seus discípulos – “A minha paz vos dou… Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14.27). Como no Antigo Testamento, paz tem um significado positivo para a pessoa como um todo em sua convivência interpessoal.

Não é de adimirar que o papel do pacificador seja tão importante para Jesus, que é o Principe da Paz. E o único meio de nos dar esta característica intrínseca de sua natureza. Vejamos Isaías 9.1-17 – “1 Mas para a terra que estava aflita não continuará a obscuridade. Deus, nos primeiros tempos, tornou desprezível a terra de Zebulom e a terra de Naftali; mas, nos últimos, tornará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, Galiléia dos gentios. 2 O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz. 3 Tens multiplicado este povo, a alegria lhe aumentaste; alegram-se eles diante de ti, como se alegram na ceifa e como exultam quando repartem os despojos. 4 Porque tu quebraste o jugo que pesava sobre eles, a vara que lhes feria os ombros e o cetro do seu opressor, como no dia dos midianitas; 5 porque toda bota com que anda o guerreiro no tumulto da batalha e toda veste revolvida em sangue serão queimadas, servirão de pasto ao fogo. 6 Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; 7 para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto.”

O pacificador é aquele que tem em sí o Senhor da Paz(shalom, eirene) vivendo nele e por isso seus conflitos interiores cessam, pois ele fica bem consigo com Deus, e consigo mesmo, tem saúde interior e plenitude(shalem) “Para os perversos, todavia, não há paz, diz o SENHOR.” (Is 48.22).

Ele também é um promotor da paz entre os homens “se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12.18).

Mas também eles tem a plena conciência de que a verdadeira paz entre as nações e os homens só acontecerá quando vier o Principe da Paz reinar sobre a terra no seu reino de justiça e paz “O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos. Apocalipse 11:15
“Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus.” Apocalipse 12:10.

Afirma John Stott – “De onde procedem as guerras? Do homem, do pecado e de Satanás. A discórdia foi introduzida no mundo desta maneira. Porém, este bendito Deus de Paz – digo-o com reverência – não se pôs a “defender a própria dignidade” antes veio realizar entre nós a sua obra benfazeja. Deus estabeleceu a paz. Em seu Filho, Deus se humilhou, a fim de estabelecer a paz. Eis por que os pacificadores são considerados “filhos de Deus”. O que eles fazem é repetir o que Deus já fizera”. Isto aconteceu na cruz do calvário como afirma o apóstolo Paulo – “e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus.” Cl 1.20.

Douglas Bataglião,24/02/2010

sábado, 10 de abril de 2010

E-mail para o Apostolo Paulo Amado apóstolo

Estou escrevendo para colocá-lo a par da situação do Evangelho que um dia você ajudou a propagar para nós gentios, e que lhe custou á própria vida. As coisas estão muito difíceis por aqui. Quase tudo o que você escreveu foi esquecido ou deturpado.

Você foi bastante claro ao despedir-se dos irmãos em Éfeso, alertando que depois de sua partida lobos vorazes penetrariam em meio à igreja, e não poupariam o rebanho [1]. Palavras de fato inspiradas, pois isso se concretiza a cada dia.

Lembra-se que você escreveu ao jovem Timóteo, que o amor ao dinheiro era a "raiz de todos os males" [2]? Quero que saiba que suas palavras foram invertidas, e agora se prega que o dinheiro é a "solução" de todos os males.
Também é com tristeza que lhe digo que em nossa época ninguém mais quer ser chamado de pastor, missionário ou evangelista, pois isso é por demais humilde: um bom número almeja levar o título de apóstolo. Sei que em seu tempo, os apóstolos eram "fracos... desprezíveis... espetáculo para os homens... loucos... sem morada certa... injuriados... lixo e escória" [3]. Agora é bem diferente. Trata-se de uma honraria muito grande: acercam-se de serviçais que lhes admiram, quando viajam exigem as melhores hospedarias e são recebidos nos palácios pelos governantes.

Eles não costumam pregar seus textos, pois você fala muito da "Graça" e da "liberdade que temos em Cristo" [4]. Isso não soa bem hoje, pois a Igreja voltou à "teologia da retribuição" da Antiga Aliança (só recebe quem merece), e liberdade é a última coisa que os pastores querem pregar à suas ovelhas.

Você não é bem visto por aqui, pois sempre foi muito humano, sem jamais esconder suas fraquezas: chegou até reconhecer contradições internas, dizendo que não faz o bem que prefere, mas o mal, esse faz [5]. Eles não gostam disso, pois sempre se apresentam inabaláveis e sem espinhos na carne como você. A presença deles é forte, a sua fraca [6], eles são saudáveis, você sofria de alguma coisa nos olhos [7], eles jamais recomendariam a um irmão tomar remédio, como você fez com Timóteo [8], mas aqui eles oram e determinam a cura – coisa que você nunca fez.
Você dizia que por amor de Cristo perdeu "todas as cousas" considerando-as refugo [9]. As coisas mudaram, irmão. Agora cantamos: "Restitui, quero de volta o que é meu!".
Vivo em uma cidade que recebeu o seu nome, e aqui há um apóstolo que após as pregações distribui lencinhos vermelhos encharcados de suor, e as pessoas levam pra casa, como fizeram em Éfeso, imaginando que afastarão enfermidades [10]. Sim, eu sei que você nunca ordenou isso, nem colocou como doutrina para a igreja nas epístolas, mas sabe como é o povo...
Admiro sua coragem por ter expulsado um "espírito adivinhador" daquela jovem [11], embora isso tenha lhe custado, prisão e açoites. Você não se deixou enganar só porque ela acertava o prognóstico. Hoje há uma profusão de pitonisas e prognosticadores no meio do povo de Deus, todavia esses espíritos não são mais expulsos, ao contrário, nos reunimos ansiosos para ouvir o que eles têm a dizer para nós.

Gostaria de ter conhecido os irmãos bereanos que você elogiou. Infelizmente, quase não existem mais igrejas como as de Beréia, que recebam a palavra com avidez e examinem as Escrituras "todos os dias para ver se as coisas são de fato assim"[12].

Tem hora que a gente desanima e se sente fragilizado como Timóteo, o seu companheiro de lutas. Mas que coisa bonita foi quando você o reanimou insistindo para que reavivasse "o dom de Deus" que havia nele [13]. Estou lhe confessando isso, pois atualmente 90% dos pregadores oferecem uma "nova unção" para quem fraqueja. Amo esta sua exortação, pois você ensina que dentro de nós já existe o poder do Espírito, dado de uma vez por todas, e não precisamos buscar nada fora ou nada novo!

Nossos cultos não são mais como em sua época, onde a igreja se reunia na casa de um irmão, havia comunhão, orações, e a palavra explanada era o prato principal... ás coisas mudaram: culto agora é como fosse um show, a fumaça não é mais da nuvem gloriosa da presença de Deus, mas do gelo seco, e o brilho não é mais o da luz de Cristo, mas das luzes dos refletosres, a palavra é só para ensinar como conseguir mais coisas do céu.

O Espírito lhe revelou que nos últimos tempos alguns apostatariam da fé "por obedecerem a espíritos enganadores" [14]. Essa profecia já está se cumprindo cabalmente, e creio que de forma irreversível.
E o que dizer de não agradar a si mesmo, mas procurar o interesse do outro afim que seja edificado [15], hoje é cada um buscando o seu próprio interesse.
Amado apóstolo, sinto ter lhe incomodado em seu merecido descanso eternal, mas eu precisava desabafar. Um dia estaremos todos juntos reunidos com a verdadeira Igreja de Cristo. Maranata!

[1]At.20.23; [2]ITm.6:10; [3]ICo.4:9-13; [4]Gl.2:4; [5]Rm.7:19; [6]IICo.10:10; [7]Gl.4:13-15; [8]ITm.5:23; [9]Fp.3:8; [10]At.19:12; [11]At.17:18; [12]At.17:11; [13]IITm.1:6
[14]ITm.4:1; [15]Rm.15:1-3]

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A BEM AVENTURANÇAS XII

(Os Misericordiosos)
Mt 5:7 “Bem-aventurados os misericordiósos, porque ele alcançarão misericórdia”

“Vitor Hugo escreveu um clássico chamado “Os Miseráveis”, seu personagem Jean Valjean, liberto da prisão, não consegue alimento nem abrigo por causa da desconfiança e ódio das pessoas.
Quando bate a porta de um bondoso bispo diz: - meu nome é Jean Valjean, estou em liberdade condicional, já cumpri dezenove anos de prisão, fui libertado há quatro dias. O senhor pode me hospedar, andei a pé 72 km, estou cansado e faminto, tenho dinheiro para pagar, não importa o preço.
O bispo chama sua criada e manda preparar um lugar à mesa para Jean, mas apesar da bondade do bispo, Jean rouba a prataria da casa à noite e foge.
Quando é pego pela polícia e trazido de volta à catedral o bispo o saúda com entusiasmo: – eis ai você, estou muito contente em vê-lo, você esqueceu que e também havia lhe dado os catiçais? Eles são de prata e valem pelo menos 200 francos(ou R$5 mil). O bispo dispensa os policiais, coloca os castiçais na sacola de Valjean e diz: – Não esqueça que você me prometeu usar este dinheiro para se tornar um homem nonesto.
Depois de 24 horas, Valjean encontra-se ajoelhado, convertido não só ao cristianismo, mas como a um estilo de vida honesta”.

A misericórdia tem grande poder sobre a vida das pessoas. Como muitas das outras atitudes e qualidades que Cristo ordenou nas bem-aventuranças – mansidão, pobreza espiritual, pureza de coração.

A misericórdia é frequentemente interpretada como fraqueza, em vez de força. Mas esta “incapacidade” tem o poder de transformar vidas.

John Stott define misericórdia como “compaixão pelas pessoas em necessidade”.

O Comentário “The Expositor” explica que – “misericórdia engloba tanto o perdão para os culpados como a compaixão pelos que sofrem e passam necessidades”

James Montgomery escreve: “Misericórdia é o amor que se estende para ajudar os desamparados que precisam de salvação. A misericórdia identifica-se com os miseráveis em sua miséria”.

A etimologia da palavra vem de “miséria” mais “córdia”, que exprime a idéia de que ser misericordioso, é ver a miséria do outro com o coração.

A misericória é um atributo divino. Para o cristão, a misericórdia não é uma opção – é uma necessidade. Contamos com a misericórdia de Deus. Devemos ser misericordiosos como é misericordioso nosso Pai.

Vejamos com Paulo mostra a manifestação da misericórdia de nosso Pai.
“ Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais. Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, —pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.” (Ef 2.1-10).

Se quisermos receber misericórdia devemos estar dispostos a dá-la. Nosso Pai não deseja que sigamos regras e leis farisaicas, mas, ao invés, quer misericórdia, justiça humilde e comunhão com Ele.

“Bem-aventurados (realizados, felizes) os misericordiosos” de verdade.

Nossos corações devem estar cheios de misericórdia se quisermos agradar a quem servimos.

Douglas Bataglião, 10/02/2010

segunda-feira, 5 de abril de 2010

PRÉ CANDIDATA MARINA SILVA EM RECIFE

Sábado, 03 de Abril de 2010.

Vida Urbana
Coluna Graça e Paz - (Angelo Manassés)

DIARIO DE PERNAMBUCO
Olhar para frente
Na última quinta-feira tive oportunidade de conhecer de perto a senadora Marina Silva, pré-candidata a presidência da República pelo PV. Ela participou de um encontro com pastores e líderes na quadra do Colégio Agnes. Na oportunidade Marina contou um pouco de seu testemunho e falou sobre a importância de olhar para frente. “Este ano querem fazer uma eleição plebiscitária, ou seja, estão tentando colocar na cabeça das pessoas uma espécie de julgamento entre os oito anos de Fernando Henrique e os oito anos do presidente Lula. Precisamos deixar o passado, as comparações e olhar para frente”, alertou a senadora. Sempre encaixando passagens bíblicas para reforçar os argumentos, Marina destacou a importância do desenvolvimento sustentável e da biodiversidade. De origem muito humilde e com uma trajetória de vida impressionante Marina demonstrou ser uma cristã comprometida, coerente e séria. Emocionou-se ao falar do pai, da luta para enfrentar a morte quando foi desenganada pelos médicos e da superação. Até os 17 anos a senadora era analfabeta e enfrentou um grave problema de saúde. Membro da Assembléia de Deus, Marina também destacou a importância do respeito “não devemos demonizar ninguém”. Antes de conhecê-la tinha em mente a imagem de uma mulher frágil. Mas, a senadora mostrou ser muito forte e dona de uma determinação impressionante. Seu discurso bem que poderia terminar com as palavras do apóstolo Paulo. “irmãos, uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3: 13 e 14).

Registro // Vários pastores estiveram presentes para ouvir a senadora. Na foto, da esquerda para direita, apóstolo Ebenézer Nunes, Marina Silva, Rev. Cilas Menezes, Pr. Douglas Bataglião e apóstolo Doriel Bezerra.

CRUZ E COROA - de Dennis Downing

Coroas sempre foram um sinal de autoridade e realeza.

O Rei Charles tinha uma coroa de oito lados. Cada um dos oito lados
era uma placa de ouro. Cada placa era revestida de esmeraldas e pérolas.

Ricardo Coração de Leão, Rei da Inglaterra, tinha uma coroa tão
pesada que precisava de dois homens para segurá-la na sua cabeça.

A rainha Elizabete tem uma coroa que vale $20 milhões.

Mas, junte todas estas coroas e elas não valem um tostão em comparação às coroas que Cristo tem.

Apocalipse 19:12 diz que Jesus tem "muitas coroas".
Ele tem a coroa da justiça. Ele possui a coroa da glória.
Ele tem a coroa da vida. Jesus tem a coroa de paz e de poder.

Mas, de todas as coroas que Jesus possui, uma é a mais querida de todas.

Esta coroa não foi fabricada com ouro nem prata. Ela não é coberta de jóias.
Esta coroa não foi feita pelas mãos de um mestre artesão.
Esta coroa foi formada às pressas, pelas mãos rudes de um soldado Romano.

Esta coroa não foi colocada na cabeça de Jesus numa cerimônia de glória e honra.
Ela foi colocada em Jesus num ato de humilhação. É uma coroa de espinhos.

O impressionante sobre esta coroa, a coroa que Jesus escolheu para si, é que, de todas as coroas que ele poderia ter escolhido, esta não pertencia a Jesus.

Esta coroa era minha e sua.
Eu e Você mereciamos usar esta coroa.
Eu e Você mereciamos sentir os espinhos.
Eu e Você mereciamos sentir o sangue descendo pelos seu rosto.

Eu e Você mereciamos os insultos, os açoites e os pregos.
Eu e Você mereciamos a morte.
Porque o pecado - pelo qual Jesus morreu – era seu.

Eu e Você mereciamos todo o sofrimento que Jesus passou.
Mas, para você, e para mim, Jesus reservou outra coroa.

Ele tomou a nossa coroa e nos oferece até hoje a coroa que era dEle - a coroa da vida eterna.

Por causa do poder do amor dele.
Um amor tão grande que escolheu o pior para si e o melhor para nós.

Um amor tão forte que nem o túmulo pôde conter.
Este é o amor de Jesus por nós – a verdadeira mensagem da Páscoa.

segunda-feira, 29 de março de 2010

A BEM AVENTURANÇAS XI

(Fome e sêde de justiça)
Mt 5:6 “Bem-aventurados os que tem fome e sede de justiça, porque serão fartos”

Esse é o único caminho para a verdadeira paz. A maior necessidade do mundo hoje é um maior número de cristãos verdadeiros. Pois o profeta Isaías afirma que a paz só e possivem quando há a justiça “O efeito da justiça será paz, e o fruto da justiça, repouso e segurança, para sempre.” (Is 32:17)

Temos que descobrir o signifcado do termo “justiça”, utilizado nesta bem-aventurança. Lembremos que as bem-aventuranças são as características dos verdadeiros crentes. E que essa declaração se encontra dentro da sequência lógica com as afirmações anteriores: “pobres de espírito”, “choram” e “mansos”. Nesta passagem bíblica encontramos resposta por que negar-se, por que chorar e para que ser manso. E é uma questão para aplicar-se a si mesmo, quanto a nossa profissão de fé.

O que esta´ envolvido nessa “justiça”? Não é a retidão moral como justiça entre nações, fidelidade nos contratos, necessidade de manter a palavra, ser integro nos negócios, lealdade em negociações ou tudo que peretençe a moralidade social. Essa é a moralidade ensinada pelos antigos filósofos gregos, e até certo ponte é boa. O Evangelho cristão não para nesse ponto, seu conceito de retidão é muito mais profundo e pessoal. A retidão nas bem-aventuranças, ligadas ás tres primeiras fala de santificação interior.

Ter fome e sede de justiça significa:
a. O desejo profundo de estar bem com Deus, para isso anela por ser livre do pecado, pois o pecado nos separa da comunhão com Deus. Que também é o anseio de estar livre do domínio do pecado, pois esse cristão já entendeu que o mundo que vive é controlado pelo pecado e Satanás, “nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência;”(Ef 2.2).

b. Mais profundo ainda esta fome e sede de justiça indica o anelo por ver-se livre do próprio desejo de pecar. Porque mesmo depois de regenerado ele descobre que ainda encontra dentro de si este desejo, mesmo despois de ver que está errado, ainda o quer. Por outra parte esse cristão deseja não apenas ver-se redimido de atos externos, mas também do desejo de pecar desde o sei prórpio íntimo.

c. O homem que tem fome e sede de justiça não deixa de ser também o desejo de ser santo. É a capacidade de viver como exemplo do as bem-aventuranças diariamente, istoé, exibir o frutos do Espírito em cada uma de suas ações. Ou então manifestar o Novo Homem, criado em Cristo Jesus. Este é o anelo de parecer-se com o próprio Senhor Jesus Cristo, como Ele é retratado nos Evangelhos: sua obediência ao Pai, à santa Lei de Deus, em suas reações como as pessoas, com seus adversários, sua gentileza, sua compaixão, sua natureza sensível. Este é o retrato do Senhor, e o supremo desejo do que tem fome e sede de justiça é assemelhar-se a Cristo.

d. Essa fome e sede de justiça também significa que temos conciência das nossa deseperadora necessidade, que é manifestada pelo profeta – “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR;” (Os 6.3a). “Fome” sede e “justiça” não são sensações passageiras. Fome e profunda e forte, se não for satisfeita doi e provoca sofrimento e agonia. O salmista sintetizou tudo isto em uma sentença – “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus?” (Sl 42.1-2).

A promessa para quem tem sede e fome de justiça é que “serão fartos”, receberam aquilo que desejam, então serão satisfeitos – “Felizes, felizes, bem-aventurados, dignos de louvor são aqueles que tem sede e fome de justiça.

Como isso tudo acontece?
Imediatamente, graças a Deus, quando somos justificados. Devido à retidão de Cristo é removida a barreira do pecado e da culpa. Porque cremos e acitamos o sacrifício de Jesus Cristo na cruz, fomos perdoado e Deus olha para nós através da justiça e retidão de seu Cordeiro perfeito. Por isso estamos plenos da Justiça de Deus, e então Ele nos sacia com sua presença e provisão e sua bençâo.

O cristão que tem fome e sede de justiça é alguém que ao mesmo tempo em que tem fome e sede, também está satisfeito. Entrtanto quanto mais se satisfaz tanto mais tem fome e sede. Essa é a bem-aventurança da vida cristã. Ela continua pois recebe constantemente graça sobre graça – “Porque todos nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça” (Jo 1.16).

Você já se sente satisfeito?
Você está sendo abençoado neste sentido?
Você sente fome e sede?
Douglas Bataglião,03/02/2010(baseado-Estudos no Sermão do Monte,Martyn Lloyd Jones)

quarta-feira, 17 de março de 2010

Pastor da Assembléia de Deus se converte ao Islã

SEGUNDA-FEIRA, 15 DE MARÇO DE 2010

Pastor da Assembléia de Deus se converte ao Islã: Finalmente, a verdade.

A notícia da surpreendente conversão do líder paraibano da AD foi dada em programa de TV local e rapidamente estourou na WEB cristã.

Leonardo Gonçalves


O pastor João de Deus Cabral, líder da Assembléia de Deus (Madureira) no estado da Paraíba, surpreendeu a todos com a revelação de que teria se convertido ao Islã, juntando-se aos mais de 27 mil muçulmanos no país. A notícia que chocou muitos cristãos – principalmente os pentecostais – foi publicada no portal OGalileo e divulgada em diversos blogs e sites. A revelação foi feita durante o programa Sales Dantas, na TV Litoral. No programa, João se apresentou como ex-presidente da Assembléia de Deus do Ministério Madureira, e testemunhou acerca da sua experiência de conversão à religião de Alá.

Após as primeiras informações, o Genizah decidiu investigar o caso e descobriu que a filha do ex-pastor é casada com muçulmano e vive em Dubai, para onde João viajava com certa freqüência, muitas vezes sem o conhecimento dos irmãos. Veja a matéria. Com o tempo, o discurso de João Cabral foi ficando cada vez mais estranho, culminando no pedido de desligamento da Assembléia de Deus e negociação da venda da igreja que liderava (Para quem nunca ouviu falar de venda de igrejas, sugerimos a leitura deste texto). O comprador da igreja teria sido o pastor Napoleão Falcão, afastado da Assembléia de Deus no Brasil há alguns anos por conta de escândalos de natureza moral.

Com a apuração dos fatos, algumas das afirmações do ex-pastor se tornaram insustentáveis, como por exemplo, o fato de ele ter presidido as Assembléias de Deus no estado da Paraíba (Convenção). Não mentiu, no entanto, quando disse que era ministro reconhecido pela denominação, havendo ocupado cargos importantes, como o de secretário da Convenção do estado da Paraíba e pastor responsável por algumas igrejas em João Pessoa.

João de Deus Cabral apresentou razões teológicas para sua “apostasia”. Segundo ele, a doutrina da trindade e a celebração do natal no dia 25 de dezembro foram algumas das “heresias” que o fizeram mudar de trincheira. No entanto, parece-nos estranho que um pastor com o mínimo de instrução sinta-se escandalizado com o fato do natalício de Jesus ser comemorado pela igreja no dia 25 de dezembro. Atualmente, mesmo não-crentes sabem que a data foi escolhida pela igreja e que a festa veio a substituir a tradicional festa pagã do sol.

No processo, alguns chegaram a afirmar que as razoes para o desvio do pastor não foram teológicas, mas financeiras. Eduardo Leandro Alves, secretário de missões da AD Madureira na Paraíba, disse que ele não foi seduzido pela doutrina islâmica, mas pelos “petrodólares” oferecidos a ele depois que se tornasse um líder muçulmano. A análise da história nos remete às Escrituras que, em casos como este, é autoritativa e contundente:

“Mas o espírito expressamente diz que nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios [...] E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita”. 1Tm 4.1; 2Pe 2.3

Postado por: Leonardo Gonçalves do Púlpito Cristão para o Genizah:http://emkt.genizahzine.com

MINHA OBSERVAÇÃO: Por ter se desviado da sã doutrina muitas igreja verão estes exemplos de apostasia. Devemos voltar à simplicidade de Cristo, do Evangelho e da pregação da Cruz, único meio de converter verdadeiramente uma pessoa. Longe de mim estaja gloriar-me a não ser na cruz de Cristo!

segunda-feira, 15 de março de 2010

A BEM AVENTURANÇAS VIII

Mt 5:3; Lc 1.46-56
“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;

1. QUEM SÃO OS POBRES?
Introdução – Theodore Roosevelt, futuro presidente dos EUA descreve que um uma viagem à Itália – “Contratamos um mendigo para manter os outros afastado de nós. Estavamos nos divertindo. Papai trouxe duas cestas de bolo… Nós jogávamos pedaços de bolo os alimentava como se fossem galinhas. Comp “golpe de miséricórdia” atiramos uma grande quantidade em um mesmos lugar e testemunhamos um amontoado de seres humanso. Fizemos coma multidão gritasse tres vivas aos EUA antes que lhes atirássemos mais bolos”
Quem eram os pobres naquela situação?

2. ADMITINDO NOSSA NECESSIDADE. (Ap 3.14-22) - “Ao anjo da igreja em
Laodicéia escreve: Estas coisas diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca; pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu. Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas. Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te. Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo. Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” Tanto as Escrituras, quanto a nossa experiência confirmam um princípio fundamental – precisamos admitir nossa necessidade antes que Jesus possa nos socorrer, este texto nos ajuda a despir-nos de nossa hipocrisia.

3. ENXERGANDO NOSSA CEGUEIRA – João 9 - “39 Prosseguiu Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vêem vejam, e os que vêem se tornem cegos. 40 Alguns dentre os fariseus que estavam perto dele perguntaram-lhe: Acaso, também nós somos cegos? 41 Respondeu-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado algum; mas, porque agora dizeis: Nós vemos, subsiste o vosso pecado.”
As pesoas possuem dificuldade em compreender a realidade espiritual, chegam a negar a sua existência. João os ajuda a abrir os olhos para vermos o que frequêntemente falhamos em ver.

4. BUSCANDO A MISERICÓRDIA DE DEUS – Lc 15.11-32 – geralamente imaginamos nosso Pai celestial como alguém irritado, com uma palmatória pronta para usar cada vez que pecamos. a parábola nos mostra um Pai diferente, misericordioso e perdoador.

5. QUANDO OS POBRES TORNAM-SE REIS – Isaías 65.17-25 – “Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas. Mas vós folgareis e exultareis perpetuamente no que eu crio; porque eis que crio para Jerusalém alegria e para o seu povo, regozijo.E exultarei por causa de Jerusalém e me alegrarei no meu povo, e nunca mais se ouvirá nela nem voz de choro nem de clamor. Não haverá mais nela criança para viver poucos dias, nem velho que não cumpra os seus; porque morrer aos cem anos é morrer ainda jovem, e quem pecar só aos cem anos será amaldiçoado. Eles edificarão casas e nelas habitarão; plantarão vinhas e comerão o seu fruto. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque a longevidade do meu povo será como a da árvore, e os meus eleitos desfrutarão de todo as obras das suas próprias mãos. Não trabalharão debalde, nem terão filhos para a calamidade, porque são a posteridade bendita do SENHOR, e os seus filhos estarão com eles. E será que, antes que clamem, eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei. O lobo e o cordeiro pastarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; pó será a comida da serpente. Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o SENHOR.”
Sem perceber as pessoas geralmente tentam satisfazer necessidades espirituais através de formas materiais. Tentam preencher o vazio em seus corações sem Deus, com alimento, entrtenimento, compras, viagens casamentos, etc.

Quais as necessidades mais profundas você deseja preencher?

Só depois de Jesus você poderá realizar-se com ou sem elas. Por isso Ele declara que os bem-aventurados, são os vazios de si mesmos e cheios do Espírito de Deus. “Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus, que estava à sua direita, e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à destra de Deus. Eles, porém, clamando em alta voz, taparam os ouvidos e, unânimes, arremeteram contra ele. E, lançando-o fora da cidade, o apedrejaram. As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem chamado Saulo. E apedrejavam Estêvão, que invocava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito! Então, ajoelhando-se, clamou em alta voz: Senhor, não lhes imputes este pecado! Com estas palavras, adormeceu.” (Atos 7.55-60)
Douglas Bataglião(adaptado de Jack Kuhatscheck )

PRINCIPIOS DA MORDOMIA CRISTÃ

Um cristão sem alegria é um difamador do seu Senhor. Se não há alegria verdadeira num coração que contribui, não há qualquer valor celestial nesta oferta. A alegria é um negócio sério no céu. Sem alegria nada por ser bem feito.
Billy Sunday dizia: Se você não tem alegria na vida cristã, existe vazamento em algum lugar de seu cristianismo. Se você não der alegremente aquilo que Deus lhe determina que dê, você está apropriando-se do que não lhe pertence, e tornando-se carrasco do seu próprio humor. A alegria de dar é o resultado natural da obediência do cristão à vontade revelada de Deus. “A alma generosa prosperará, e o que regar também será regado” –(Pv 11.25).
A liberalidade é peça fundamental de uma total liberdade. Não se considera uma boa dádiva aquilo que é dado do que nos sobeja. Uma dádiva só tem valor quando significa alguma coisa para nós e representa uma rica generosidade. Aquele que dá sob pressão do medo ou contribui na tentativa de aceitação, comete um equívoco profundo na sua escala de valores. A liberalidade é uma obra da graça no coração devotado. E a graça divina não torna a contribuição algo opcional, mas uma sublime liberalidade. “O que contribui, faça-o com liberalidade” –(Rm 12.8b).
A verdadeira obediência da fé é uma obediência alegre e generosa. “No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder, conforme tiver prosperado” –(I Co 16.2).
A regularidade faz parte do processo dinâmico da mordomia cristã. Muitos ficam de mãos vazias porque não conhecem os princípios bíblicos da correta atitude para com a contribuição. A dádiva real de um coração liberto, além de liberal é pontual. Roberto Rodenmayer disse que há três espécies de contribuição: com ressentimento, por dever e com ação de graças. A contribuição ressentida diz: "Tenho de fazê-lo". A contribuição por dever diz: "Devo fazê-lo". A contribuição com ação de graças diz: "Quero fazê-lo". E que fazê-lo livre, liberal e regularmente. “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento em minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal bênção, que dela vos advenha a maior abastança” –(Ml 3.10).

A igreja não é uma democracia na qual escolhemos a Deus, mas uma teocracia na qual Deus nos escolheu. Assim, não somos nós que devemos ditar as regras onde entregar os dízimos e as ofertas. Os bens materiais devem ser ministrados onde você recebe os bens espirituais. Isto lhes pareceu bem, como devedores. “Pois se os gentios foram participantes dos bens espirituais, devem também ministrar-lhes os temporais” –(Rm 15.27).
A contribuição dos santos é determinada pelos fundamentos eternos das Escrituras Sagradas. O dízimo não é seu e você deve entregá-lo onde está recebendo o alimento espiritual. “O que é instruído na palavra, reparta todas as coisas boas com aquele que o instrui” –(Gl 6.6). Todo aquele que recebe os benefícios espirituais de sua igreja e de seu ministério, mas se mostra resistente em contribuir com ela por não concordar com o modo de sua aplicação, revela uma atitude mesquinha e ressentida que se cristaliza no seu protesto. Quem faz greve com o dízimo, tem um grave defeito de caráter, que requer a manifestação da graça de Deus para o seu livramento.
Podemos viver sem a quase totalidade das coisas que se vendem hoje no mundo, mas todos morreríamos logo se nos faltassem as que recebemos de graça. Quem é profundamente grato a Deus por tudo o que recebe de sua mão graciosamente, obedece com santa alegria todos os seus mandamentos. Dar o dízimo não é algo digno de vanglória. Quando damos a Deus tudo o que temos e somos, entregamos-lhe simplesmente o que lhe pertence. “Todos os dízimos da terra, quer dos cereais, quer do fruto das árvores, pertencem ao Senhor; santos são ao Senhor. Todo o dízimo do gado e de todo o rebanho, esse dízimo será santo ao Senhor. Então virá a casa de Levi (os sacerdotes e levitas que nem parte, nem herança têm contigo), o estrangeiro, o órfão e a viúva que estão dentro das tuas portas, e eles comerão, e fartar-se-ão; para que o Senhor teu Deus te abençoe em toda obra que as tuas mãos fizerem”–(Lv 27.30-32 e Dt 14.29).
Assim, o dízimo tem quatro finalidades:
1º. Levita: a manutenção de todos os serviços da administração da casas;
2º. Sacerdote: sustento do ministério da pregação;
3º. Estrangeiro: a evangelização;
4º. Orfãos e viúvas: a obra beneficente.
Neste quadro temos os propósitos dos dízimos e sua designação. Cabe a nós sermos fiéis e obedientes ao que Deus determinou.
Nós somos peregrinos neste mundo e temos que andar como ordena o Senhor. (Autor desconhecido)

segunda-feira, 8 de março de 2010

As BEM-AVENTURANÇAS VII

(Mt 5.13-16)
“13 Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), 14 porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela. 15 Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. 16 Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? 17 Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. 18 Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons. 19 Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. 20 Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis. 21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. 22 Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? 23 Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade. 24 Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; 25 e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. 26 E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; 27 e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína. 28 Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina; 29 porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas.”

Jesus foi o maior comunicador que já existiu na terra. Esta verdade foi declarada pelo escritor da carta aos Hebreus no verso 2 do capítulo 1 –“Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo”. O apostolo João também declara essa característica do Senhor ao declarar em seu evangelho que Jesus Cristo é o Logos de Deus – “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” (Jo 1.1).

Ao encerrrar o Sermão do Monte, Jesus lançando mão dessa sua capacidade sobrenatural de comunicar-se, utililiza-se neste texto de seis metáforas tiradas, da vida quotidiana dos seus ouvintes na Galiléia, sempre fazendo um contraste entre uma e outra como podemos ver: a primeira comparação é entre porta larga e porta estreita; a segunda é sobre caminho espaçoso e caminho apertado (v.13-14); na terceira (v.15-20) comparação Jesus usa as figuras de árvore boa versus árvore má; na quarta compara frutos bons com frutos maus; nos versos 24 a 27 faz um paralelo entre homem prudente e homem tolo; e finalmente, neste mesmo trecho, traz a comparação entre casa construída sobre rocha e outra casa construída sobre a areia.

Em todas esses paralelos Jesus está aboradando o mesmo princípio que esta relacionado ao princípio dos dois reinos: reino das trevas e reino dos céus, sobre o qual Ele iniciou o Sermão do Monte. E sobre as características e procedimentos da vida de justiça, da pessoa que é bem-aventurada ou da que não é. Do verdadeiro cristão, ou a vida do regenerado.

“Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina;” (v.28). As multidões que ouviram o Sermão ficaram maravilhadas pela doutrina e princípios que Jesus estava lhes falando, mas a pergunta que fica no ar é: qual a titude dessa multidão diante deste ensino? Nenhum! Pois essa multidão quando Jesus foi crucificado o abandonou e continuou a viver sua vida sem a verdadeira transformação, sem participar da realidade espiritual de ser um bem-aventurado, de ser participante do reino do céus, que Jesus Cristo veio lhes trazer.

Quantas vezes não é o mesmo que acontece com muitas pessoas que frequentam nossas igrejas, batizadas ou não, que ouvem a Palavra de Deus, ficam maravilhados com tudo o que viram e ouviram, mas a Palavra não lhes aproveita em nada, como afirma o apóstolo Paulo – “que aprendem sempre e jamais podem chegar ao conhecimento da verdade.” (2Tm 3.7).

Sómente o que já experimentou “pobreza de espírito”, a destituição de sua própria vida, que é fruto do novo nascimento, e que foi efetuado por Deus em Jesus Cristo na cruz, ao nos incluir na sua morte e ressureição, é considerado “bem-aventurado” e participante do reino celestial. E assim recebe a capacidade para viver de acordo com o código do reino dos céus, que é apresentado no Sermão do Monte. Graça e paz, “bem aventurado”.

Douglas Bataglião,28/02/2010

quinta-feira, 4 de março de 2010

PRESIDENCIÁVEL MARINA SILVA MIRA MULHERES, CRISTÃOS E CLASSES C e D




• 2 / março / 2010 • Brasil, Notícias Gospel
As classes populares (C e D) e sobretudo o eleitorado feminino cristão são hoje alvos prioritários do PV na pré-campanha da senadora Marina Silva (AC) à Presidência da República.
Coordenadores da pré-campanha constataram que devido ao altíssimo grau de desconhecimento do eleitorado sobre a candidatura é necessário aumentar o grau de exposição de Marina neste segmento, no qual historicamente a penetração do PV é baixa.
Conforme dados da última pesquisa Datafolha, de fevereiro, 44% dos entrevistados não conhecem Marina. Entre os 56% que sabem quem ela é, 30% a conhecem “só de ouvir falar” e 19% “só conhecem um pouco”. O melhor desempenho de Marina é entre o eleitorado com curso superior (13% das intenções de voto) e o que recebe de cinco a dez salários mínimos (11%). Os piores índices são justamente entre os eleitores com ensino fundamental (7%) e rendimentos de até dois salários mínimos (8%).
A estratégia do PV explica a participação de Marina na semana passada nos programas de Ratinho e de Netinho, do SBT, e ontem à noite no programa católico de Gabriel Chalita, na TV Canção Nova. Nestes programas, ela tem falado sobre a biografia, as dificuldades da infância e adolescência, os elos com a religião católica -seu sonho era ser freira -, e sobre como enfrentou preconceitos de gênero na família.
“Que diferente”, reagiu Netinho, no programa Show da Gente gravado na semana passada, ao saber da ambição juvenil de Marina, hoje evangélica.
A pré-candidata viajará no final do mês a Pernambuco e Rio Grande do Norte, onde participará de eventos populares, como a Feira de Caruaru. Visitará ainda Nova Jerusalém e Garanhuns, terra natal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Marina tem bom acesso a mulheres pobres, um segmento no qual o PV nunca sonhou chegar nem perto, se identificam com ela por sua história, sua vida cristã”, disse o vereador Alfredo Sirkis (PV-RJ), coordenador-geral da pré-campanha.
Segundo ele, a candidatura de Marina apresenta potencial de crescimento, especialmente neste segmento. “É um eleitorado extremamente fiel, uma vez conquistado. Não está sujeito às oscilações da classe média, que tem voto estratégico e volátil”, explicou.
Para o ex-deputado Luciano Zica (PV-SP), responsável pela definição da agenda da pré-candidata, “Marina tem tudo a ver com as classes C, D e E”. “É a origem dela”, disse. O objetivo central ao definir a agenda, afirmou Zica, é a necessidade “de expor Marina ao maior volume de pessoas, de todas as classes”.
“Minha avó sempre dizia: bicho de perna curta corre na frente”, contou Marina, semana passada, ao sair do estúdio do SBT. Ela disse não ter a mesma exposição midiática que os rivais Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). Ao fim do programa, Netinho disse o que o PV almeja: “Você é uma grande inspiração para mim e para quem veio de baixo”.
Fonte: MidiaMax / Gospel Prime

MINHA OBSERVAÇÃO: Tenho seguido a trajetória da Senadora, Ex-ministra, Marina Silva a quem tem crescido no meu conceito de uma pessoa pública com integridade e coerência. Sem medo de debater e discordar de toda injustiça e arbitrariedade no trato da coisa pública. Descobri que ela é uma mulher cristã, uma das poucas que podemos dizer que brilha e salga (Mt 5.13-16). Ela tem o meu voto em outubro.
Em Cristo Jesus
- pr. Douglas Bataglião.

segunda-feira, 1 de março de 2010

AS BEM-AVENTURANÇAS VI

(A visão wesleyana da vida autêntica diante de Deus)

(Mt 5.13-16)
“Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.”

Wesley aborda o Sermão do Monte em duas perspectivas, ou visto como uma moeda de duas faces, mas onde uma face é necessária para estabelecer os contornos da figura da outra (interação entre as faces):
a) De um lado aparecem os fundamentos da religião do coração como necessários para uma autêntica religião e entrada no Reino de Deus.

b) Na outra face estão as exigências práticas do Reino de Deus, a práxis cristã do Reino e sua nova disposição de justiça (deve exceder a justiça da religião farisaica Mt 5.20).

Uma representação do Sermão do Monte apresentaria wesleyanamente os seguintes contornos:
1. A cena – Galiléia. Para Wesley, o cenário do SM é a do grande mestre que reúne seus discípulos ao pé da montanha (“Não só os discípulos, mas todos os que queriam aprender dele”, assinala, lembrando que se Mt 5.1 fala dos discípulos, mas Mt 7.28 fala de uma multidão).

2. O mestre – Ele “abre a sua boca” e passa a ensiná-los. “Abrir a boca” é uma expressão que aponta para uma autoridade, um oráculo, um mestre. O ensino revela uma autoridade acima da de Moisés e centra-se sobre a “felicidade do Reino”, “a arte plena da felicidade”, e “o único e verdadeiro método para alcançá-la”. Jesus é o “Salvador” e “Mestre” que ensina a verdadeira felicidade e como alcançá-la. Ao contrário dos que “procuram a felicidade onde ela não está”.

3. A retórica – Jesus não fala como legislador, nem como chefe, nem por um estilo empolado ou de retórica vazia, nenhuma incoerência, sem preconceitos. Ele fala com mansidão e amor, como “amigo e Salvador”. Segundo Wesley, o Sermão do Monte poderia ser paradigma, princípio para todo pregador cristão.

4. O tema – O tema é visto como um convite à verdadeira felicidade e santidade; a felicidade do Reino só é possível mediante a “verdadeira santidade cristã”. A exortação à santidade é acompanhada de critérios e advertências. Nesse contexto ganha relevo Mt 5.48: “sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”, que Wesley desenvolverá como a doutrina da perfeição cristã.

A justiça do Reino é correlacionada com a “pureza de coração”. “Sem pureza de intenção nenhuma ação exterior é santa”. O Sermão do Monte ensina a pureza de coração e a pureza de intenção. Sem pureza de intenção não há justiça (righteousness) para Deus. A santidade é correlacionada, no outro pólo, com a felicidade.

Como um dos componentes da promessa do evangelho está a compreensão de que essas “leis” são plantadas no nosso entendimento, “escritas em nosso coração”(Hb 8.10), para que tenhamos “a mente de Cristo”(1Co 2.16). Essa é a “filosofia de nosso Mestre Celestial”: “Pecador, conhece-te a ti mesmo” (muito diferente daquela do oráculo grego que simplesmente propõe “conhece-te a ti mesmo”).

Para Wesley, o sumário de toda religião verdadeira foi dado, como vimos, pelo próprio Cristo no Sermão do Monte. Nele Jesus Cristo apresenta “o plano total de sua religião”, “um prospecto completo do cristianismo”, “uma visão geral do todo”. Esse sumário vem acompanhado do “caminho real que leva ao Reino”, “o caminho da salvação”. Outros caminhos são “inconsistentes” com a salvação. O discurso de Jesus seria para nós um aviso “contra as falsas glosas humanas da religião”.

“Veja – escreve Wesley – eu mostro aquilo pelo que sua alma tem ansiado. Veja o caminho que sua alma tanto procurou em vão; o caminho da felicidade, o caminho da calma, da feliz paz, do céu em cima e da terra em baixo”. Esse caminho do “método mais excelente”, “os vários estágios da caminhada do cristão”, os passos que o cristão “toma a caminho da terra prometida”.

Esse caminho faz Wesley dividir o Sermão do Monte em três partes:
a) o capítulo 5 é “um divino sumário da verdadeira religião”;
b) o capítulo 6 apresenta as normas de uma boa ação externa através da pura intenção do coração;
c) no capítulo 7 nos é dada uma série de advertências a respeito de tropeços e obstáculos.

“A mente de Cristo em nós”, “a imagem de Deus no coração”, é apenas o começo autêntico da fé cristã; esse começo bom deve desdobrar-se como uma semente: “a força divina não deve apenas permanecer em nós, deve crescer dia após dia”.

Escreve Wesley, que não podemos nos contentar com uma “religião boa como o mundo a vê”, e que pode ser resumida em:
(a) não fazer o mal; b) fazer o bem; c) usar os meios de graça”.
É necessário pensar a salvação como uma religião mais autêntica. A genuína religião de Jesus Cristo, a “religião do coração” é muito mais profunda que essa.
Para Wesley só a religião do coração é verdadeira: “essa religião interior traz a forma de Deus visivelmente impressa em nós” e “a viva impressão de sua estampa na pessoa e é fonte de beleza, de amor, e fonte original de excelência e de perfeição”.

Douglas Bataglião,21/02/2010 (Adaptado)

BRILHE A VOSSA LUZ

Um amigo contou-me que fora visitar um farol e dissera ao faroleiro: - 0 senhor não se apavora de viver aqui? É terrível este lugar para se permanecer nele!
- Não - respondeu o faroleiro. Não tenho medo. Aqui nunca pensamos em nós mesmos.
- Como é isto!? Nunca pensam em si mesmos!?
- Nós sabemos que estamos perfeitamente seguros e cuidamos de ter as nossas lâmpadas brilhando e nossos refletores bem limpos, de modo que aqueles que se achar em perigo, possam ser salvos.
Isto é o que os cristãos devem fazer. Eles estão salvos numa casa construída sobre a rocha, que não poderá ser abalada pelas tempestades mais tremendas, e num espírito do mais santo altruísmo devem fazer brilhar sua luz através das trevas do pecado, a fim de que os que se acham em perigo possam alcançar as praias bonançosas de salvação. (Coletânea de Ilustraçoes).
(Sword e Trowvell)

Pelo fruto se conhece a árvore
“Os frutos refletem o que está em nosso interior” (Jo 15)

As videiras crescem em toda a Palestina. Todo ano, os agricultores podam os ramos para que as árvores produzam frutos de alta qualidade. O ramo que não dá fruto é considerado inútil e as videiras improdutivas são radicalmente cortadas. Os galhos cortados são destruídos, pois, não servem para nada. O antigo testamento representa Israel como a videira de Deus. Por isso ela se tornou um símbolo da nação de Israel. Jesus afirmou que Ele era a videira verdadeira, usando a planta e seus ramos como uma analogia para mostrar que o cristão deve permanecer nele. Os ramos não possuem nenhuma fonte de vida em si mesmos, mas recebem a vida da videira.

Quando estamos na posição de ramos vemos que passamos por estágios como qualquer outro ser vivo, muitas vezes por metamorfoses. Passamos por ventos que derrubam nossas maravilhosas folhas, passamos por secas, tempestades. Somos podados pelas mãos do agricultor. Mas ainda assim, devemos permanecer junto à videira que representa o nosso Deus. Ainda que tudo venha a doer muito, podemos confiar e descansar na sombra de suas asas. Ele cuida de nós, nos ama como nenhuma outra pessoa amará, mas, temos o livre arbítrio de querermos permanecer nele ou confiar no nosso próprio braço e força.

Nosso íntimo passa por diversas mudanças, quantos sentimentos, emoções, tristezas e alegrias, estão escondidas dentro de nós, pois somos como os galhos que estão expostos, as coisas do íntimo refletem no exterior, por mais fácil que seja disfarçarmos uma situação, um conflito.


Chegará um instante que o seu exterior refletirá o que está em seu íntimo, trazendo para a luz a real necessidade do seu coração, sua real situação. O tempo pode passar, mas a Palavra de Deus nos diz: “[...] pelo fruto se conhece a árvore [...]” (Mt 12.33-37), não se preocupe se começar vir à tona suas reais necessidades, suas emoções tão tenebrosas, suas motivações que o fazem conquistar tantos objetivos em sua vida.

PS. No Sermão do Monte Jesus encerra seu discurso afirmando que somente os sábio, ou prudentes é que tem o cuidado de tomar essa atitude de construir sua fé e vida sobre fundamentos sólidos, que são os princípios eternos da Palavar de Deus. E então dessa forma pruduzir os frutos da nova natureza que recebeu através da sua identificação na morte e juntamente com Jesus Cristo.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A BEM AVENTURANÇAS V

Mt 5:3 “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;”
5.10 “Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.”
5.11“ Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós.”

Inicilamente temos que afirmar que na verdade, o crente e o incrédulo pertencem a reinos diferentes.

Podemos observar que a primeira e a última bem-aventurança prometem a mesma recompensa – “porque deles é o reino dos céus”.

Que significa isso?
Os crentes não são diferentes dos incrédulos somente por causa da nova natureza, mas também são pessoas que vivem em dois reinos diferentes. Ele está no nundo, mas não pertence a ele. Jesus diz - “Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como também eu não sou. Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou.” (Jo 17.14-16)

O que Mateus quer dizer com “reino dos céus”?
Somente Mateus usa esta expressão. Muitos estudiosos pensam que era porque Mateus escrevia primariamente para judeus, e o seu objetivo talvez tenha sido o de corrigir as ideias judaicas erradas sobre o reino de Deus, que era entendido por eles como um reino social, político ou terreno. E Jesus veio trazer a visão verdadeira do que é reino dos céus, como um reino de natureza essencialmente espiritual, não deste mundo.

Em que consiste este reino?
1.em “governo”, onde está a esfera do reinado de Cristo, que podemos definir em três ângulos.
a. Como todo o lugar onde Cristo se encontrasse – “Se, porém, eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós.”(Mt 12.28).
b. O reino de Deus está presente em todos que são verdadeiros seguidores de Cristo, vejamos os versos: Lc 17.21, onde Jesus declara que o reino de Deus está dentro do que foi regenerado “Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós”. Que este é o reino para onde fomos levados por Cristo, quando nos inclui no sua morte e ressureição - “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor,” (Cl 1.13), e que, agora, nossa cidadania está no céu – “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo,”(Fl 3.20). Ilustração - Depoimento verídico! Um jovem cumpriu o seu dever prestando serviço ao exército e era ridicularizado por ser cristão. Um dia, o seu superior a fim de querer humilhá-lo na frente do pelotão lhe pregou uma peça...
- Soldado Coelho, venha até aqui! - Pois não Senhor.
- Segure essa chave. Agora vá até aquele jipe e o estacione ali na frente.
- Mas senhor, o senhor sabe perfeitamente que eu não sei dirigir.
- Soldado Coelho, eu não lhe perguntei nada. Vá até o jipe e faça o que eu lhe ordenei...
- Mas senhor, eu não sei dirigir!
- Então peça ajuda ao seu Deus. Mostre-nos que Ele existe.
O soldado não temendo, pegou a chave das mãos do seu superior e foi até o veículo. Entrou, sentou-se no banco do motorista e imediatamente começou sua oração.
"Senhor, tu sabes que eu não sei dirigir. Guie as minhas mãos e mostre a essas pessoas a sua fidelidade. Eu confio em Ti e sei que podes me ajudar. Amém"
O garoto, manobrou o veículo e estacionou perfeitamente como queria o seu superior.
Ao sair do veículo, viu todo o pelotão chorando e alguns de joelhos...
- O que houve gente? - perguntou o soldado.
- Nós queremos o teu Deus ,Coelho. Como fazemos para tê-lo? - respondeu o superior.
- Basta aceitá-lo como seu Senhor e Salvador. Mas porquê todos decidiram aceitar o meu Deus?
O superior pegou o soldado pela gola da camisa, caminhou com ele até o jipe enxugando suas lágrimas. Chegando lá, levantou o capô do veículo e o mesmo não tinha nem motor!
DEUS CUIDA DOS SEUS E NÃO PERMITE QUE NINGUÉM NOS HUMILHE.
SEJA VOCÊ TAMBÉM UMA SEMENTE DE JESUS E VOCÊ SEMPRE COLHERÁ O BEM !!!!
c. E que o governo definitivo ainda está para completar-se com a segunda vinda de Jesus Cristo à terra, quando os reinos deste mundo haverão de tornar-se “…de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos.” (Ap 11.15). Quando teremos seu aspecto físico implantado - “Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça.” (2P2 3.13), e tudo estará definitivamente sob o governo de Cristo – “para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.” (Fl 2.10-11).

Se no Sermão do Monte Jesus descreve que essa é a descrição do crente, perceba com é diferente do incrédulo. E façamos a seguintes indagações:
 Já fazemos parte deste reino?
 Estamos sendo governados por Cristo?
 Ele já é nosso Rei e Senhor?
 Estamos manifestando as qualidades do Sermão do Monte?
- Somos felizes?
- Já estamos fartos?
- Obtivemos paz?
- O coração está limpo?
- Estamos exercendo misericórdia?
- Como vai nossa atitude mansa?
- Estamos sendo pacificadores?

O único homem realmente feliz é aquele que manifesta essas características, por ser deveras abençoado. Cada um examime a si mesmo.

Douglas Bataglião, 07/02/2010

sábado, 20 de fevereiro de 2010

AS RAZÕES DO HOMEM X AS RAZÕES DE DEUS

Jó 23: 1-7; 24: 1-17; 27: 1-6; (Deus fala) 38: 1-6, 24, 28-29, 32-33; 40: 1-2 (Jó se humilha) 40: 3-5 (mais uma vez Deus) 40: 6-9 (Jó conclui) 42: 1-6

Eu tenho insistido em casa com minha família e na igreja para que aprendamos a ter um coração grato a Deus. Por esta razão no final do ano fazemos um culto de passagem de ano onde buscamos agradecer ao Senhor por um ano que termina e já consagramos o ano que se inicia.
Costumo pensar que é dever de todos nós enxergar nossa insignificância e a necessidade que temos de depender de Deus para tudo em nossas vidas. Porém, como limitado que sou também tenho propensão a questionamentos sobre aquilo que não entendo.
Esta semana recebi a notícia mais triste deste ano que foi o falecimento de Ana Beatriz. Não sei absolutamente o que ainda me está reservado, mas desde o recebimento da notícia por misericórdia o Senhor falou-me por meio de Sua Palavra, porque muitas perguntas povoaram minha mente, muitas razões (se é que podemos ter alguma) e eu precisava e preciso manter uma fé lúcida, confiante, quase como a de Habacuque (Hc 3: 17-19).
Eu, como muitos de nós, tinha muitas razões para acreditar que Bia seria curada, que um grande milagre iria acontecer e muitos seriam alcançados pela salvação de Cristo Jesus por causa dele.
Eu também poderia pensar ao contemplar toda sujeira que nos rodeia neste mundo dominado pelo pecado, que há muitas outras pessoas que mereceriam a morte ao invés de Bia. Foi então que a voz de Deus soou mais forte em minha mente e Ele me levou a revisitar a vida de Jó que também foi um grande questionador.
Jó, inicialmente, foi alguém que se mostrou muito dedicado e agradecido a Deus. Socialmente e religiosamente não havia o que se falar a seu respeito. Mas enganoso é o coração, quem o conhecerá (Jr 17: 9).
Um dos grandes perigos que rondam a vida de quem experimenta o conhecimento do Evangelho, e mesmo passa pela experiência da regeneração, é o de começar a se ver como merecedor da salvação, melhor do que outras pessoas, principalmente daquelas que ainda não a experimentaram e então sucumbir diante da justiça própria.
Jó passou por tudo isso, enfrentou um grande sofrimento e se comparou com quem estava a sua volta a ponto de se justificar e questionar as atitudes de Deus. Esta semana o Senhor me deu o livramento disso pela própria experiência de Jó.
Quando imaginamos ter algum argumento diante de Deus é importante refletirmos sobre as nossas limitações. Ninguém, nem mesmo os ímpios, são desculpáveis diante de Deus que revela Sua grandeza diariamente pela natureza (Rm 1: 18-20).
O Senhor, conhecendo a limitação de Jó, lhe respondeu e essa resposta está registrada na Palavra eterna para que todos tenham a oportunidade de se auto-analisar e reconhecê-Lo em todos os seus caminhos.
Ainda tenho dificuldade de entender o que se passou com Bia, eu orava constantemente por sua cura e pela força necessária nas vidas de Neilson e Suze, mesmo não sendo tão próximo. Mas também não consigo entender o amor de Deus por nós que levou Cristo à cruz, a se sacrificar por pessoas que sequer pensam em Deus e ao invés disso se entregam à luxúria, depravação, mentira, ódio, vícios, amargura, descaso, etc.
A Bíblia afirma que não subiu ao coração do homem o que Deus preparou para os que O amam (I Co 2: 9).
Não sei a repercussão da vida de Bia na de todos os que tiveram o privilégio de em algum momento conhecê-la, mas eu creio profundamente que os pensamentos de Deus não são iguais aos meus pensamentos, que Sua vontade é boa, perfeita e agradável, e que nada ficará encoberto porque a luz tudo manifesta. De algum modo a luz de Cristo Jesus brilhou em Bia e mudou relacionamentos, rumos, conceitos, atitudes, em resumo, a vida de muitos.
Nós ainda podemos fazer escolhas e a maior e melhor é entregar nossa vida a Cristo Jesus, crendo do milagre da cruz, misturando fé ao ouvir a Palavra de Deus.
Que Deus nos abençoe!
Pr. Luciano M. Bastos,21/02/2010

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

" ESSE ALEGRAR-SE-Á VENDO O PRUMO NA MÃO DE ZOROBABEL"

Zacarias 4:10

Coisas pequenas marcaram o início da obra na mão de ZOROBABEL. Mas ninguém poderia desprezar os humildes começos, pois o Senhor havia levantado alguém que haveria de perseverar, até que a pedra angular estivesse pronta para ser trazida com um grito de vitória. Neste fato existe consolação para todo crente no Senhor Jesus. A obra da graça pode ser muito humilde em seu começo, mas o prumo está em boas mãos.

Um Construtor maior que Salomão assumiu o empreendimento de construção do templo celestial, e Ele não cessará até que o pináculo do templo esteja completo. Se o prumo estivesse na mão de qualquer ser humano, poderíamos nos preocupar com a edificação. Todavia, o desejo do Senhor será realizado pela mão de Jesus. Se as paredes tivessem sido construídas apressadamente, sem o planejamento e a supervisão adequados, elas teriam sido desviadas da linha reta. Mas o prumo utilizado foi utilizado pelo Supervisor Celestial. O Senhor Jesus está sempre supervisionando a construção de seu templo espiritual, para que ele seja construído com segurança e exatidão.

Nós gostamos de resultados instantâneos, mas Jesus prefere utilizar julgamentos criteriosos. Ele usará o prumo, e aquilo que está fora de linha
tem de ser derrubado. Isto é o que causa a ruina de muitas obras de bajulação e de muitos testemunhos brilhantes. Não é nossa responsabilidade julgar a Igreja do Senhor, visto que Jesus tem uma mão firme olhos verdadeiros, sendo capaz de usar bem o prumo. Devemos alegrarmo-nos porque o juízo foi entregue a Ele. O prumo está na mão do construtor. Isto nos dá a indicação segura de que Ele tenciona levar a obra até ao seu término.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A BEM AVENTURANÇAS IV

“E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo:
Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;
Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.” (Mt5:1-11)

Há várias teorias que tentam explicar o sermão do monte.
Para alguns estudiosos o sermão do monte é um ‘evangelho' exclusivo do reino de Jesus.

Outros compreendem que o sermão apresenta princípios éticos e morais pertinentes ao reino do Messias. Geralmente fazem um comparativo entre a degradação moral do gênero humano e os princípios anunciados no sermão.

Diante das análises e de algumas contradições, ficam as questões: O sermão do monte é um conjunto de normas e princípios de cunho ético e moral? É um estatuto do reino de Cristo? Basta praticar o que Jesus anunciou e o homem terá direito ao reino dos céus?

Para compreendermos a mensagem de Jesus, é necessário observarmos alguns versículos do Antigo Testamento e a dinâmica do aprendizado da Escritura naquela época. Dentre vários versículo destacamos:

“Bem-aventurado tu, ó Israel! Quem é como tu? Um povo salvo pelo SENHOR, o escudo do teu socorro, e a espada da tua majestade; por isso os teus inimigos te serão sujeitos, e tu pisarás sobre as suas alturas” Dt 33: 29;

“Provai, e vede que o SENHOR é bom; bem-aventurado o homem que nele confia” Sl 65: 4;

“Bem-aventurado aquele a quem tu escolhes, e fazes chegar a ti, para que habite em teus átrios” Sl 34: 8;

“Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração estão os caminhos aplanados” Sl 84: 5.

Sobre a dinâmica do aprendizado do povo judeu, destacamos:

Vários livros do Antigo Testamento fazem referência à bem-aventurança. Dentre eles o livro de Provérbios e o livro dos Salmos são os que mais fazem referências as bem-aventuranças. Estes livros do Antigo Testamento eram lidos constantemente nas sinagogas, e mesmo aqueles que não sabiam ler conheciam de cor algumas das citações, entre elas as que envolviam a idéia da bem-aventurança.

É importante lembrar que naquela época um livro era caríssimo, e o povo não tinha acesso ou não sabiam ler, o que fortalecia a necessidade de memorizar o que era lido. Eles dependiam da leitura no templo para ouvirem trechos da lei, dos profetas e dos cânticos. O livro de Provérbios e os Cânticos dos Salmos auxiliavam em muito no processo de memorização.

Outra característica dos textos que fazem referência a bem-aventurança é a conexão com o nome do Deus de Israel.

No Antigo Testamento a idéia da bem-aventurança decorre do favor de Deus para com os homens. Um mestre sempre se assentava para ensinar e Jesus assentou sobre o monte cercado pelos seus discípulos e pela multidão. A multidão ao ver que Jesus se assentou, cercou-lhe ansiosa para ouvir o discurso. Jesus havia percorrido toda a Galiléia curando os enfermos, ensinando nas sinagogas e pregando o evangelho. A noticia de suas ações percorria todas as cidades. Uma grande multidão vinda de várias cidades o seguia Mt 4: 25. “Vendo Jesus a grande multidão subiu a um monte e assentou-se” Mt 5: 1; os seus discípulos aproximaram-se e ele passou a ensiná-los!

Há muito tempo que o povo ouvia falar das bem-aventuranças prometidas nas escrituras, mas a situação era de opressão e miséria. A fama de Jesus havia criado uma expectativa na multidão, e quando Jesus falou sobre a bem-aventurança, materializou-se a esperança dos ouvintes. Anos após anos os pais anunciavam aos filhos uma época de alegria plena, mais ainda não tinham experimentado da alegria prometida por Deus. O sermão do monte iniciou-se com uma mensagem de alegria a um povo oprimido e sem esperança. Jesus apresenta uma esperança viva, porém, o discurso endurece logo em seguida. O povo esperava refrigério e segurança nesta vida. Esperavam um Messias que os libertasse da escravidão política.

Qual mensagem Jesus transmitiu ao povo no sermão do monte? Sobre que alegria Jesus falou? Que esperança foi transmitida? A alegria prometida dependia do cumprimento de mais normas e regras? – Não, mas de ser “destituído de sí mesmo” – “pobre de espírito”, ou “novo nascido”

Precisamos conhecer um pouco mais sobre este importante sermão!
Douglas Bataglião (adaptado de Claudio Crispin )