terça-feira, 11 de abril de 2017

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

NOSSO SILÊNCIO CULPADO

Por que Paulo, Estevão, Pedro, Agostinho, João Huss, Lutero, Calvino, Wesley, Mood, J.Edwards, Billy Graham, Hernandes D. Lopes, Paul Washer, Thomas Fodor, não são culpados do pecado de ficaram em silêncio?
Falta a revelação do evangelho da cruz, diz John Stott em seu livro, Nosso Silêncio Culpado - capítulo 2.
Dentro de minha percepção e experiência cristã de quase quarenta anos, é de que o silêncio culpado, nada mais é a ignorância do que é o verdadeiro evangelho ou, mais claramente, da falta de verdadeiras conversões a Cristo, em contrapartida às adesões religiosas de multidões nas “igrejas” de nossa época.
O que é, então, o verdadeiro evangelho?
Segundo o profeta Ezequiel é a mudança de mente e coração, por meio de ouvir a Palavra de Deus (Ez 11.17-20; 36.25-27)
Nas palavras do Senhor Jesus, é o novo nascimento e a vida diária de crucificação (Jo 3.1-7; Mt 16.24-25).
Pedro afirma que é arrepender-se, mudar de mente e obediência (At 2.37-38), fé na nossa regeneração e vida de santificação, que é a prova de que fomos realmente regenerados (1Pe 1.3-5; 13-16).
Para Paulo é o conhecimento e a fé na nossa inclusão na morte e ressureição do Senhor Jesus Cristo (Jo 12.32; Rm 6.1-7,11). E uma vida de crucificação da carne (2Co 4.10).
O “outro evangelho” (Gl 1.6) pregado nos púlpitos pós-modernos, é o principal gerador do problema da falta de regeneração entre os crentes que frequentam nossos cultos, e consequente falta de vigor evangelístico, gerando o silêncio culpado.
É a pregação do verdadeiro evangelho toda a semana em nossos púlpitos (1Co 1.18-24; Rm 1.14-16), e ensinado em nossas salas de EBD, encontros de famílias, grupos familiares, que vai destravar o evangelismo saudável e ininterrupto de vidas que são verdadeiras pregações.
Preguemos e ensinemos o evangelho, quer ouçam, que deixem de ouvir. Se alguém enjoar do “maná”, certamente ainda ama o Egito e sua comida. O que já tem um coração novo, ama a Palavra da Cruz e quanto mais ouve, mais crê e mais teme a Deus, pregando a todos que se arrependam.


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

ABSOLUTOS E FLEXIBILIDADE


Romanos 14.1-23
Estamos debruçados sobre o livro de Romanos há quatro anos e depois de estudarmos com Paulo e com o socorro do Espírito Santo, também a preciosa ajuda dos irmãos que estudaram e nos deixaram seus comentários, chegamos a parte prática do livro.
Esse estudo tem nos desafiado a uma prática do que cremos e entendemos das Escrituras, contudo quero considerar alguns pontos que não podem ser ignorados.
Vivemos numa sociedade cujos valores são “liberdade”, “relativismo”, “flexibilidade” e “inclusivismo”. Conceitos, que sabemos, são pilares da pós-modernidade, movimento histórico sociológico, que dominou a estética e a cultura até final do século XX. “Em A Condição Pós-Moderna, François Lyotard caracteriza a pós-modernidade como uma decorrência da morte das "grandes narrativas" totalizantes, fundadas na crença no progresso e nos ideais iluministas de igualdade, liberdade e fraternidade”  (wikipedia.org0. Onde os valores são relativos, e a ausência de absolutos é a regra.

Dentro da cultura e princípios do cristianismo, que tem seus conceitos vindos da Escrituras Sagradas, a Bíblia, a palavra de Deus, inspirada aos profetas e apóstolos, que para nós é infalível e inerrante. Nela os absolutos, ou mandamentos de onde extraímos nossos valores, são inflexíveis, imutáveis, pois o Deus da Bíblia é imutável e sua Palavra também imutável.

Essa “flexibilidade” de Romanos 14, que estamos estudando nesses dias, deve ser observada, com base no absoluto de Romanos 11.36, onde o mesmo Paulo que incentiva o irmão forte a acolher o irmão fraco e, também exorta o irmão fraco a não julgar o forte, nos roga que toda a nossa “flexibilidade”, nos assuntos que não são essenciais à salvação e santidade, só deve ser usada, se estiver baseada na glorificação do Deus Eterno, como o mesmo apóstolo reafirma ao coríntios “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.” (1Co 10.31).
Portanto, irmãos tenhamos cuidado e peçamos a sabedoria do alto para mantermos o equilíbrio entre os absolutos e os flexíveis em nossa peregrinação cristã.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Membresia de Igreja é Bíblico?


 Matt Chandler


“A esposa de Cristo não pode ser adúltera; ela é imaculada e pura. Ela conhece apenas um lar; ela protege com casta modéstia a santidade de um único leito. Ela nos guarda para Deus. Ela aponta para o reino os filhos que gerou. Qualquer um que se separe da Igreja e se junte a uma adúltera está separado das promessas da Igreja; tampouco aquele que abandona a Igreja de Cristo pode alcançar as recompensas de Cristo. Ele é um estranho; é um profano; é um inimigo. Ele não pode ter Deus por seu Pai, eis que não tem a Igreja por sua mãe.” - Cipriano, Tratado sobre a Unidade da Igreja, 6.
Eu tinha 28 anos quando me tornei pastor da Highland Village First Baptist Church (agora conhecida como The Village Church). Eu havia tido uma situação difícil no início da minha experiência com a igreja e, naquele período, eu ainda não havia saído completamente da minha fase de “desencantamento com a igreja local”.
Com toda a honestidade, eu não estava certo, naquele período, de que membresia de igreja era algo bíblico. Apesar disso, o Espírito havia tornado claro demais que eu haveria de pastorear essa pequena igreja nos arredores de Dallas. Essa foi uma das muitas ironias da minha vida naqueles dias.
A Highland Village First Baptist Church era uma igreja “sensível ao visitante”, nos moldes da Willow Creek Community Church [N.T.: megaigreja norte-americana fundada pelo pastor Bill Hybels, considerado junto com Rick Warren o pai do movimento “sensível ao visitante” (seeker-sensitive)], e sem qualquer processo formal de membresia, embora ela estivesse ativamente elaborando um e desejasse a participação do novo pastor. Eu possuía um entendimento robusto acerca da igreja universal, mas não era muito versado - e, como disse, um tanto cético - no tocante à igreja local. Nós começamos a crescer rapidamente com jovens de 20 e poucos anos e frequentemente insatisfeitos, os quais geralmente não possuíam nenhuma experiência anterior de igreja, ou possuíam experiências ruins. Eles gostavam da The Village porque nós éramos “diferentes”. Isso sempre me chocava porque nós não estávamos fazendo nada exceto pregar e cantar.
Em conversas com esses homens e mulheres, eu comecei a ouvir coisas como: “A igreja é corrompida; é tudo sobre dinheiro e o ego do pastor” ou: “Eu amo Jesus; o meu problema é com a igreja”. A minha favorita era: “Quando você organiza a igreja, ela perde o seu poder”. Embora alguma coisa às vezes ressoasse em mim com tais comentários (eu, juntamente com a maior parte da minha geração, tinha problemas com autoridade e compromisso), eu os considerava confusos uma vez que eles estavam sendo feitos a mim por pessoas que estavam frequentando a igreja da qual eu era o pastor.
Duas Questões de Hebreus 13.17
Em meio à efervescência de conflitos sobre outras doutrinas que eu considerava muito mais centrais, eu me questionava se nós deveríamos deixar essa coisa de membresia de igreja de lado e voltar a ela depois. Naquele tempo, eu estava me preparando para pregar ao longo do livro de Hebreus e “aconteceu” de eu estar no capítulo 13 quando o versículo 17 saltou da página: “Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros”.
Duas questões me ocorreram. Primeiro, se não há qualquer exigência bíblica de pertencer a uma igreja local, então a quais líderes deveria um cristão individual obedecer e se submeter? Segundo, e mais pessoalmente, por quem eu, como pastor, haveria de prestar contas?
Essas duas questões despertaram minha busca por um entendimento bíblico da igreja local, e elas começaram em torno das ideias de autoridade e submissão.
No tocante à primeira questão, as Escrituras claramente ordenam que os cristãos se submetam e honrem um corpo de presbíteros (Hb 13.17; 1Tm 5.17). Se não há qualquer entendimento acerca da membresia da igreja local, então a quem devemos nos submeter e obedecer? Será que devemos fazê-lo a qualquer um com o título de “presbítero” de qualquer igreja? Deveria você, como cristão, obedecer àqueles loucos da Westboro Baptist [igreja norte-americana amplamente descrita como um grupo de ódio]? Para obedecer a Escritura, você deve fazer piquetes em funerais de soldados, como o pastor de Westboro parece sugerir?
No tocante à segunda questão, as Escrituras claramente ordenam que um corpo de presbíteros cuide de um povo específico (1Pe 5.1-5; também At 20.29-30). Acaso eu, como pastor, serei considerado responsável por todos os cristãos na região metropolitana de Dallas? Há muitas igrejas em Dallas com as quais possuo fortes discordâncias teológicas e filosóficas. Acaso eu prestarei contas pelo que elas ensinam em seus grupos pequenos, por como elas gastam seu dinheiro, e pelo que elas fazem em relação a missões internacionais?
O que Dizer da Disciplina Eclesiástica?
Após considerar questões de autoridade e submissão, o segundo problema que surgiu no meu estudo da igreja local foi o ensinamento bíblico acerca da disciplina eclesiástica.
Você a vê em diversos lugares, mas em nenhum tão claramente quanto em 1Coríntios 5.1-12. Nesse texto, Paulo confornta a igreja em Corinto por aprovar um homem que andava em imoralidade sexual escancarada e impenitente. Os coríntios estão celebrando isso como a graça de Deus, mas Paulo os alerta que esse tipo de impiedade não deveria deixá-los orgulhosos, e sim fazê-los lamentar. Ele os chama de arrogantes e os diz que removam esse homem para a destruição da sua carne e, esperançosamente, para a salvação da sua alma. No versículos 11-12, ele não usa meias palavras: “Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais. Pois com que direito haveria eu de julgar os de fora? Não julgais vós os de dentro?”.
A minha triste experiência mostra que pouquíssimas igrejas ainda praticam a disciplina eclesiástica, mas esse é um outro artigo para um outro dia. A questão que emerge dessa passagem é simples: como você pode pode colocar alguém “para fora” se não existe um “dentro”? Se não existe qualquer comprometimento local com uma comunidade pactual de fé, então como você remove alguém dessa comunidade de fé? A disciplina de igreja não funciona se a membresia da igreja local não existe.
Muitas Outras Evidências em Favor da Membresia
Há outras evidências nas Escrituras que dão suporte à membresia da igreja local.
Nós vemos em Atos 2.37-47 que havia um registro numérico daqueles que professavam Cristo e eram cheios do Espírito Santo (v. 41), bem como um reconhecimento de que a igreja estava crescendo (v. 47).
Em Atos 6.1-6, nós vemos eleições serem realizadas a fim de lidar com um problema e uma acusação específicos.
Em Romanos 16.1-16, nós vemos o que parece ser uma consciência de quem é membro da igreja.
Em 1Timóteo 5.3-16, nós vemos um claro ensino acerca de como lidar com as viúvas na igreja e, nos versículos 9-13, nós lemos isto:
Não seja inscrita senão viúva que conte ao menos sessenta anos de idade, tenha sido esposa de um só marido, seja recomendada pelo testemunho de boas obras, tenha criado filhos, exercitado hospitalidade, lavado os pés aos santos, socorrido a atribulados, se viveu na prática zelosa de toda boa obra. Mas rejeita viúvas mais novas, porque, quando se tornam levianas contra Cristo, querem casar-se, tornando-se condenáveis por anularem o seu primeiro compromisso. Além do mais, aprendem também a viver ociosas, andando de casa em casa; e não somente ociosas, mas ainda tagarelas e intrigantes, falando o que não devem.
Nesse texto, nós vemos critérios para quem seria e quem não seria qualificado para o programa de cuidado com as viúvas de Éfeso. A igreja local em Éfeso é organizada, e eles estão executando um plano.
Nós podemos seguir mais e mais aqui, fazendo perguntas sobre como podemos ser obedientes aos mandamentos de Deus em 1Coríntios 12 ou Romanos 12 se não estivermos conectados a uma comunidade local e pactual de fé. Mas expor todos os textos possíveis iria requerer mais tempo do que eu disponho para este artigo.
O Plano de Deus é que Pertençamos a Igrejas Locais
Quando você começa a olhar para esses textos, torna-se claro que o plano de Deus para a sua igreja é que nós pertençamos a uma comunidade local e pactual de fé. Isso é para a nossa própria proteção e amadurecimento, e para o bem dos outros.
Se você enxerga a igreja como uma espécie de buffet eclesiológico, então você severamente limita as possibilidades do seu crescimento em maturidade. Crescer em piedade pode machucar. Por exemplo, à medida que eu interajo com outros em meu próprio corpo local, minha indolência no zelo é exposta, assim como minha falta de paciência, minha falta de oração e minha hesitação em associar-me aos mais fracos (Rm 12.11-16). Contudo, essa interação também me dá a oportunidade de ser amorosamente confrontado por irmãos e irmãs que estão nas trincheiras comigo, assim como me fornece um lugar seguro para a confissão e o arrependimento. Mas, quando a igreja é apenas um local que você frequenta sem de fato ligar-se a ela, como um buffet eclesiológico, seria preciso apenas considerar por que você está sempre mudando a cada vez que o seu coração começa a se expor ao Espírito e a verdadeira obra está começando a acontecer.
Qual é o cerne de tudo isso? Membresia de igreja local é uma questão de obediência bíblica, não de preferência pessoal.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Vida Cristã, dependência e conhecimento do Senhor Jesus

João 21.1-14

As cristão são chamados por Deus, em seu plano eterno a viverem uma vida de plena certeza de que ele estará sempre com eles e sempre será o Deus criador e provedor da sua obra e dos seus obreiros.

Muitas vezes parece que estamos sós, que o Senhor não está perto, como vemos neste trecho do evangelho, onde os discípulos sabiam que o Senhor havia ressuscitado e já dera provas da sua presença junto a eles (João 20). Mas eles ainda precisavam aprender, mais uma vez, ou necessitavam que esse ensino fosse reforçado – que o Senhor jamais desampara os seus discípulos, ainda que pareça o contrário (v.4,9).

Uma verdade não pode ser mudada - os discípulos precisam trabalhar para suprir seu sustento (v.3). Mas, essa verdade, o discípulo precisa ainda trabalhar para suprir seu sustento, necessita estar na dependência do Senhor e que ele só terá resultados proveitosos se forem guiados pela Palavra do Senhor Jesus (v.5-6). Pois somente Ele pode nos suprir com suficiência e abundância (v.7,11). Não podemos esquecer que ele ainda é o Criador e Provedor de todas as coisas, ele ainda pode criar ainda peixes e pães(v.9).

Outra verdade é que o Senhor sempre contará e utilizará do fruto do nosso trabalho (v.10) para executar e aperfeiçoar o seu trabalho em nossa vida, dos nossos irmãos e da sua obra na terra, que será expandida através do ministério do Espírito Santo em nós e por meio de nossas mãos e pés. Tendo a plena garantia que, debaixo de sua direção e governo (v.11c), nada se perde, sempre haverá fruto permanente (João 15).

Esse certeza. Essa confiança. Esse trabalho sempre vai produzir o resultado da maturidade cristã, por meio da progressão da fé, da revelação e do conhecimento mais profundo e experiencial de quem é o nosso Salvador e Senhor (v.12-14).


Prossigamos crendo, confiando e trabalhando debaixo da Palavra do nosso querido Provedor. 

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Manifestando o Fruto do Espírito

Infrutescência
Manifestando o Fruto do Espírito

Qualquer pessoa que serve a Deus desconrirá, cedo ou tarde, que o grande impedimento para a Sua obra não são as outras pessoas, mas ela mesma.

Gálatas 5.16-26

A Bíblia divide o homem em duas partes:
Rm 7.22 – homem interior – Ef 3.16
2Co 4.16 – homem exterior

Quando Deus vem habitar em nós por meio do Espírito Santo, a Sua vida, o Seu poder entra em nosso espírito, que é o homem interior.
Fora dele está a alma, com pensamentos, emoções e vontade, o homem exterior.
Que age e se manifesta no homem periférico, que é o nosso corpo físico.

Assim como vestimos roupas, o homem interior “veste” o homem exterior, ou melhor dizendo, nosso espírito veste a alma. E consequentemente o espírito e a alma “vestem” o corpo.

Devemos saber que aquele cujo homem interior foi liberado, é quem pode trabalhar para Deus verdadeiramente. Devemos reconhecer diante de Deus que a primeira dificuldade que enfrentamos na obra não está nos outros, ma em nós mesmos. Nosso espírito parece estar embrulhado, preso, de modo que não pode ser libertado facilmente. Precisamos aprender a liberar nosso homem interior, irrompendo no homem exterior, para vivermos a vida cristã normal. (Watchman Nee – A Liberação do Espírito)

O Senhor declara João 12.24: “Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só: mas se morrer, produz muito fruto”. A vida está no grão de trigo, do lado de fora tem a casca dura. Enquanto a casca não for quebrada o trigo não pode crescer.
não morrer”, que morte é esta? A morte da vontade do homem exterior.
A Bíblia diz ainda: quem ama a sua vida, perdê-la-á, mas quem odeia a sua vida (grego-alma-soma) neste mundo, preservá-la-á para a vida eterna” (v.25). Para permitir que a vida interior se manifeste, é imperativo que a vida interior seja substituída.

Como permitir que ela se manifeste?
A Palavra nos mostra que se o vaso de alabastro não for quebrado, o nardo puro não fluirá (Mc 14.3) “Estando ele em Betânia, reclinado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher trazendo um vaso de alabastro com preciosíssimo perfume de nardo puro; e, quebrando o alabastro, derramou o bálsamo sobre a cabeça de Jesus

Temos um tesouro dentro do vaso de barro, o homem exterior - Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós” (2Co 4.7).

O Perfume, o Tesouro, o fruto do Espírito, está no vaso, mas como alguém poderá sentir seu cheiro, ou vê-Lo, se o vaso não for quebrado?
O quebrantamento é o caminho da fruticação, para que a fragrância do Espírito seja exalada por meio do nosso homem interior, irrompendo no homem exterior e manifestado pelo homem físico, com atos de: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio, que é o Fruto do Espírito ou o Perfume de Cristo.

É assim que vamos experimentar – “E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” (Gl 5.25-25).

Quero ser um vaso de bençãos!

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

O Sobrenatural de Deus em mim

João 14.16-18, 23,26-27

Hoje temos ouvido constantemente em viver o sobrenatural de Deus, por meio de declarações, músicas e pregações, que estão destituídas da compreensão do que é viver o sobrenatural de Deus.

O Espírito Santo é o sobrenatural de Deus em nós.
Nós somos naturais (corpo, alma e espírito). Quando Deus nos criou em Gn 2,7, vemos o natural barro, sopro de vidas e alma vivente, todas estas são as dimensões naturais do homem. O sobrenatural viria por comer da Árvore da Vida, uma figura da vida sobrenatural na pessoa do Senhor Jesus Cristo. Mas ao comer da Árvore do conhecimento do bem e do mal, tornou-se um ser morto e separado de Deus, ou da vida sobrenatural, que só pode ser recebida pelo Espírito Santo. 

Paulo nos alerta que somo pessoas naturais – 1Co 2.14. Mas, somente o homem espiritual, ou o que é habitado pelo Espírito pode viver pelo sobrenatural, pois Ele é sobrenatural. Sua vida sobrenatural em nós produz obras sobrenaturais, o Seu Fruto (Gl 5.21-22)  - amor, alegria, paz, longanimidade, fé, benignidade, bondade, mansidão, domínio próprio. Esses frutos são impossíveis de serem concebidos em pessoas naturais, ou carnais, que é o homem sem a habitação do Espírito Santo.
Busquemos pois viver de acorado com a direção de Deus, por meio de Paulo em Efésios 5.18, “, mas enchei-vos do Espírito”. Então vamos viver uma vida sobrenatural, com frutos sobrenaturais, amor, alegria, paz, longanimidade, fé, benignidade, bondade, mansidão, domínio próprio. Que só são produzidos por Ele que é Sobrenatural. Amém!

Douglas Bataglião

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

A Alma Peregrina do Cristão



 “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo,” (Fl 3.20).
 “Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria” (Hb 11:14).
 “Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade” (Hb 11:16).

     Temos visto e ouvido nestes tempos um evangelho que, como afirma o apóstolo Paulo em Gálatas 1.6, que é outro evangelho, não o que ele e os apóstolos haviam pregado.
     Temos templos cheio de pessoas que estão iludidas, que de certa forma aceitam este evangelho da teologia sacrificial do bispo Macedo, comenta o Prof. Paulo Ayres de Mattos, "O sucesso da teologia sacrificativa de Macedo se faz possível devido essa tríade de “sacrifício, sangue e dinheiro” prevalecente na cultura religiosa brasileira, quer seja do catolicismo popular, das religiões afro-brasileiras, ou do mundo evangélico-pentecostal, ainda que não se expresse de igual maneira em cada uma dessas manifestações religiosas."
     Essas teologias são de cunho humanistas, as quais visam o bem estar e o sucesso das pessoas, aqui neste mundo, desconsiderando o principal alvo da criação do homem, segundo o Supremo Propósito de Deus; em Jesus Cristo. E desconectadas com o verdadeiro objetivo da existência humana, que é viver eternamente em comunhão com Deus, no lar que é celestial.
     O Caráter peregrino que foi implantado no coração de Abraão - "Pela fé, peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa;" (Hb 11.9), está praticamente eliminado por estas teologias pós-modernas e antropocêntricas. Os crentes de nossa época já não tem "saudade dos céus", não vivem na expectativa da iminente volta de Cristo, para os levar para a sua pátria celestial, como nos afirma Paulo na sua carta aos Filipenses - "Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo". Não temos mais a aspiração dos heróis da fé de Hebreus 11.16 - "Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade".
     Isso é muito preocupante, pois a fé cristã que está baseada no fundamento dos apóstolos as quais foram escritas e recitadas nos credos apostólicos, hoje parece totalmente esquecida, não mais recitada, nem crida, ou vivenciada.  Aquelas verdades que culminam com a declaração enfática sobre a esperança da volta de Cristo, que vem buscar a Sua igreja, para habitar na sua Pátria Celestial, a antiga Canaã de Israel, ou Nova Jerusalém para os cristãos.
     No texto de Hebreus 11.14 "Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria.", temos uma declaração que deve ser a principal de todo crente que realmente recebeu a revelação da sua pecaminosidade, corrupção e afastamento de Deus, mas que pela fé no evangelho foi justificado, regenerado e reconciliado com Deus para viver segundo o Supremo Propósito do Trino Deus (Ef 1.3-14; 2.1-9): sendo Filho do Pai Eterno; membro do corpo místico de Cristo, a igreja (1Co 12.12-13); e pedra viva do templo do Espírito Santo (1Co 6.19; 1Pe 2.5). Estes, Jesus afirma - "não são deste mundo" (Jo 17.14). São os que o escritor de Hebreus afirma, “buscam uma pátria”.
     O salvo que se tornou filho do Deus Eterno, ganhou um coração, ou uma alma peregrina, isto é, uma mentalidade de estrangeiro, cuja vida está se desenvolvendo num lugar que não é a sua pátria. Á aquele que  “vive em tendas” (Jr 35.7; Hb11.9), não tem propriedade fixa, nesta terra estranha. Não se sente deste lugar, apesar de estar morando e trabalhando nele; como Israel na Babilônia. Está desconfortável, e anseia por voltar para a sua verdadeira pátria, seu canto e poesia é como o do poeta que suspira pela sua terra "minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá. As aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá" (Gonçalves Dias). Ou como canta o poeta cristão no seu hino - "Passarinhos, belas flores, querem me encantar, ó vãos terrestres explendores, de longe enxergo o lar".
     Voltemos ao evangelho de Cristo, no qual o epílogo não é nesta terra, mas no Novo Céu, na Nova Terra, Canaã que mana leite e mel, onde estão as insondáveis riquezas de Cristo (Ef 3.8). Somos salvos para esta esperança (Rm 8.24), "Pois quem é a nossa esperança, ou alegria, ou coroa em que exultamos, na presença de nosso Senhor Jesus em sua vinda? Não sois vós?" (1Ts 2.19).
     "Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!" (Ap 22.20)


quarta-feira, 5 de junho de 2013

A completa corrupção do homem e o Propósito Eterno de Deus

Isaías 1.1-9

     O moderno neo-pelagianismo, apoiado no humanismo pós-moderno, representado pelos direitos humanos e o individualismo. Insistem em afirmar que o homem é bom, e que se torna mal, devido ao seu desenvolvimento comprometido pelos processos relacionais familiares e interações sociais a que é exposto. Desenvolvendo assim uma tendência errada, violenta contra tudo o que sofreu. Também há o pensamento freudiano que seus problemas e reações emocionais, de qualquer espécie, são resultado das suas frustrações sexuais, a base de toda a realização e felicidade humana. E outras tantas variações destes conceitos que tentam responder e responsabilizar a maldade exibida cotidianamente do homem em todas as suas relações.
     Mas a Palavra de Deus é taxativa em expor literalmente, qual é, realmente, a razão da natureza má e corrupta da humanidade, em suas infindáveis manifestações iníquas.
     Neste trecho de do Livro de Isaías que lemos, assim como Paulo mostra em Romanos nos primeiros capítulos de sua epístola irmã no Novo Testamento, a carta aos Romanos, está mais uma vez a demonstrando a natureza corrompida de todo os seres humanos. Vamos lê-las novamente.
     John MacArthur, em seu comentário desta perícope, os versos um a nove, sugere neste trecho uma cena de um tribunal onde o Senhor está levantando uma acusação contra a nação de Israel.
     O verso declara quem é que está falando – “o Senhor é quem fala”, não Isaias. Esta é uma testemunha que não pode ser desacreditada, pois é fiel. Diferentemente dos profetas falsos de hoje em dia que dizem – “eis que te digo”, estes termos não são encontrados nas Escrituras. Outro ponto a ressaltar neste verso e no terceiro é que Deus faz uma comparação do povo com o boi e o jumento, que apesar de serem animais, parecem bem mais racionais, pois sabem quem é o seu dono, mas com Israel não é assim.
     Na primeira parte do quarto verso o Senhor faz uma tomografia da natureza do Seu povo: “nação pecaminosa, povo carregado de iniquidade, raça de malignos, filhos corruptores; abandonaram ao Senhor, blasfemaram do Santo de Israel,...”, esta é a acusação do Senhor contra o Seu povo, a Sua nação escolhida. Como duvidar da palavra daquele que é Verdadeiro, que não pode mentir? Na segunda parte deste versículo Deus mostra que sua natureza pecaminosa, faz deste povo uma geração de apostatas, pois - “voltaram para traz”. Mas o Novo Testamento mostra que isso também pode acontecer com o povo Cristão, que foi salvo e regenerado pelo Senhor Jesus Cristo, como adverte o escritor de Hebreus, exortando os cristãos a não retrocederem na fé, pois isto é obra da carne, que não persevera em olhar para “o Autor e consumador da fé”, Jesus Cristo, que nos faz permanecer firmes e não ceder à força da carne corrompida.
     Nos versos cinco e seis, assim como Paulo em Romanos um a três, Isaías relata a completa corrupção da humanidade, “toda a cabeça e coração”. “Desde a planta do pé até a cabeça, não há coisa sã”. Penso que na primeira declaração - cabeça e coração, o profeta esta se referindo à alma e espírito, o ser interior. E quando está se referindo - da planta dos pés à cabeça, está descrevendo a sua estrutura física. Toda a pessoa humana está corrompida, doente e necessitada de cura – “,nem amolecidas com óleo”, aqui está uma plena demonstração da necessidade da obra redentora do Espírito Santo em toda a vida do homem (Jo 18.6; Tt 3.5).
     Nos versos sete e oito o profeta Isaias, mostra as consequências da corrupção humana, que não fica somente no nível individual, corrói também tudo o que ele toca, onde a carne corrupta toca ela contamina (Nm 19.13; Mt 15.11,18). Terra, cidades, lavoura, devastação social, famílias ficam expostas a todo tipo de violência.
     Mas em vista de toda essa corrupção que o homem atraiu para si e para seu entorno, há um Plano Eterno, há uma intervenção nesta situação aparentemente irreversível. “Se o Senhor dos Exércitos” do verso nove está a declaração confiante de Isaías na Aliança de Deus com o homem que foi criado para um Projeto Eterno, que esta sendo desenvolvido na história da humanidade, e que apesar da corrupção, da rebeldia e da apostasia, sempre Ele conservará um remanescente fiel, que será a semente da continuação e conclusão da Sua vontade (Jó 42.2; At 3.18, 24-25; Rm 8,9). “O Senhor dos Exércitos” segundo a profecia de Davi no Salmo 24, é o Senhor Jesus Cristo que venceu a carne, o pecado, a iniquidade e a corrupção de toda a carne, na Sua batalha final na cruz do calvário (Jo 1.29; Jo 19.20; Rm 6.6, Cl 2.11; 3.3).
     Aleluia! Deus está no trono reinando apesar do Diabo, do homem corrupto.

Douglas Bataglião

segunda-feira, 13 de maio de 2013

A TRINDADE FAMILIAR


          A Trindade Divina criou o ser humano como uma pessoa tridimensional, a fim de conviver numa trindade familiar. Elohim é triúno e fez o gênero humano, macho e fêmea, mas, tricotômico, composto de: corpo, alma e espírito, para viver em trivalência relacional. Este ser equilibrado deveria coexistir em comunidade humanamente afetiva.
           O único lance que destoou na criação física foi a solidão. Apesar de Deus ser exclusivo e indivisível, Ele se manifesta em três pessoas. Não há exílio na dimensão metafísica. O ser Divino é singular e coletivo, ao mesmo tempo. Deus é individual em sua essência e social em sua comunicação. No céu há um ser unitário, mas, também, não solitário. A Trindade é a unidade do anseio coletivo.
Nada pode ser maior do que três pessoas vivendo em plena comunhão. A conciliação das vontades é imensamente maior do que uma única vontade absoluta. Ser três pessoas agindo em irrestrita sintonia tem uma dimensão infinita e mais significativa do que ser uma pessoa com sua vontade soberana agindo por conta própria. O mistério da triunidade fala da onipotência demonstrada no concerto eterno do pluralismo volitivo. Um Deus em três pessoas com uma só vontade.
           A coesão Triúna propõe a integridade da pessoa humana e a conexão da família. Antes de o pecado entrar na história da humanidade, Elohim, o Deus trinitário, instituiu a vida em família. O molde familiar é a própria concordância da Trindade. O Pai, o Filho e o Espírito Santo são arquétipos transcendentais da coerência relacional entre a paternidade, a maternidade e a prole.
           A família é o plural do sujeito ou o coletivo da pessoa. Assim como na Trindade, a vida do lar deveria se ajustar pelo acordo das vontades. O problema foi o pecado. O egoísmo tomou conta das personalidades e a comunhão desandou em contestações. Instaurou-se a confusão dos desejos e o caos social.
           A vida doméstica que, em tese, seria uma orquestra sinfônica, acabou, no final das contas, descompassada e desafinada. O conflito das vontades tornou-se a regra do jogo. Agora, o consenso familiar é uma conquista complicada. Viver em união é algo complexo que exige combinações constantes de todos os membros.     As vontades obesas não conseguem se encaixar em lugares apertados, além do que, conciliar é uma das artes mais difíceis para a sobrevivência social. Uma família unida é coisa rara, e, viver, com o mínimo de atrito, é das artes mais difíceis, exigindo perícia e paciência.
            Mas a lei da unidade deve ser definida assim: “viva de tal maneira que, se todas as pessoas fossem como você e todas as vidas fossem vividas como a sua, a terra seria um paraíso”. Portanto, não há opção: a cruz é o único passaporte do ego. A morte do egoísmo é a sentença e a ressurreição em vida nova, a chance. Não eu, mas Cristo é a solução definitiva para a família.
O velho mendigo do vale estreito, Glênio Paranaguá.

segunda-feira, 25 de março de 2013

PÁSCOA, POR QUE NÃO CELEBRAR?


ora, destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?” (Sl. 11.3).

Tenho observado que os “fundamentos”, ou seja, as bases ou os valores cristãos que foram estabelecidos em nossa sociedade ocidental têm sido destruídos por uma cosmovisão pós-moderna e pós-cristã, que desde o século XVIII tem desprezado os paradigmas cristãos que edificaram nossas vidas, nossas famílias, nossa educação, nossas instituições econômicas e políticas. E estamos já colhendo os resultados desse abandono, com a degradação social, a destruição dos valores bíblicos da família, a consolidação de uma sociedade individualista, voltada para o sucesso pessoal em detrimento do corporativo, e sexista – tendo o sexo como o centro do prazer e da realização, não importando de que forma ele se realiza, o que promove as mais escabrosas distorções, como perversões no relacionamento heterossexual, homossexualismo, bestialismo, pedofilia, dentre outras.  

Inserida nessa realidade, a Igreja não poderia deixar de sofrer seus efeitos, sendo atacada pela secularização do sagrado, pelo ecumenismo religioso, bem como pelo universalismo teológico, que impõe uma unificação religiosa, com vistas à tolerância religiosa, que é totalmente contrária à verdade de que Jesus Cristo é o único mediador entre Deus e os homens. Nessa realidade de “destruição” de valores, as celebrações cristãs históricas e tradicionais, como o Natal, a Páscoa, a ceia, o culto simples e cristocêntrico, têm sido desfiguradas, destituídas de seu simbolismo original, ou, por vezes, desprezadas por uma ala extremada da igreja, que as considera “festas pagãs”.

Não podemos esquecer que a simbologia é um dos instrumentos utilizados pelo Espírito Santo, nas Escrituras, para comunicar verdades da Palavra de Deus. As festas cristãs fazem parte dessa simbologia e tipologia, que celebram eventos da obra de Cristo, e devem ser celebradas como instrumentos de ensino, doutrina e fixação das realidades e verdades centrais da fé cristã, não devendo ser desprezadas nem desfiguradas pela igreja atual, pois foram esses instrumentos que, durante a história da igreja, também influenciaram uma cosmovisão cristã em nossa sociedade ocidental. 

Creio que a desfiguração ou depreciação e abandono dessas celebrações é uma obra de Satanás, e também de uma sociedade secularizada, que se tem afastado dos valores cristãos. E a Igreja, com medo do mundanismo, acaba desprezando as oportunidades de propagar os valores cristãos, por meio da celebração do Natal, da Páscoa, do Pentecostes etc., tanto para os membros de suas comunidades como para a evangelização de não cristãos. Em outras palavras, a Igreja acaba “coando mosquitos e engolindo camelos” (Mt. 23.24), perdendo excelentes oportunidades de redimir a cultura para uma visão cristocêntrica.

Voltemos a celebrar nossas festas cristãs, sim! Obviamente, sem a deturpação que elas vêm sofrendo – motivadas por propósitos mercadológicos que as descaracterizam. Mas voltemos à Palavra de Deus, com temor e reverência, e com a liberdade dos filhos de Deus, de adorá-lO com todas as formas de arte, que foram criadas, também, para o louvor da Sua glória. E voltemos a declarar aos irmãos e aos não cristãos: “Feliz Natal!”, “Feliz Páscoa!”, “Feliz Pentecostes!”, com a mensagem de que esta “felicidade” é propósito de Deus, revelado nas Escrituras e consumado pela obra de encarnação, vida, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém!
Douglas A. Bataglião

segunda-feira, 13 de agosto de 2012


                                    OUÇA O HOMEM QUE OUVE A DEUS

     Se quando ouvimos um sermão podemos fixar-nos em apenas uma real joia da verdade, podemos considerar-nos bem recompensados pelo tempo gasto.

     Uma gema assim foi descoberta durante um sermão que ouvi a algum tempo. Do sermão tirei uma sentença valiosa, e mais nenhuma; porém, era tão boa, que lamento não poder lembrar quem era o pregador, para que pudesse demonstrar-lhe reconhecimento. Eis o que disse: “Não ouça a nenhum homem que não consegue ouvir a Deus”.

     Em qualquer grupo de dez pessoas, pelo menos nove acreditam que estão qualificadas para dar um conselho a outras. Em nenhum outro campo de interesse humano as pessoas se acham tão prontas para dar conselho como no campo da religião e da moralidade. Todavia, é precisamente nesse campo que a pessoa média é menos qualificada para falar sabiamente, e é capaz de produzir o maior dano quando fala. Por esta razão, devemos selecionar cuidadosamente os nossos conselheiros. E inevitavelmente, a seleção leva consigo a ideia de rejeição.

     Davi nos adverte contra o conselho dos ímpios, e a história bíblica dá exemplos de homens que fizeram da sua vida um fracasso porque receberam conselho errado. Roboão, por exemplo, ouviu homens que não ouviram a Deus, e todo o futuro de Israel foi afetado adversamente como consequência. O conselho de Aitofel foi uma coisa ruim que se somou grandemente às iniquidades de Absalão.

     Ninguém que não tenha ouvido a Deus falar primeiro tem direito de dar conselho. Ninguém que não esteja pronto para ouvir e seguir o conselho do Senhor tem direito de aconselhar outros. A verdadeira sabedoria moral há de ser sempre um eco da voz de Deus. A única luz confiável para o nosso caminho é a luz que reflete Cristo, a Luz do mundo.

     É especialmente importante que os jovens aprendam no conselho de quem confiar. Estando no mundo por tão pouco tempo, não tem muita experiência e devem buscar o conselho dos outros. E, saibam disso ou não, de fato aceitam todo dia opiniões alheias e as adotam como se fossem deles próprios. Os que se jactam mais agudamente da sua independência, captaram de alguém a ideia de que a independência é uma virtude, e sua própria ansiedade por serem individualistas é resultado da influencia dos outros. São o que são por causa do conselho que seguiram.

     Esta regra de só ouvir os que ouviram a Deus livra-nos de muita armadilha. Todos os projetos religiosos deviam ser provados por ela. Nesta época de incomum atividade religiosa, devemos manter-nos calmos e bem equilibrados. Antes de seguirmos alguém, devemos procurar o óleo em sua testa. Não estamos na obrigação de ajudar em nenhuma atividade de ninguém que não traga em si as marcas da cruz. Nenhum apelo dirigido às nossas simpatias, nem estórias tristes, nem descrições chocantes devem mover-nos para pormos nosso dinheiro e nosso tempo em esquemas promovidos por pessoas ocupadas demais para ouvirem a Deus.

     Deus ainda tem os Seus escolhidos, e este são, sem exceção, bom ouvintes. Eles podem ouvir quando o Senhor fala. Podemos ouvir com segurança esses homens. Mas outros não.

Extraído do livro – A Raiz dos Justos – Vol. 5 – A. W. Tozer

Boa Semana, pr. Douglas Bataglião