segunda-feira, 13 de agosto de 2012


                                    OUÇA O HOMEM QUE OUVE A DEUS

     Se quando ouvimos um sermão podemos fixar-nos em apenas uma real joia da verdade, podemos considerar-nos bem recompensados pelo tempo gasto.

     Uma gema assim foi descoberta durante um sermão que ouvi a algum tempo. Do sermão tirei uma sentença valiosa, e mais nenhuma; porém, era tão boa, que lamento não poder lembrar quem era o pregador, para que pudesse demonstrar-lhe reconhecimento. Eis o que disse: “Não ouça a nenhum homem que não consegue ouvir a Deus”.

     Em qualquer grupo de dez pessoas, pelo menos nove acreditam que estão qualificadas para dar um conselho a outras. Em nenhum outro campo de interesse humano as pessoas se acham tão prontas para dar conselho como no campo da religião e da moralidade. Todavia, é precisamente nesse campo que a pessoa média é menos qualificada para falar sabiamente, e é capaz de produzir o maior dano quando fala. Por esta razão, devemos selecionar cuidadosamente os nossos conselheiros. E inevitavelmente, a seleção leva consigo a ideia de rejeição.

     Davi nos adverte contra o conselho dos ímpios, e a história bíblica dá exemplos de homens que fizeram da sua vida um fracasso porque receberam conselho errado. Roboão, por exemplo, ouviu homens que não ouviram a Deus, e todo o futuro de Israel foi afetado adversamente como consequência. O conselho de Aitofel foi uma coisa ruim que se somou grandemente às iniquidades de Absalão.

     Ninguém que não tenha ouvido a Deus falar primeiro tem direito de dar conselho. Ninguém que não esteja pronto para ouvir e seguir o conselho do Senhor tem direito de aconselhar outros. A verdadeira sabedoria moral há de ser sempre um eco da voz de Deus. A única luz confiável para o nosso caminho é a luz que reflete Cristo, a Luz do mundo.

     É especialmente importante que os jovens aprendam no conselho de quem confiar. Estando no mundo por tão pouco tempo, não tem muita experiência e devem buscar o conselho dos outros. E, saibam disso ou não, de fato aceitam todo dia opiniões alheias e as adotam como se fossem deles próprios. Os que se jactam mais agudamente da sua independência, captaram de alguém a ideia de que a independência é uma virtude, e sua própria ansiedade por serem individualistas é resultado da influencia dos outros. São o que são por causa do conselho que seguiram.

     Esta regra de só ouvir os que ouviram a Deus livra-nos de muita armadilha. Todos os projetos religiosos deviam ser provados por ela. Nesta época de incomum atividade religiosa, devemos manter-nos calmos e bem equilibrados. Antes de seguirmos alguém, devemos procurar o óleo em sua testa. Não estamos na obrigação de ajudar em nenhuma atividade de ninguém que não traga em si as marcas da cruz. Nenhum apelo dirigido às nossas simpatias, nem estórias tristes, nem descrições chocantes devem mover-nos para pormos nosso dinheiro e nosso tempo em esquemas promovidos por pessoas ocupadas demais para ouvirem a Deus.

     Deus ainda tem os Seus escolhidos, e este são, sem exceção, bom ouvintes. Eles podem ouvir quando o Senhor fala. Podemos ouvir com segurança esses homens. Mas outros não.

Extraído do livro – A Raiz dos Justos – Vol. 5 – A. W. Tozer

Boa Semana, pr. Douglas Bataglião

A RAIZ DOS JUSTOS

Uma diferença marcante entre a fé dos nossos pais como concebida pelos pais, é que os pais estavam interessados na raiz da matéria, enquanto os seus descendentes atuais parecem interessados somente nos frutos.
Parece ser esta a nossa atitude para com certas grandes almas cristãs  cujos nomes são honrados entre as igrejas, como, pro exemplo, Agostinho e Bernardo em tempos mais antigos, ou Lutero e Wesley em tempos mais recentes. Hoje escrevemos biografias de vultos como esses e celebramos o seu fruto, mas a tendência é ignorar a raiz da qual proveio o fruto. “A raiz dos justos produz o seu fruto”, diz o sábio em Provérbios (12.12). Os nossos pais olhavam bem para a raiz da árvore e se dispunham a esperar com paciência pelo aparecimento do fruto. Nós exigimos o fruto imediatamente, ainda que a raiz seja fraca e cheia de calosidades, ou inexista completamente. Os impacientes cristãos de hoje desculpam as crenças simples dos santos doutros tempos e sorriem da SUS séria abordagem de Deus e das coisas sagradas. Eram vitimas das sua perspectiva religiosa limitada, mas ao mesmo tempo eram grandes e vigorosas alma que conseguiram obter uma experiência espiritual satisfatória e fazer muita coisa boa no mundo, apesar dos seus defeitos. Assim, imitaremos o seu fruto sem aceitar a sua teologia e sem incomodar-nos demasiadamente com a adoção da sua atitude de tudo ou nada para com a religião.
Assim dizemos (ou mais provavelmente pensamos sem dizer), e toda voz da sabedoria, todo dado da experiência religiosa, toda a lei da natureza nos diz quão errados estamos. O galho que se desliga da árvore numa tempestade pode florir brevemente e pode dar ao transeunte despreocupado a impressão de que é um ramo  saudável e frutífero, mas a sua tenra inflorescência logo perece, e o próprio ramo seca-se e morre. Hã há vida duradoura, separada da raiz.
Muita coisa que passa por cristianismo hoje é o brilhante e breve esforço do ramo cortado para produzir o seu fruto na estação própria. Mas as profundas leis da vida estão contra isso.  A preocupação coma a aparência e a correspondente negligência para coma raiz que está fora da vista, raiz da verdadeira vida espiritual, são sinais proféticos que passam despercebidos. Resultados “imediatos” é tudo o que importa, rápidas de sucesso presente, sem pensar na próxima semana ou no próximo ano. O pragmatismo religioso avança desenfreadamente entre os ortodoxos. A verdade é o que quer que funcione. Se dá resultado, é bom. Há apenas uma prova para o líder religioso: sucesso. Tudo se perdoa, exceto o fracasso. Um árvore pode resistir a quase toda e qualquer tempestade se sua raiz é firme, mas quando a figueira que o Senhor amaldiçoou secou “desde a raiz” (Mt 11.20), ela toda “secou” imediatamente. Uma igreja firmemente enraizada não pode ser destruída, mas nada pode salvar uma igreja cuja raiz secou. Estímulos, campanhas promocionais, ofertas em dinheiro, belo edifício – nada pode trazer de volta a vida à árvore sem raiz.
Com um feliz desconsideração pela coerência da metáfora, o apóstolo Paulo nos exorta a atentar para as nossas próprias origens. “Arraigados e alicerçados em amor” (Ef 3.17), diz ele no que é obviamente uma confusão de figuras; e outra vez concita seus leitores a permanecerem “arraigados e edificados nele” (Cl 2.7), o que encara o cristão como uma árvore bem arraigada e como um templo a edificar-se sobre o sólido fundamento.
A Bíblia inteira e todos o grandes santos do passado se unem para dizer-nos a mesma coisa. “Nada considerem como líquido e certo”, eles nos dizem. “Voltem para as fundas raízes. Abram o coração e sondem as Escrituras. Levem sua cruz, sigam o seu Senhor e não deem atenção à moda religiosa que passa. As massas estão sempre erradas. Em cada geração o número dos justos é pequeno. Certifiquem-se de que estão entre ele.”
“O homem não será estabelecido pela iniquidade; mas a raiz dos justos será removida” (tradução literal da versão usada pelo autor).
Extraído do livro – A Raiz dos Justos – Vol 5 – A. W. Tozer

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Como desenvolver uma mente cristã - John W. Stott

"Não seja como o cavalo ou uma mula, sem entendimento" (Sl 32,9), em outras palavras, "Não espere me a guiá-los na maneira que você guiar os cavalos ou mulas, porque você não é um ou o outro. Tem entendimento. " Eram duas mulheres conversando no supermercado e disse ao outro: "O que está errado com você? Você parece muito preocupado. " "Eu sou, eu sou preocupado com a situação no mundo", respondeu o amigo. "Você tem que levar as coisas filosoficamente e parar de pensar", respondeu a primeira mulher. Esta ideia curiosa que, para ser mais necessidade filosófica de parar de pensar. No entanto, estas duas mulheres estavam refletindo o pensamento de hoje. O mundo moderno, deu à luz gêmeos terríveis: um é chamado de falta de inteligência ea falta de outro significado. Em contraste com esta tendência, vemos que a Escritura diz: "Irmãos, não ser crianças no modo de pensar, mas na malícia, ó filhos, mas maduro na maneira de pensar" (1 Cor. 14:20). Note que Paulo proíbe um lado, eles são crianças, e outros comandos que eles sejam, mas em áreas diferentes. Em relação à malícia, disse ser inocente como as crianças, mas em suas mentes tem que ser maduro. A importância da mente O uso adequado da nossa mente produz três benefícios. Primeiro, glorificar nosso Criador. Ser racional o nosso Deus Criador que nos fez seres racionais à sua imagem e semelhança, e ter dado a natureza ea revelação na Bíblia racionalmente espera que usemos nossas mentes para estudar a sua revelação. Ao estudar o universo e ler as Escrituras estão pensando os pensamentos de Deus como ele quer. Portanto, o uso adequado de nossas mentes glorificar nosso Criador. Em segundo lugar, enriquece a nossa vida cristã. Eu não estou falando de educação, cultura e arte que enriquecem a qualidade da nossa vida humana, eu estou falando sobre o nosso discipulado cristão. Nenhuma área do discipulado é possível sem o uso de nossa mente. O louvor é amar a Deus com todo o nosso ser, até mesmo nossas mentes. Fé é confiança razoável e outro exemplo de como Deus nos guia. Em terceiro lugar, reforça o nosso testemunho evangélico. Muitas vezes nos perguntamos: Por que alguns não aceitam a Jesus Cristo? Nós poderíamos dar muitas razões, mas sobre o qual não pensamos o suficiente: eles percebem que o nosso evangelho é trivial, não parece suficientemente amplo para se relacionar com a vida real. Temos que lembrar que os apóstolos evangelizados, como as pessoas fundamentado, e com base nas Escrituras muitos foram persuadidos. Na verdade, Paulo descreve o seu ministério dizendo: "Portanto, conhecendo o temor do Senhor, procuramos persuadir os homens" (2 Cor 5,11). Usando argumentos em nossa evangelização não é incompatível com a fé na obra do Espírito. O Espírito Santo não faz as pessoas vêm para Jesus Cristo, apesar das evidências, mas também atrai as pessoas para Cristo através deles, quando abriu as suas mentes para levá-los em conta. Paulo colocou sua confiança no poder do Espírito Santo, mas de maneira nenhuma deixou de pensar e argumentar. O anti-intelectualismo é uma insultos negativas e destrutivas nosso Criador, nossa vida cristã empobrece e enfraquece o nosso testemunho, o uso adequado da mente de Deus glorifica, enriquece e reforça o nosso testemunho no mundo. A mente cristã Começamos por definir o termo. Primeiro, é a mente de um cristão. Nossa mente tem sido manchada pela queda, também as nossas emoções, nossa vontade, nossa sexualidade. Mas quando vamos a Jesus Cristo a nossa mente começa a ser renovada. O Espírito Santo abre nossas mentes para ver as coisas nunca vistas antes. Portanto, a mente cristã é uma mente que está pensando apenas em questões religiosas, mas uma mente que está pensando se as coisas ainda mais seculares, mas a partir de uma perspectiva cristã! A mente cristã busca a vontade de Deus em casa e no trabalho em nossa comunidade, na ética social e política. A mente cristã é uma maneira de pensar, é um modo cristão de olhar para todas as coisas, a sua perspectiva cristã foi renovada pelo Espírito Santo. É uma mente bíblica, porque é moldado por pressupostos bíblicos. As fundações do pensamento cristão 1) A realidade de Deus A mente cristã reconhece a Deus como a realidade última, dentro e além de todos os fenômenos. A realidade do Deus vivo eo fato de que a Bíblia se concentra em Deus é essencial para a mente humana. A Bíblia é um livro feito por Deus sobre Si mesmo. Poderíamos até dizer que é a autobiografia de Deus. Deus se revela através das Escrituras. Descrito como Criador e Senhor, como Redentor, padre e juiz. Portanto, a mente cristã é uma mente focada em Deus. Deixe-me agora considerar duas implicações dessa verdade. Em primeiro lugar o significado de sabedoria. Sabedoria é um tema importante na Bíblia. Acho que todo mundo gostaria de ter a reputação de ser sábia. O Antigo Testamento contém, além da lei e os profetas, terceira seção chamada literatura de sabedoria que consiste em cinco livros: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares de Salomão. O Rei Davi eo Rei Salomão viveu muitos e muitos anos, com muitas, muitas concubinas e muitas, muitas esposas, mas quando chegaram a velhice, com muitos arrependimentos, o rei Salomão escreveu os Provérbios e Salmos do rei Davi. Estes cinco livros de sabedoria abrange os seguintes tópicos: O que significa ser um ser humano? Como é que o sofrimento mal, eo amor fazem parte da nossa humanidade? Eclesiastes, por exemplo, é bem conhecido por seu refrão pessimista: ". Sem sentido, sem sentido, tudo é sem sentido" "Vaidade das vaidades, tudo é vaidade" (1:2), ou Este livro demonstra o absurdo da vida sem Deus. É a falta de sentido da vida humana, portanto, ignora a realidade de Deus. Se a vida é reduzida a um pequeno período de 70 anos, com todo o sofrimento e injustiça que é obtido, e se por tudo termina da mesma forma, em seguida, "sem sentido, sem sentido, tudo é vaidade." Só Deus pode dar sentido à vida. Ele pode converter a loucura humana em sabedoria. Sem Deus, não é apenas tolice e futilidade. Essa é a tragédia do vazio espiritual do mundo hoje e, portanto, a rejeição do secularismo pela mente cristã. O secularismo nega a realidade de Deus e, portanto, destrói a humanidade real. Não só destrona Deus, mas também reduz o potencial de o ser humano é menos do que o seu potencial. O homem sem Deus não é mais humano. A segunda implicação da realidade de Deus é a preeminência da humanidade. A mente cristã é uma mente focada em Deus e, portanto, também uma mente humilde, devido ao caráter teocêntrico da Bíblia. Segundo a Bíblia, nada é tão vulgar como o orgulho, e nada tão atraente e belo como a humildade que nos faz curvar diante do Deus vivo e lembrar que Deus é Deus. A história de Nabucodonosor (Daniel 3-5) é uma grande advertência para nós. Andar no palácio real da Babilônia e falou para si mesmo: "Não é esta a grande Babilônia que eu construí com o meu poder ea glória da minha majestade" Aviso que ele pediu para si o poder, o reino, o glória, a antítese da doxologia, e não surpreendentemente, uma vez que estas palavras saíram de seus lábios, o juízo de Deus caiu sobre ele. Ele foi privado de seu reino e jogado para fora do palácio. Ele viveu com os animais e comeu com eles. Seu cabelo cresceu como penas de águia e suas unhas como garras de aves. Em outras palavras, ficou louco, e só quando ele reconheceu que o Deus Altíssimo governou os reinos humanos, e levantou os olhos em humilde adoração diante de Deus, ele restaurou a sua razão e seu reino. A moral é: aqueles que andam na soberba, Deus humilha. Orgulho e loucura andam de mãos dadas, e também a humildade e da razão. Em nenhum momento atinge a mente para mente cristã forte secular nessa insistência sobre a humildade. Os despreza mente secular a humildade, não as grandes religiões recomendá-lo, e nossa cultura é dominada mais do que pensávamos na filosofia do poder de Nietzsche, que escreveu sobre o surgimento do que ele considerava uma raça que teve a coragem de dominar , foi duro, corajoso. Assim, seu ideal era Superman, enquanto o ideal de Jesus é o filho, e não há possibilidade de compromisso entre estes dois ideais. Nós temos que escolher. A realidade de Deus dá a mente cristã a sua perspectiva em primeira e essencial. A mente cristã se nega a honrar qualquer desonra a Deus. Aprenda a avaliar tudo com base nesta abordagem: dar glória a Deus, ou fazendo a glória de Deus. Esta é a opção, e explica por que a sabedoria é o temor de Deus e porque a humildade é a maior virtude. 2) O paradoxo do humano Como diz a Bíblia à sua própria pergunta? Que é o homem? O que significa ser um homem? Mostrar por um lado, que os seres humanos têm uma dignidade única, como uma criatura feita à imagem de Deus, mas por outro lado, ensina que o homem também tem uma depravação única como um pecador que é culpado diante de Deus. Sua dignidade nos dá esperança, mas a sua depravação define limites para as nossas expectativas. Então temos que manter os dois juntos, e é aí que encontramos crítica cristã muitos de filosofia política moderna. Ou é muito ingênuo otimismo sobre os seres humanos, ou muito negativo em seu pessimismo. A Bíblia, sozinha, detém o equilíbrio. Primeiro vamos nos referir ao otimismo dos humanistas. É verdade que se referem ao homem como nada mais do que o resultado de um processo cego da evolução, mas, no entanto, têm uma enorme confiança no potencial de evolução que os seres humanos têm. Eles acreditam que o homem será capaz de ter a sua história em suas mãos e fazer a si mesmo e sua própria evolução. Isto é muito otimista e não considera torcida egoísmo. Em segundo lugar, os existencialistas, que tendem a ir para o extremo oposto, são pessoas cheias de pessimismo e até mesmo desespero, porque eles dizem que não há Deus, nenhum valor. Nada faz sentido. Tudo é absurdo. Esta conclusão é lógica, se negam a existência de Deus. O escritor americano Mark Twain, que era um humorista pessimista disse: "Se você pudesse fazer um cruzamento entre um gato e um homem, você melhoraria empeorarías homem eo gato". Este pessimismo não leva em conta o amor, a beleza, a beleza, o heroísmo eo auto-sacrifício que marcaram a história da humanidade. Devemos evitar dois extremos: o otimista eo pessimista. A terceira opção é o realismo bíblico. De acordo com o homem Bíblia é um paradoxo estranho e surpreendente: ele é capaz de mais alta nobreza, mas também as mais baixas crueldades. Você pode agir como Deus, em cuja imagem foi feita, mas também podem se comportar como bestas de que tinham de ser diferente. O homem pode pensar, escolher, criar, amar, adorar, mas também pode cobiçar, brigar, odiar e matar. O homem que inventou os hospitais que cuidam de doentes, nas universidades onde o conhecimento é adquirido e as igrejas onde se louvar a Deus, mas também inventou as câmaras de tortura, campos de concentração e bombas de hidrogênio. A mente cristã lembra o paradoxo do ser humano. Estamos nobre, mas ignóbil, mas os insensatos sábio, racional e irracional, moral e imoral ao mesmo tempo, e que cada um de nós sabe. Vamos aplicar esse paradoxo dos seres humanos de uma série de situações. Primeiro vamos ver a questão da auto-estima. Nós todos sabemos a importância da saúde mental, de saber quem somos. Algumas pessoas têm uma visão muito exagerada sobre a sua importância, são pessoas orgulhosas. Mas outros têm muito baixa auto-imagem, eles acreditam que são inúteis, têm complexos de inferioridade, muitas vezes incapacitantes são acentuadas por causa de certos ensinamentos cristãos, e nunca ver a dignidade de um ser humano criado à imagem de Deus. A imagem de nós mesmos vem do fato de que somos criados à imagem de Deus. No entanto, o ser humano é também um produto da queda, e é por isso que Jesus nos chama tanto a negação ea afirmação de nós mesmos. O que somos é devido em parte à criação e, em parte, à queda. Há coisas que eu negar e repudiar, mas tudo que eu sou para a criação e até mesmo para a redenção em Cristo não nega, mas o que eu digo. Isto pressupõe um entendimento da doutrina bíblica do homem. Agora, para o processo democrático. Nós todos sabemos que a democracia tem como objetivo ser um governo do povo e para o povo, e qualquer que seja a nossa persuasão política, a maioria dos cristãos apreciá-lo, eles querem estar do lado da democracia, porque é a forma mais segura governo já inventado e reflete o paradoxo do ser humano. Leve a sério a criação, a dignidade dos seres humanos, e que se recusa governar sem o seu consentimento. Ele dá aos humanos participação na tomada de decisões. Ele trata os seres humanos como adultos responsáveis. Por outro lado, a democracia também tem em conta a queda, porque se recusa a concentrar o poder nas mãos de poucos. Democracia se espalha poder e, portanto, protege os seres humanos a partir de si mesmos e sua loucura. Esta é a maneira Reinhold Niebuhr resumiu: "A capacidade do homem para a justiça torna a democracia possível, mas a tendência do homem para a injustiça torna-se necessário". Concluo, referindo-se ao progresso social. Poderia ter progresso social no mundo de hoje? O mundo pode ser um lugar melhor? Algumas pessoas têm uma enorme confiança na ação social. Criar um sonho utópico e esquecer o egoísmo do homem incorrigível. Outros vão ao extremo oposto, são tão pessimistas dizem que é impossível mudar a sociedade e não vale a pena tentar, mas eles se esquecem que os seres humanos ainda conservam algo da imagem de Deus e que mesmo aqueles que não são regenerados podem ter uma visão de uma sociedade justa, pacífica. Quase todo ser humano regenerado ou não regenerado, prefere a paz à guerra, a opressão, justiça e ordem ao caos. Assim, para alguns progressos medida social é possível. Eu acho que ele tem um grau de estado de equilíbrio o seguinte: "É impossível melhorar a sociedade, mas é perfeitamente possível para melhorá-lo." Paulo recorda-nos ver como o paradoxo do ser humano: "Porque eles mesmos declarar sobre nós qual a entrada que tivemos, e como se voltaram para Deus dos ídolos para servir o Deus vivo e verdadeiro, e esperar dos céus a seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura "(1 Ts. 1:9-10). Por um lado, o homem deve se voltar para Deus e servir ao próximo e, conseqüentemente será assistida na presença e poder de Deus para mudar e melhorar o seu mundo. Mas por outro lado, deixará de aperfeiçoar o vosso mundo, porque a maldade humana continue a operar e ser julgado e eliminado pelo Senhor Jesus Cristo na sua vinda. Então, nós servirmos ao Deus vivo, fazendo boas obras e tentar mudar e melhorar a sociedade, enquanto esperamos pela perfeição eo julgamento final vai trazer Jesus Cristo na sua vinda. Em suma, devemos nos lembrar de nossa vocação de cristãos a 'dupla escuta. " Ou seja, a mente cristã será receptivo à revelação de Deus para ter uma visão realista da vida e teocêntrica, e estar atento para o mundo a tomarem medidas concretas na história, fazendo o mal de bem e de luta. A mente cristã não está preocupado apenas com Deus, sem reconhecer e engajar-se em realidade humana, não é escapista. A mente cristã não é fixada apenas no mundo dos humanos, ou tentar interpretar e mudar a partir de uma perspectiva puramente humana e recursos. Não é nem otimista nem pessimista infundada esperança. A mente cristã tem que ouvir a Deus e ao mundo ao seu redor. Esta tarefa de formação de uma mente cristã escuta de Deus e do mundo não é o trabalho dos cristãos sozinho. É mais uma tarefa que exige uma comunidade cristã como um todo. A Igreja deve ser, na prática, uma "comunidade hermenêutica." Parte da tarefa da Igreja é ouvir a Palavra de Deus juntos para descobrir a mente de Deus, ea realidade atual para entender o que está acontecendo. É neste "duplo-escuta" da Palavra e do mundo, e na companhia e interação com outros membros da Igreja de Deus, que está desenvolvendo uma mente cristã. Que Deus nos conceda a graça de se esforçar para pensar como cristãos. Extraído da revista ANDAIMES, Volume III, 1996 (pós-modernismo, uma perspectiva cristã).

quarta-feira, 7 de março de 2012

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A Fragilidade do Cotidiano



Por Robert J. Tamasy

“A vida é tão frágil!” Um amigo recentemente fez esta significativa observação enquanto falávamos sobre a repentina adversidade que um amigo comum estava enfrentando. Ás vezes parece-nos que a vida não poderia ficar melhor. Gostaríamos de pegar esse momento, armazená-lo numa garrafa para saboreá-lo eternamente.

Mas, de repente, as coisas mudam de forma dramática e inesperada. É um pneu furado que interrompe a sonhada viagem de férias; uma despesa inesperada no orçamento finalmente equilibrado;
o diagnóstico sombrio de uma saúde; mudança no controle ou gestão da empresa onde trabalhamos; um fenômeno natural destruidor; a perda inesperada do emprego; crise familiar que não nos apercebemos..

O amigo comum citado tinha recebido uma notícia chocante: um membro da família contraiu uma doença mortal durante uma viagem em serviço ao exterior. Faleceu dias depois. Nem mesmo os melhores cuidados médicos puderam deter o avanço da doença ou curá-la. Reveses imprevistos da vida ainda nos pegam despreparados. Como reagir? Tornando-nos cínicos e resignados com a realidade da “lei de Murphy”? ( o pior sempre me acontece) Ou descobrir esperança em meio a circunstâncias aparentemente desesperadoras?

A Bíblia fala muito sobre esperança em termos de segura e confiante expectativa. Quando nosso mundo parece abalado em seus fundamentos, ela declara:“Portanto, já que estamos recebendo um Reino inabalável, sejamos agradecidos e, assim, adoremos a Deus de modo aceitável, com reverência e temor, pois o nosso Deus é fogo consumidor!” (Hebreus 12.28-29).
Recordo as vívidas imagens de TV exibindo mansões de luxo em chamas depois que um terremoto atingiu Califórnia anos atrás. Os que ali viviam ficaram arrasados, vendo suas casas e bens pessoais serem consumidos. Se a “esperança” deles estivesse depositada apenas em bens materiais, seria compreensível que se sentissem desesperados, porque esses bens podem ser perdidos num piscar de olhos. Mas se estiver firmada no que é Eterno e não no que é passageiro o fundamento permanecerá seguro.
Esperança confiante. Ela deve estar firmada na fé, na confiança em Deus e em Suas promessas para todos quantos O servem e O seguem. “Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos” (Hebreus 11.1).
Esperança paciente. O objeto de nossa esperança pode não chegar tão rápido quanto queríamos. Paciência é elemento importante da esperança. Baseia-se no caráter de Deus e em Seu ativo envolvimento em cada aspecto de nossa vida. “Pois nessa esperança fomos salvos. Mas, esperança que se vê não é esperança. Quem espera por aquilo que está vendo? Mas se esperamos o que ainda não vemos, aguardamo-lo pacientemente” (Romanos 8.24-25).
Esperança com expectativa. Os seguidores de Cristo no mundo profissional e de negócios anseiam pela Sua volta. Enquanto isso, devemos ser fiéis no cumprimento do chamado que Ele fez a cada um de nós, no ambiente de trabalho e em nossos lares. “Enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo” (Tito 2.13).
Questões Para Reflexão ou Discussão
1. Você já teve que lidar com situações difíceis que exemplificam a afirmação de que “a vida é tão frágil”? Que impacto causaram à sua vida?
2. Como você geralmente reage quando seus planos, mesmo os de menor importância, são frustrados ou interrompidos por acontecimentos inesperados?
3. Qual é a base de sua esperança nesta vida? Como você reage quando a fonte de sua esperança não satisfaz suas expectativas?
4. Ao ler afirmações da Bíblia sobre esperança qual é sua reação? Você acha que esperança baseada nas promessas de Deus é racional, ou é apenas pensamento positivo?


Se desejar considerar outras passagens da Bíblia sobre o tema leia: Romanos 15.13; Efésios 1.18-21; Colossenses 1.5,27; I Tessalonicenses 4.13-18.