segunda-feira, 7 de março de 2016

Membresia de Igreja é Bíblico?


 Matt Chandler


“A esposa de Cristo não pode ser adúltera; ela é imaculada e pura. Ela conhece apenas um lar; ela protege com casta modéstia a santidade de um único leito. Ela nos guarda para Deus. Ela aponta para o reino os filhos que gerou. Qualquer um que se separe da Igreja e se junte a uma adúltera está separado das promessas da Igreja; tampouco aquele que abandona a Igreja de Cristo pode alcançar as recompensas de Cristo. Ele é um estranho; é um profano; é um inimigo. Ele não pode ter Deus por seu Pai, eis que não tem a Igreja por sua mãe.” - Cipriano, Tratado sobre a Unidade da Igreja, 6.
Eu tinha 28 anos quando me tornei pastor da Highland Village First Baptist Church (agora conhecida como The Village Church). Eu havia tido uma situação difícil no início da minha experiência com a igreja e, naquele período, eu ainda não havia saído completamente da minha fase de “desencantamento com a igreja local”.
Com toda a honestidade, eu não estava certo, naquele período, de que membresia de igreja era algo bíblico. Apesar disso, o Espírito havia tornado claro demais que eu haveria de pastorear essa pequena igreja nos arredores de Dallas. Essa foi uma das muitas ironias da minha vida naqueles dias.
A Highland Village First Baptist Church era uma igreja “sensível ao visitante”, nos moldes da Willow Creek Community Church [N.T.: megaigreja norte-americana fundada pelo pastor Bill Hybels, considerado junto com Rick Warren o pai do movimento “sensível ao visitante” (seeker-sensitive)], e sem qualquer processo formal de membresia, embora ela estivesse ativamente elaborando um e desejasse a participação do novo pastor. Eu possuía um entendimento robusto acerca da igreja universal, mas não era muito versado - e, como disse, um tanto cético - no tocante à igreja local. Nós começamos a crescer rapidamente com jovens de 20 e poucos anos e frequentemente insatisfeitos, os quais geralmente não possuíam nenhuma experiência anterior de igreja, ou possuíam experiências ruins. Eles gostavam da The Village porque nós éramos “diferentes”. Isso sempre me chocava porque nós não estávamos fazendo nada exceto pregar e cantar.
Em conversas com esses homens e mulheres, eu comecei a ouvir coisas como: “A igreja é corrompida; é tudo sobre dinheiro e o ego do pastor” ou: “Eu amo Jesus; o meu problema é com a igreja”. A minha favorita era: “Quando você organiza a igreja, ela perde o seu poder”. Embora alguma coisa às vezes ressoasse em mim com tais comentários (eu, juntamente com a maior parte da minha geração, tinha problemas com autoridade e compromisso), eu os considerava confusos uma vez que eles estavam sendo feitos a mim por pessoas que estavam frequentando a igreja da qual eu era o pastor.
Duas Questões de Hebreus 13.17
Em meio à efervescência de conflitos sobre outras doutrinas que eu considerava muito mais centrais, eu me questionava se nós deveríamos deixar essa coisa de membresia de igreja de lado e voltar a ela depois. Naquele tempo, eu estava me preparando para pregar ao longo do livro de Hebreus e “aconteceu” de eu estar no capítulo 13 quando o versículo 17 saltou da página: “Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros”.
Duas questões me ocorreram. Primeiro, se não há qualquer exigência bíblica de pertencer a uma igreja local, então a quais líderes deveria um cristão individual obedecer e se submeter? Segundo, e mais pessoalmente, por quem eu, como pastor, haveria de prestar contas?
Essas duas questões despertaram minha busca por um entendimento bíblico da igreja local, e elas começaram em torno das ideias de autoridade e submissão.
No tocante à primeira questão, as Escrituras claramente ordenam que os cristãos se submetam e honrem um corpo de presbíteros (Hb 13.17; 1Tm 5.17). Se não há qualquer entendimento acerca da membresia da igreja local, então a quem devemos nos submeter e obedecer? Será que devemos fazê-lo a qualquer um com o título de “presbítero” de qualquer igreja? Deveria você, como cristão, obedecer àqueles loucos da Westboro Baptist [igreja norte-americana amplamente descrita como um grupo de ódio]? Para obedecer a Escritura, você deve fazer piquetes em funerais de soldados, como o pastor de Westboro parece sugerir?
No tocante à segunda questão, as Escrituras claramente ordenam que um corpo de presbíteros cuide de um povo específico (1Pe 5.1-5; também At 20.29-30). Acaso eu, como pastor, serei considerado responsável por todos os cristãos na região metropolitana de Dallas? Há muitas igrejas em Dallas com as quais possuo fortes discordâncias teológicas e filosóficas. Acaso eu prestarei contas pelo que elas ensinam em seus grupos pequenos, por como elas gastam seu dinheiro, e pelo que elas fazem em relação a missões internacionais?
O que Dizer da Disciplina Eclesiástica?
Após considerar questões de autoridade e submissão, o segundo problema que surgiu no meu estudo da igreja local foi o ensinamento bíblico acerca da disciplina eclesiástica.
Você a vê em diversos lugares, mas em nenhum tão claramente quanto em 1Coríntios 5.1-12. Nesse texto, Paulo confornta a igreja em Corinto por aprovar um homem que andava em imoralidade sexual escancarada e impenitente. Os coríntios estão celebrando isso como a graça de Deus, mas Paulo os alerta que esse tipo de impiedade não deveria deixá-los orgulhosos, e sim fazê-los lamentar. Ele os chama de arrogantes e os diz que removam esse homem para a destruição da sua carne e, esperançosamente, para a salvação da sua alma. No versículos 11-12, ele não usa meias palavras: “Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais. Pois com que direito haveria eu de julgar os de fora? Não julgais vós os de dentro?”.
A minha triste experiência mostra que pouquíssimas igrejas ainda praticam a disciplina eclesiástica, mas esse é um outro artigo para um outro dia. A questão que emerge dessa passagem é simples: como você pode pode colocar alguém “para fora” se não existe um “dentro”? Se não existe qualquer comprometimento local com uma comunidade pactual de fé, então como você remove alguém dessa comunidade de fé? A disciplina de igreja não funciona se a membresia da igreja local não existe.
Muitas Outras Evidências em Favor da Membresia
Há outras evidências nas Escrituras que dão suporte à membresia da igreja local.
Nós vemos em Atos 2.37-47 que havia um registro numérico daqueles que professavam Cristo e eram cheios do Espírito Santo (v. 41), bem como um reconhecimento de que a igreja estava crescendo (v. 47).
Em Atos 6.1-6, nós vemos eleições serem realizadas a fim de lidar com um problema e uma acusação específicos.
Em Romanos 16.1-16, nós vemos o que parece ser uma consciência de quem é membro da igreja.
Em 1Timóteo 5.3-16, nós vemos um claro ensino acerca de como lidar com as viúvas na igreja e, nos versículos 9-13, nós lemos isto:
Não seja inscrita senão viúva que conte ao menos sessenta anos de idade, tenha sido esposa de um só marido, seja recomendada pelo testemunho de boas obras, tenha criado filhos, exercitado hospitalidade, lavado os pés aos santos, socorrido a atribulados, se viveu na prática zelosa de toda boa obra. Mas rejeita viúvas mais novas, porque, quando se tornam levianas contra Cristo, querem casar-se, tornando-se condenáveis por anularem o seu primeiro compromisso. Além do mais, aprendem também a viver ociosas, andando de casa em casa; e não somente ociosas, mas ainda tagarelas e intrigantes, falando o que não devem.
Nesse texto, nós vemos critérios para quem seria e quem não seria qualificado para o programa de cuidado com as viúvas de Éfeso. A igreja local em Éfeso é organizada, e eles estão executando um plano.
Nós podemos seguir mais e mais aqui, fazendo perguntas sobre como podemos ser obedientes aos mandamentos de Deus em 1Coríntios 12 ou Romanos 12 se não estivermos conectados a uma comunidade local e pactual de fé. Mas expor todos os textos possíveis iria requerer mais tempo do que eu disponho para este artigo.
O Plano de Deus é que Pertençamos a Igrejas Locais
Quando você começa a olhar para esses textos, torna-se claro que o plano de Deus para a sua igreja é que nós pertençamos a uma comunidade local e pactual de fé. Isso é para a nossa própria proteção e amadurecimento, e para o bem dos outros.
Se você enxerga a igreja como uma espécie de buffet eclesiológico, então você severamente limita as possibilidades do seu crescimento em maturidade. Crescer em piedade pode machucar. Por exemplo, à medida que eu interajo com outros em meu próprio corpo local, minha indolência no zelo é exposta, assim como minha falta de paciência, minha falta de oração e minha hesitação em associar-me aos mais fracos (Rm 12.11-16). Contudo, essa interação também me dá a oportunidade de ser amorosamente confrontado por irmãos e irmãs que estão nas trincheiras comigo, assim como me fornece um lugar seguro para a confissão e o arrependimento. Mas, quando a igreja é apenas um local que você frequenta sem de fato ligar-se a ela, como um buffet eclesiológico, seria preciso apenas considerar por que você está sempre mudando a cada vez que o seu coração começa a se expor ao Espírito e a verdadeira obra está começando a acontecer.
Qual é o cerne de tudo isso? Membresia de igreja local é uma questão de obediência bíblica, não de preferência pessoal.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Vida Cristã, dependência e conhecimento do Senhor Jesus

João 21.1-14

As cristão são chamados por Deus, em seu plano eterno a viverem uma vida de plena certeza de que ele estará sempre com eles e sempre será o Deus criador e provedor da sua obra e dos seus obreiros.

Muitas vezes parece que estamos sós, que o Senhor não está perto, como vemos neste trecho do evangelho, onde os discípulos sabiam que o Senhor havia ressuscitado e já dera provas da sua presença junto a eles (João 20). Mas eles ainda precisavam aprender, mais uma vez, ou necessitavam que esse ensino fosse reforçado – que o Senhor jamais desampara os seus discípulos, ainda que pareça o contrário (v.4,9).

Uma verdade não pode ser mudada - os discípulos precisam trabalhar para suprir seu sustento (v.3). Mas, essa verdade, o discípulo precisa ainda trabalhar para suprir seu sustento, necessita estar na dependência do Senhor e que ele só terá resultados proveitosos se forem guiados pela Palavra do Senhor Jesus (v.5-6). Pois somente Ele pode nos suprir com suficiência e abundância (v.7,11). Não podemos esquecer que ele ainda é o Criador e Provedor de todas as coisas, ele ainda pode criar ainda peixes e pães(v.9).

Outra verdade é que o Senhor sempre contará e utilizará do fruto do nosso trabalho (v.10) para executar e aperfeiçoar o seu trabalho em nossa vida, dos nossos irmãos e da sua obra na terra, que será expandida através do ministério do Espírito Santo em nós e por meio de nossas mãos e pés. Tendo a plena garantia que, debaixo de sua direção e governo (v.11c), nada se perde, sempre haverá fruto permanente (João 15).

Esse certeza. Essa confiança. Esse trabalho sempre vai produzir o resultado da maturidade cristã, por meio da progressão da fé, da revelação e do conhecimento mais profundo e experiencial de quem é o nosso Salvador e Senhor (v.12-14).


Prossigamos crendo, confiando e trabalhando debaixo da Palavra do nosso querido Provedor. 

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Manifestando o Fruto do Espírito

Infrutescência
Manifestando o Fruto do Espírito

Qualquer pessoa que serve a Deus desconrirá, cedo ou tarde, que o grande impedimento para a Sua obra não são as outras pessoas, mas ela mesma.

Gálatas 5.16-26

A Bíblia divide o homem em duas partes:
Rm 7.22 – homem interior – Ef 3.16
2Co 4.16 – homem exterior

Quando Deus vem habitar em nós por meio do Espírito Santo, a Sua vida, o Seu poder entra em nosso espírito, que é o homem interior.
Fora dele está a alma, com pensamentos, emoções e vontade, o homem exterior.
Que age e se manifesta no homem periférico, que é o nosso corpo físico.

Assim como vestimos roupas, o homem interior “veste” o homem exterior, ou melhor dizendo, nosso espírito veste a alma. E consequentemente o espírito e a alma “vestem” o corpo.

Devemos saber que aquele cujo homem interior foi liberado, é quem pode trabalhar para Deus verdadeiramente. Devemos reconhecer diante de Deus que a primeira dificuldade que enfrentamos na obra não está nos outros, ma em nós mesmos. Nosso espírito parece estar embrulhado, preso, de modo que não pode ser libertado facilmente. Precisamos aprender a liberar nosso homem interior, irrompendo no homem exterior, para vivermos a vida cristã normal. (Watchman Nee – A Liberação do Espírito)

O Senhor declara João 12.24: “Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só: mas se morrer, produz muito fruto”. A vida está no grão de trigo, do lado de fora tem a casca dura. Enquanto a casca não for quebrada o trigo não pode crescer.
“não morrer”, que morte é esta? A morte da vontade do homem exterior.
A Bíblia diz ainda: “quem ama a sua vida, perdê-la-á, mas quem odeia a sua vida (grego-alma-soma) neste mundo, preservá-la-á para a vida eterna” (v.25). Para permitir que a vida interior se manifeste, é imperativo que a vida interior seja substituída.

Como permitir que ela se manifeste?
A Palavra nos mostra que se o vaso de alabastro não for quebrado, o nardo puro não fluirá (Mc 14.3) “Estando ele em Betânia, reclinado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher trazendo um vaso de alabastro com preciosíssimo perfume de nardo puro; e, quebrando o alabastro, derramou o bálsamo sobre a cabeça de Jesus”

Temos um tesouro dentro do vaso de barro, o homem exterior - “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós” (2Co 4.7).

O Perfume, o Tesouro, o fruto do Espírito, está no vaso, mas como alguém poderá sentir seu cheiro, ou vê-Lo, se o vaso não for quebrado?
O quebrantamento é o caminho da fruticação, para que a fragrância do Espírito seja exalada por meio do nosso homem interior, irrompendo no homem exterior e manifestado pelo homem físico, com atos de: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio, que é o Fruto do Espírito ou o Perfume de Cristo.

É assim que vamos experimentar – “E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” (Gl 5.25-25).

Quero ser um vaso de bençãos!

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

O Sobrenatural de Deus em mim

João 14.16-18, 23,26-27

Hoje temos ouvido constantemente em viver o sobrenatural de Deus, por meio de declarações, músicas e pregações, que estão destituídas da compreensão do que é viver o sobrenatural de Deus.

O Espírito Santo é o sobrenatural de Deus em nós.
Nós somos naturais (corpo, alma e espírito). Quando Deus nos criou em Gn 2,7, vemos o natural barro, sopro de vidas e alma vivente, todas estas são as dimensões naturais do homem. O sobrenatural viria por comer da Árvore da Vida, uma figura da vida sobrenatural na pessoa do Senhor Jesus Cristo. Mas ao comer da Árvore do conhecimento do bem e do mal, tornou-se um ser morto e separado de Deus, ou da vida sobrenatural, que só pode ser recebida pelo Espírito Santo. 

Paulo nos alerta que somo pessoas naturais – 1Co 2.14. Mas, somente o homem espiritual, ou o que é habitado pelo Espírito pode viver pelo sobrenatural, pois Ele é sobrenatural. Sua vida sobrenatural em nós produz obras sobrenaturais, o Seu Fruto (Gl 5.21-22)  - amor, alegria, paz, longanimidade, fé, benignidade, bondade, mansidão, domínio próprio. Esses frutos são impossíveis de serem concebidos em pessoas naturais, ou carnais, que é o homem sem a habitação do Espírito Santo.
Busquemos pois viver de acorado com a direção de Deus, por meio de Paulo em Efésios 5.18, “, mas enchei-vos do Espírito”. Então vamos viver uma vida sobrenatural, com frutos sobrenaturais, amor, alegria, paz, longanimidade, fé, benignidade, bondade, mansidão, domínio próprio. Que só são produzidos por Ele que é Sobrenatural. Amém!

Douglas Bataglião

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

A Alma Peregrina do Cristão



 “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo,” (Fl 3.20).
 “Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria” (Hb 11:14).
 “Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade” (Hb 11:16).

     Temos visto e ouvido nestes tempos um evangelho que, como afirma o apóstolo Paulo em Gálatas 1.6, que é outro evangelho, não o que ele e os apóstolos haviam pregado.
     Temos templos cheio de pessoas que estão iludidas, que de certa forma aceitam este evangelho da teologia sacrificial do bispo Macedo, comenta o Prof. Paulo Ayres de Mattos, "O sucesso da teologia sacrificativa de Macedo se faz possível devido essa tríade de “sacrifício, sangue e dinheiro” prevalecente na cultura religiosa brasileira, quer seja do catolicismo popular, das religiões afro-brasileiras, ou do mundo evangélico-pentecostal, ainda que não se expresse de igual maneira em cada uma dessas manifestações religiosas."
     Essas teologias são de cunho humanistas, as quais visam o bem estar e o sucesso das pessoas, aqui neste mundo, desconsiderando o principal alvo da criação do homem, segundo o Supremo Propósito de Deus; em Jesus Cristo. E desconectadas com o verdadeiro objetivo da existência humana, que é viver eternamente em comunhão com Deus, no lar que é celestial.
     O Caráter peregrino que foi implantado no coração de Abraão - "Pela fé, peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa;" (Hb 11.9), está praticamente eliminado por estas teologias pós-modernas e antropocêntricas. Os crentes de nossa época já não tem "saudade dos céus", não vivem na expectativa da iminente volta de Cristo, para os levar para a sua pátria celestial, como nos afirma Paulo na sua carta aos Filipenses - "Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo". Não temos mais a aspiração dos heróis da fé de Hebreus 11.16 - "Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade".
     Isso é muito preocupante, pois a fé cristã que está baseada no fundamento dos apóstolos as quais foram escritas e recitadas nos credos apostólicos, hoje parece totalmente esquecida, não mais recitada, nem crida, ou vivenciada.  Aquelas verdades que culminam com a declaração enfática sobre a esperança da volta de Cristo, que vem buscar a Sua igreja, para habitar na sua Pátria Celestial, a antiga Canaã de Israel, ou Nova Jerusalém para os cristãos.
     No texto de Hebreus 11.14 "Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria.", temos uma declaração que deve ser a principal de todo crente que realmente recebeu a revelação da sua pecaminosidade, corrupção e afastamento de Deus, mas que pela fé no evangelho foi justificado, regenerado e reconciliado com Deus para viver segundo o Supremo Propósito do Trino Deus (Ef 1.3-14; 2.1-9): sendo Filho do Pai Eterno; membro do corpo místico de Cristo, a igreja (1Co 12.12-13); e pedra viva do templo do Espírito Santo (1Co 6.19; 1Pe 2.5). Estes, Jesus afirma - "não são deste mundo" (Jo 17.14). São os que o escritor de Hebreus afirma, “buscam uma pátria”.
     O salvo que se tornou filho do Deus Eterno, ganhou um coração, ou uma alma peregrina, isto é, uma mentalidade de estrangeiro, cuja vida está se desenvolvendo num lugar que não é a sua pátria. Á aquele que  “vive em tendas” (Jr 35.7; Hb11.9), não tem propriedade fixa, nesta terra estranha. Não se sente deste lugar, apesar de estar morando e trabalhando nele; como Israel na Babilônia. Está desconfortável, e anseia por voltar para a sua verdadeira pátria, seu canto e poesia é como o do poeta que suspira pela sua terra "minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá. As aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá" (Gonçalves Dias). Ou como canta o poeta cristão no seu hino - "Passarinhos, belas flores, querem me encantar, ó vãos terrestres explendores, de longe enxergo o lar".
     Voltemos ao evangelho de Cristo, no qual o epílogo não é nesta terra, mas no Novo Céu, na Nova Terra, Canaã que mana leite e mel, onde estão as insondáveis riquezas de Cristo (Ef 3.8). Somos salvos para esta esperança (Rm 8.24), "Pois quem é a nossa esperança, ou alegria, ou coroa em que exultamos, na presença de nosso Senhor Jesus em sua vinda? Não sois vós?" (1Ts 2.19).
     "Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!" (Ap 22.20)


quarta-feira, 5 de junho de 2013

A completa corrupção do homem e o Propósito Eterno de Deus

Isaías 1.1-9

     O moderno neo-pelagianismo, apoiado no humanismo pós-moderno, representado pelos direitos humanos e o individualismo. Insistem em afirmar que o homem é bom, e que se torna mal, devido ao seu desenvolvimento comprometido pelos processos relacionais familiares e interações sociais a que é exposto. Desenvolvendo assim uma tendência errada, violenta contra tudo o que sofreu. Também há o pensamento freudiano que seus problemas e reações emocionais, de qualquer espécie, são resultado das suas frustrações sexuais, a base de toda a realização e felicidade humana. E outras tantas variações destes conceitos que tentam responder e responsabilizar a maldade exibida cotidianamente do homem em todas as suas relações.
     Mas a Palavra de Deus é taxativa em expor literalmente, qual é, realmente, a razão da natureza má e corrupta da humanidade, em suas infindáveis manifestações iníquas.
     Neste trecho de do Livro de Isaías que lemos, assim como Paulo mostra em Romanos nos primeiros capítulos de sua epístola irmã no Novo Testamento, a carta aos Romanos, está mais uma vez a demonstrando a natureza corrompida de todo os seres humanos. Vamos lê-las novamente.
     John MacArthur, em seu comentário desta perícope, os versos um a nove, sugere neste trecho uma cena de um tribunal onde o Senhor está levantando uma acusação contra a nação de Israel.
     O verso declara quem é que está falando – “o Senhor é quem fala”, não Isaias. Esta é uma testemunha que não pode ser desacreditada, pois é fiel. Diferentemente dos profetas falsos de hoje em dia que dizem – “eis que te digo”, estes termos não são encontrados nas Escrituras. Outro ponto a ressaltar neste verso e no terceiro é que Deus faz uma comparação do povo com o boi e o jumento, que apesar de serem animais, parecem bem mais racionais, pois sabem quem é o seu dono, mas com Israel não é assim.
     Na primeira parte do quarto verso o Senhor faz uma tomografia da natureza do Seu povo: “nação pecaminosa, povo carregado de iniquidade, raça de malignos, filhos corruptores; abandonaram ao Senhor, blasfemaram do Santo de Israel,...”, esta é a acusação do Senhor contra o Seu povo, a Sua nação escolhida. Como duvidar da palavra daquele que é Verdadeiro, que não pode mentir? Na segunda parte deste versículo Deus mostra que sua natureza pecaminosa, faz deste povo uma geração de apostatas, pois - “voltaram para traz”. Mas o Novo Testamento mostra que isso também pode acontecer com o povo Cristão, que foi salvo e regenerado pelo Senhor Jesus Cristo, como adverte o escritor de Hebreus, exortando os cristãos a não retrocederem na fé, pois isto é obra da carne, que não persevera em olhar para “o Autor e consumador da fé”, Jesus Cristo, que nos faz permanecer firmes e não ceder à força da carne corrompida.
     Nos versos cinco e seis, assim como Paulo em Romanos um a três, Isaías relata a completa corrupção da humanidade, “toda a cabeça e coração”. “Desde a planta do pé até a cabeça, não há coisa sã”. Penso que na primeira declaração - cabeça e coração, o profeta esta se referindo à alma e espírito, o ser interior. E quando está se referindo - da planta dos pés à cabeça, está descrevendo a sua estrutura física. Toda a pessoa humana está corrompida, doente e necessitada de cura – “,nem amolecidas com óleo”, aqui está uma plena demonstração da necessidade da obra redentora do Espírito Santo em toda a vida do homem (Jo 18.6; Tt 3.5).
     Nos versos sete e oito o profeta Isaias, mostra as consequências da corrupção humana, que não fica somente no nível individual, corrói também tudo o que ele toca, onde a carne corrupta toca ela contamina (Nm 19.13; Mt 15.11,18). Terra, cidades, lavoura, devastação social, famílias ficam expostas a todo tipo de violência.
     Mas em vista de toda essa corrupção que o homem atraiu para si e para seu entorno, há um Plano Eterno, há uma intervenção nesta situação aparentemente irreversível. “Se o Senhor dos Exércitos” do verso nove está a declaração confiante de Isaías na Aliança de Deus com o homem que foi criado para um Projeto Eterno, que esta sendo desenvolvido na história da humanidade, e que apesar da corrupção, da rebeldia e da apostasia, sempre Ele conservará um remanescente fiel, que será a semente da continuação e conclusão da Sua vontade (Jó 42.2; At 3.18, 24-25; Rm 8,9). “O Senhor dos Exércitos” segundo a profecia de Davi no Salmo 24, é o Senhor Jesus Cristo que venceu a carne, o pecado, a iniquidade e a corrupção de toda a carne, na Sua batalha final na cruz do calvário (Jo 1.29; Jo 19.20; Rm 6.6, Cl 2.11; 3.3).
     Aleluia! Deus está no trono reinando apesar do Diabo, do homem corrupto.

Douglas Bataglião

segunda-feira, 13 de maio de 2013

A TRINDADE FAMILIAR


          A Trindade Divina criou o ser humano como uma pessoa tridimensional, a fim de conviver numa trindade familiar. Elohim é triúno e fez o gênero humano, macho e fêmea, mas, tricotômico, composto de: corpo, alma e espírito, para viver em trivalência relacional. Este ser equilibrado deveria coexistir em comunidade humanamente afetiva.
           O único lance que destoou na criação física foi a solidão. Apesar de Deus ser exclusivo e indivisível, Ele se manifesta em três pessoas. Não há exílio na dimensão metafísica. O ser Divino é singular e coletivo, ao mesmo tempo. Deus é individual em sua essência e social em sua comunicação. No céu há um ser unitário, mas, também, não solitário. A Trindade é a unidade do anseio coletivo.
Nada pode ser maior do que três pessoas vivendo em plena comunhão. A conciliação das vontades é imensamente maior do que uma única vontade absoluta. Ser três pessoas agindo em irrestrita sintonia tem uma dimensão infinita e mais significativa do que ser uma pessoa com sua vontade soberana agindo por conta própria. O mistério da triunidade fala da onipotência demonstrada no concerto eterno do pluralismo volitivo. Um Deus em três pessoas com uma só vontade.
           A coesão Triúna propõe a integridade da pessoa humana e a conexão da família. Antes de o pecado entrar na história da humanidade, Elohim, o Deus trinitário, instituiu a vida em família. O molde familiar é a própria concordância da Trindade. O Pai, o Filho e o Espírito Santo são arquétipos transcendentais da coerência relacional entre a paternidade, a maternidade e a prole.
           A família é o plural do sujeito ou o coletivo da pessoa. Assim como na Trindade, a vida do lar deveria se ajustar pelo acordo das vontades. O problema foi o pecado. O egoísmo tomou conta das personalidades e a comunhão desandou em contestações. Instaurou-se a confusão dos desejos e o caos social.
           A vida doméstica que, em tese, seria uma orquestra sinfônica, acabou, no final das contas, descompassada e desafinada. O conflito das vontades tornou-se a regra do jogo. Agora, o consenso familiar é uma conquista complicada. Viver em união é algo complexo que exige combinações constantes de todos os membros.     As vontades obesas não conseguem se encaixar em lugares apertados, além do que, conciliar é uma das artes mais difíceis para a sobrevivência social. Uma família unida é coisa rara, e, viver, com o mínimo de atrito, é das artes mais difíceis, exigindo perícia e paciência.
            Mas a lei da unidade deve ser definida assim: “viva de tal maneira que, se todas as pessoas fossem como você e todas as vidas fossem vividas como a sua, a terra seria um paraíso”. Portanto, não há opção: a cruz é o único passaporte do ego. A morte do egoísmo é a sentença e a ressurreição em vida nova, a chance. Não eu, mas Cristo é a solução definitiva para a família.
O velho mendigo do vale estreito, Glênio Paranaguá.

segunda-feira, 25 de março de 2013

PÁSCOA, POR QUE NÃO CELEBRAR?


“ora, destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?” (Sl. 11.3).

Tenho observado que os “fundamentos”, ou seja, as bases ou os valores cristãos que foram estabelecidos em nossa sociedade ocidental têm sido destruídos por uma cosmovisão pós-moderna e pós-cristã, que desde o século XVIII tem desprezado os paradigmas cristãos que edificaram nossas vidas, nossas famílias, nossa educação, nossas instituições econômicas e políticas. E estamos já colhendo os resultados desse abandono, com a degradação social, a destruição dos valores bíblicos da família, a consolidação de uma sociedade individualista, voltada para o sucesso pessoal em detrimento do corporativo, e sexista – tendo o sexo como o centro do prazer e da realização, não importando de que forma ele se realiza, o que promove as mais escabrosas distorções, como perversões no relacionamento heterossexual, homossexualismo, bestialismo, pedofilia, dentre outras.  

Inserida nessa realidade, a Igreja não poderia deixar de sofrer seus efeitos, sendo atacada pela secularização do sagrado, pelo ecumenismo religioso, bem como pelo universalismo teológico, que impõe uma unificação religiosa, com vistas à tolerância religiosa, que é totalmente contrária à verdade de que Jesus Cristo é o único mediador entre Deus e os homens. Nessa realidade de “destruição” de valores, as celebrações cristãs históricas e tradicionais, como o Natal, a Páscoa, a ceia, o culto simples e cristocêntrico, têm sido desfiguradas, destituídas de seu simbolismo original, ou, por vezes, desprezadas por uma ala extremada da igreja, que as considera “festas pagãs”.

Não podemos esquecer que a simbologia é um dos instrumentos utilizados pelo Espírito Santo, nas Escrituras, para comunicar verdades da Palavra de Deus. As festas cristãs fazem parte dessa simbologia e tipologia, que celebram eventos da obra de Cristo, e devem ser celebradas como instrumentos de ensino, doutrina e fixação das realidades e verdades centrais da fé cristã, não devendo ser desprezadas nem desfiguradas pela igreja atual, pois foram esses instrumentos que, durante a história da igreja, também influenciaram uma cosmovisão cristã em nossa sociedade ocidental. 

Creio que a desfiguração ou depreciação e abandono dessas celebrações é uma obra de Satanás, e também de uma sociedade secularizada, que se tem afastado dos valores cristãos. E a Igreja, com medo do mundanismo, acaba desprezando as oportunidades de propagar os valores cristãos, por meio da celebração do Natal, da Páscoa, do Pentecostes etc., tanto para os membros de suas comunidades como para a evangelização de não cristãos. Em outras palavras, a Igreja acaba “coando mosquitos e engolindo camelos” (Mt. 23.24), perdendo excelentes oportunidades de redimir a cultura para uma visão cristocêntrica.

Voltemos a celebrar nossas festas cristãs, sim! Obviamente, sem a deturpação que elas vêm sofrendo – motivadas por propósitos mercadológicos que as descaracterizam. Mas voltemos à Palavra de Deus, com temor e reverência, e com a liberdade dos filhos de Deus, de adorá-lO com todas as formas de arte, que foram criadas, também, para o louvor da Sua glória. E voltemos a declarar aos irmãos e aos não cristãos: “Feliz Natal!”, “Feliz Páscoa!”, “Feliz Pentecostes!”, com a mensagem de que esta “felicidade” é propósito de Deus, revelado nas Escrituras e consumado pela obra de encarnação, vida, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém!
Douglas A. Bataglião

segunda-feira, 13 de agosto de 2012


                                    OUÇA O HOMEM QUE OUVE A DEUS

     Se quando ouvimos um sermão podemos fixar-nos em apenas uma real joia da verdade, podemos considerar-nos bem recompensados pelo tempo gasto.

     Uma gema assim foi descoberta durante um sermão que ouvi a algum tempo. Do sermão tirei uma sentença valiosa, e mais nenhuma; porém, era tão boa, que lamento não poder lembrar quem era o pregador, para que pudesse demonstrar-lhe reconhecimento. Eis o que disse: “Não ouça a nenhum homem que não consegue ouvir a Deus”.

     Em qualquer grupo de dez pessoas, pelo menos nove acreditam que estão qualificadas para dar um conselho a outras. Em nenhum outro campo de interesse humano as pessoas se acham tão prontas para dar conselho como no campo da religião e da moralidade. Todavia, é precisamente nesse campo que a pessoa média é menos qualificada para falar sabiamente, e é capaz de produzir o maior dano quando fala. Por esta razão, devemos selecionar cuidadosamente os nossos conselheiros. E inevitavelmente, a seleção leva consigo a ideia de rejeição.

     Davi nos adverte contra o conselho dos ímpios, e a história bíblica dá exemplos de homens que fizeram da sua vida um fracasso porque receberam conselho errado. Roboão, por exemplo, ouviu homens que não ouviram a Deus, e todo o futuro de Israel foi afetado adversamente como consequência. O conselho de Aitofel foi uma coisa ruim que se somou grandemente às iniquidades de Absalão.

     Ninguém que não tenha ouvido a Deus falar primeiro tem direito de dar conselho. Ninguém que não esteja pronto para ouvir e seguir o conselho do Senhor tem direito de aconselhar outros. A verdadeira sabedoria moral há de ser sempre um eco da voz de Deus. A única luz confiável para o nosso caminho é a luz que reflete Cristo, a Luz do mundo.

     É especialmente importante que os jovens aprendam no conselho de quem confiar. Estando no mundo por tão pouco tempo, não tem muita experiência e devem buscar o conselho dos outros. E, saibam disso ou não, de fato aceitam todo dia opiniões alheias e as adotam como se fossem deles próprios. Os que se jactam mais agudamente da sua independência, captaram de alguém a ideia de que a independência é uma virtude, e sua própria ansiedade por serem individualistas é resultado da influencia dos outros. São o que são por causa do conselho que seguiram.

     Esta regra de só ouvir os que ouviram a Deus livra-nos de muita armadilha. Todos os projetos religiosos deviam ser provados por ela. Nesta época de incomum atividade religiosa, devemos manter-nos calmos e bem equilibrados. Antes de seguirmos alguém, devemos procurar o óleo em sua testa. Não estamos na obrigação de ajudar em nenhuma atividade de ninguém que não traga em si as marcas da cruz. Nenhum apelo dirigido às nossas simpatias, nem estórias tristes, nem descrições chocantes devem mover-nos para pormos nosso dinheiro e nosso tempo em esquemas promovidos por pessoas ocupadas demais para ouvirem a Deus.

     Deus ainda tem os Seus escolhidos, e este são, sem exceção, bom ouvintes. Eles podem ouvir quando o Senhor fala. Podemos ouvir com segurança esses homens. Mas outros não.

Extraído do livro – A Raiz dos Justos – Vol. 5 – A. W. Tozer

Boa Semana, pr. Douglas Bataglião

A RAIZ DOS JUSTOS

Uma diferença marcante entre a fé dos nossos pais como concebida pelos pais, é que os pais estavam interessados na raiz da matéria, enquanto os seus descendentes atuais parecem interessados somente nos frutos.
Parece ser esta a nossa atitude para com certas grandes almas cristãs  cujos nomes são honrados entre as igrejas, como, pro exemplo, Agostinho e Bernardo em tempos mais antigos, ou Lutero e Wesley em tempos mais recentes. Hoje escrevemos biografias de vultos como esses e celebramos o seu fruto, mas a tendência é ignorar a raiz da qual proveio o fruto. “A raiz dos justos produz o seu fruto”, diz o sábio em Provérbios (12.12). Os nossos pais olhavam bem para a raiz da árvore e se dispunham a esperar com paciência pelo aparecimento do fruto. Nós exigimos o fruto imediatamente, ainda que a raiz seja fraca e cheia de calosidades, ou inexista completamente. Os impacientes cristãos de hoje desculpam as crenças simples dos santos doutros tempos e sorriem da SUS séria abordagem de Deus e das coisas sagradas. Eram vitimas das sua perspectiva religiosa limitada, mas ao mesmo tempo eram grandes e vigorosas alma que conseguiram obter uma experiência espiritual satisfatória e fazer muita coisa boa no mundo, apesar dos seus defeitos. Assim, imitaremos o seu fruto sem aceitar a sua teologia e sem incomodar-nos demasiadamente com a adoção da sua atitude de tudo ou nada para com a religião.
Assim dizemos (ou mais provavelmente pensamos sem dizer), e toda voz da sabedoria, todo dado da experiência religiosa, toda a lei da natureza nos diz quão errados estamos. O galho que se desliga da árvore numa tempestade pode florir brevemente e pode dar ao transeunte despreocupado a impressão de que é um ramo  saudável e frutífero, mas a sua tenra inflorescência logo perece, e o próprio ramo seca-se e morre. Hã há vida duradoura, separada da raiz.
Muita coisa que passa por cristianismo hoje é o brilhante e breve esforço do ramo cortado para produzir o seu fruto na estação própria. Mas as profundas leis da vida estão contra isso.  A preocupação coma a aparência e a correspondente negligência para coma raiz que está fora da vista, raiz da verdadeira vida espiritual, são sinais proféticos que passam despercebidos. Resultados “imediatos” é tudo o que importa, rápidas de sucesso presente, sem pensar na próxima semana ou no próximo ano. O pragmatismo religioso avança desenfreadamente entre os ortodoxos. A verdade é o que quer que funcione. Se dá resultado, é bom. Há apenas uma prova para o líder religioso: sucesso. Tudo se perdoa, exceto o fracasso. Um árvore pode resistir a quase toda e qualquer tempestade se sua raiz é firme, mas quando a figueira que o Senhor amaldiçoou secou “desde a raiz” (Mt 11.20), ela toda “secou” imediatamente. Uma igreja firmemente enraizada não pode ser destruída, mas nada pode salvar uma igreja cuja raiz secou. Estímulos, campanhas promocionais, ofertas em dinheiro, belo edifício – nada pode trazer de volta a vida à árvore sem raiz.
Com um feliz desconsideração pela coerência da metáfora, o apóstolo Paulo nos exorta a atentar para as nossas próprias origens. “Arraigados e alicerçados em amor” (Ef 3.17), diz ele no que é obviamente uma confusão de figuras; e outra vez concita seus leitores a permanecerem “arraigados e edificados nele” (Cl 2.7), o que encara o cristão como uma árvore bem arraigada e como um templo a edificar-se sobre o sólido fundamento.
A Bíblia inteira e todos o grandes santos do passado se unem para dizer-nos a mesma coisa. “Nada considerem como líquido e certo”, eles nos dizem. “Voltem para as fundas raízes. Abram o coração e sondem as Escrituras. Levem sua cruz, sigam o seu Senhor e não deem atenção à moda religiosa que passa. As massas estão sempre erradas. Em cada geração o número dos justos é pequeno. Certifiquem-se de que estão entre ele.”
“O homem não será estabelecido pela iniquidade; mas a raiz dos justos será removida” (tradução literal da versão usada pelo autor).
Extraído do livro – A Raiz dos Justos – Vol 5 – A. W. Tozer

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Como desenvolver uma mente cristã - John W. Stott

"Não seja como o cavalo ou uma mula, sem entendimento" (Sl 32,9), em outras palavras, "Não espere me a guiá-los na maneira que você guiar os cavalos ou mulas, porque você não é um ou o outro. Tem entendimento. " Eram duas mulheres conversando no supermercado e disse ao outro: "O que está errado com você? Você parece muito preocupado. " "Eu sou, eu sou preocupado com a situação no mundo", respondeu o amigo. "Você tem que levar as coisas filosoficamente e parar de pensar", respondeu a primeira mulher. Esta ideia curiosa que, para ser mais necessidade filosófica de parar de pensar. No entanto, estas duas mulheres estavam refletindo o pensamento de hoje. O mundo moderno, deu à luz gêmeos terríveis: um é chamado de falta de inteligência ea falta de outro significado. Em contraste com esta tendência, vemos que a Escritura diz: "Irmãos, não ser crianças no modo de pensar, mas na malícia, ó filhos, mas maduro na maneira de pensar" (1 Cor. 14:20). Note que Paulo proíbe um lado, eles são crianças, e outros comandos que eles sejam, mas em áreas diferentes. Em relação à malícia, disse ser inocente como as crianças, mas em suas mentes tem que ser maduro. A importância da mente O uso adequado da nossa mente produz três benefícios. Primeiro, glorificar nosso Criador. Ser racional o nosso Deus Criador que nos fez seres racionais à sua imagem e semelhança, e ter dado a natureza ea revelação na Bíblia racionalmente espera que usemos nossas mentes para estudar a sua revelação. Ao estudar o universo e ler as Escrituras estão pensando os pensamentos de Deus como ele quer. Portanto, o uso adequado de nossas mentes glorificar nosso Criador. Em segundo lugar, enriquece a nossa vida cristã. Eu não estou falando de educação, cultura e arte que enriquecem a qualidade da nossa vida humana, eu estou falando sobre o nosso discipulado cristão. Nenhuma área do discipulado é possível sem o uso de nossa mente. O louvor é amar a Deus com todo o nosso ser, até mesmo nossas mentes. Fé é confiança razoável e outro exemplo de como Deus nos guia. Em terceiro lugar, reforça o nosso testemunho evangélico. Muitas vezes nos perguntamos: Por que alguns não aceitam a Jesus Cristo? Nós poderíamos dar muitas razões, mas sobre o qual não pensamos o suficiente: eles percebem que o nosso evangelho é trivial, não parece suficientemente amplo para se relacionar com a vida real. Temos que lembrar que os apóstolos evangelizados, como as pessoas fundamentado, e com base nas Escrituras muitos foram persuadidos. Na verdade, Paulo descreve o seu ministério dizendo: "Portanto, conhecendo o temor do Senhor, procuramos persuadir os homens" (2 Cor 5,11). Usando argumentos em nossa evangelização não é incompatível com a fé na obra do Espírito. O Espírito Santo não faz as pessoas vêm para Jesus Cristo, apesar das evidências, mas também atrai as pessoas para Cristo através deles, quando abriu as suas mentes para levá-los em conta. Paulo colocou sua confiança no poder do Espírito Santo, mas de maneira nenhuma deixou de pensar e argumentar. O anti-intelectualismo é uma insultos negativas e destrutivas nosso Criador, nossa vida cristã empobrece e enfraquece o nosso testemunho, o uso adequado da mente de Deus glorifica, enriquece e reforça o nosso testemunho no mundo. A mente cristã Começamos por definir o termo. Primeiro, é a mente de um cristão. Nossa mente tem sido manchada pela queda, também as nossas emoções, nossa vontade, nossa sexualidade. Mas quando vamos a Jesus Cristo a nossa mente começa a ser renovada. O Espírito Santo abre nossas mentes para ver as coisas nunca vistas antes. Portanto, a mente cristã é uma mente que está pensando apenas em questões religiosas, mas uma mente que está pensando se as coisas ainda mais seculares, mas a partir de uma perspectiva cristã! A mente cristã busca a vontade de Deus em casa e no trabalho em nossa comunidade, na ética social e política. A mente cristã é uma maneira de pensar, é um modo cristão de olhar para todas as coisas, a sua perspectiva cristã foi renovada pelo Espírito Santo. É uma mente bíblica, porque é moldado por pressupostos bíblicos. As fundações do pensamento cristão 1) A realidade de Deus A mente cristã reconhece a Deus como a realidade última, dentro e além de todos os fenômenos. A realidade do Deus vivo eo fato de que a Bíblia se concentra em Deus é essencial para a mente humana. A Bíblia é um livro feito por Deus sobre Si mesmo. Poderíamos até dizer que é a autobiografia de Deus. Deus se revela através das Escrituras. Descrito como Criador e Senhor, como Redentor, padre e juiz. Portanto, a mente cristã é uma mente focada em Deus. Deixe-me agora considerar duas implicações dessa verdade. Em primeiro lugar o significado de sabedoria. Sabedoria é um tema importante na Bíblia. Acho que todo mundo gostaria de ter a reputação de ser sábia. O Antigo Testamento contém, além da lei e os profetas, terceira seção chamada literatura de sabedoria que consiste em cinco livros: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares de Salomão. O Rei Davi eo Rei Salomão viveu muitos e muitos anos, com muitas, muitas concubinas e muitas, muitas esposas, mas quando chegaram a velhice, com muitos arrependimentos, o rei Salomão escreveu os Provérbios e Salmos do rei Davi. Estes cinco livros de sabedoria abrange os seguintes tópicos: O que significa ser um ser humano? Como é que o sofrimento mal, eo amor fazem parte da nossa humanidade? Eclesiastes, por exemplo, é bem conhecido por seu refrão pessimista: ". Sem sentido, sem sentido, tudo é sem sentido" "Vaidade das vaidades, tudo é vaidade" (1:2), ou Este livro demonstra o absurdo da vida sem Deus. É a falta de sentido da vida humana, portanto, ignora a realidade de Deus. Se a vida é reduzida a um pequeno período de 70 anos, com todo o sofrimento e injustiça que é obtido, e se por tudo termina da mesma forma, em seguida, "sem sentido, sem sentido, tudo é vaidade." Só Deus pode dar sentido à vida. Ele pode converter a loucura humana em sabedoria. Sem Deus, não é apenas tolice e futilidade. Essa é a tragédia do vazio espiritual do mundo hoje e, portanto, a rejeição do secularismo pela mente cristã. O secularismo nega a realidade de Deus e, portanto, destrói a humanidade real. Não só destrona Deus, mas também reduz o potencial de o ser humano é menos do que o seu potencial. O homem sem Deus não é mais humano. A segunda implicação da realidade de Deus é a preeminência da humanidade. A mente cristã é uma mente focada em Deus e, portanto, também uma mente humilde, devido ao caráter teocêntrico da Bíblia. Segundo a Bíblia, nada é tão vulgar como o orgulho, e nada tão atraente e belo como a humildade que nos faz curvar diante do Deus vivo e lembrar que Deus é Deus. A história de Nabucodonosor (Daniel 3-5) é uma grande advertência para nós. Andar no palácio real da Babilônia e falou para si mesmo: "Não é esta a grande Babilônia que eu construí com o meu poder ea glória da minha majestade" Aviso que ele pediu para si o poder, o reino, o glória, a antítese da doxologia, e não surpreendentemente, uma vez que estas palavras saíram de seus lábios, o juízo de Deus caiu sobre ele. Ele foi privado de seu reino e jogado para fora do palácio. Ele viveu com os animais e comeu com eles. Seu cabelo cresceu como penas de águia e suas unhas como garras de aves. Em outras palavras, ficou louco, e só quando ele reconheceu que o Deus Altíssimo governou os reinos humanos, e levantou os olhos em humilde adoração diante de Deus, ele restaurou a sua razão e seu reino. A moral é: aqueles que andam na soberba, Deus humilha. Orgulho e loucura andam de mãos dadas, e também a humildade e da razão. Em nenhum momento atinge a mente para mente cristã forte secular nessa insistência sobre a humildade. Os despreza mente secular a humildade, não as grandes religiões recomendá-lo, e nossa cultura é dominada mais do que pensávamos na filosofia do poder de Nietzsche, que escreveu sobre o surgimento do que ele considerava uma raça que teve a coragem de dominar , foi duro, corajoso. Assim, seu ideal era Superman, enquanto o ideal de Jesus é o filho, e não há possibilidade de compromisso entre estes dois ideais. Nós temos que escolher. A realidade de Deus dá a mente cristã a sua perspectiva em primeira e essencial. A mente cristã se nega a honrar qualquer desonra a Deus. Aprenda a avaliar tudo com base nesta abordagem: dar glória a Deus, ou fazendo a glória de Deus. Esta é a opção, e explica por que a sabedoria é o temor de Deus e porque a humildade é a maior virtude. 2) O paradoxo do humano Como diz a Bíblia à sua própria pergunta? Que é o homem? O que significa ser um homem? Mostrar por um lado, que os seres humanos têm uma dignidade única, como uma criatura feita à imagem de Deus, mas por outro lado, ensina que o homem também tem uma depravação única como um pecador que é culpado diante de Deus. Sua dignidade nos dá esperança, mas a sua depravação define limites para as nossas expectativas. Então temos que manter os dois juntos, e é aí que encontramos crítica cristã muitos de filosofia política moderna. Ou é muito ingênuo otimismo sobre os seres humanos, ou muito negativo em seu pessimismo. A Bíblia, sozinha, detém o equilíbrio. Primeiro vamos nos referir ao otimismo dos humanistas. É verdade que se referem ao homem como nada mais do que o resultado de um processo cego da evolução, mas, no entanto, têm uma enorme confiança no potencial de evolução que os seres humanos têm. Eles acreditam que o homem será capaz de ter a sua história em suas mãos e fazer a si mesmo e sua própria evolução. Isto é muito otimista e não considera torcida egoísmo. Em segundo lugar, os existencialistas, que tendem a ir para o extremo oposto, são pessoas cheias de pessimismo e até mesmo desespero, porque eles dizem que não há Deus, nenhum valor. Nada faz sentido. Tudo é absurdo. Esta conclusão é lógica, se negam a existência de Deus. O escritor americano Mark Twain, que era um humorista pessimista disse: "Se você pudesse fazer um cruzamento entre um gato e um homem, você melhoraria empeorarías homem eo gato". Este pessimismo não leva em conta o amor, a beleza, a beleza, o heroísmo eo auto-sacrifício que marcaram a história da humanidade. Devemos evitar dois extremos: o otimista eo pessimista. A terceira opção é o realismo bíblico. De acordo com o homem Bíblia é um paradoxo estranho e surpreendente: ele é capaz de mais alta nobreza, mas também as mais baixas crueldades. Você pode agir como Deus, em cuja imagem foi feita, mas também podem se comportar como bestas de que tinham de ser diferente. O homem pode pensar, escolher, criar, amar, adorar, mas também pode cobiçar, brigar, odiar e matar. O homem que inventou os hospitais que cuidam de doentes, nas universidades onde o conhecimento é adquirido e as igrejas onde se louvar a Deus, mas também inventou as câmaras de tortura, campos de concentração e bombas de hidrogênio. A mente cristã lembra o paradoxo do ser humano. Estamos nobre, mas ignóbil, mas os insensatos sábio, racional e irracional, moral e imoral ao mesmo tempo, e que cada um de nós sabe. Vamos aplicar esse paradoxo dos seres humanos de uma série de situações. Primeiro vamos ver a questão da auto-estima. Nós todos sabemos a importância da saúde mental, de saber quem somos. Algumas pessoas têm uma visão muito exagerada sobre a sua importância, são pessoas orgulhosas. Mas outros têm muito baixa auto-imagem, eles acreditam que são inúteis, têm complexos de inferioridade, muitas vezes incapacitantes são acentuadas por causa de certos ensinamentos cristãos, e nunca ver a dignidade de um ser humano criado à imagem de Deus. A imagem de nós mesmos vem do fato de que somos criados à imagem de Deus. No entanto, o ser humano é também um produto da queda, e é por isso que Jesus nos chama tanto a negação ea afirmação de nós mesmos. O que somos é devido em parte à criação e, em parte, à queda. Há coisas que eu negar e repudiar, mas tudo que eu sou para a criação e até mesmo para a redenção em Cristo não nega, mas o que eu digo. Isto pressupõe um entendimento da doutrina bíblica do homem. Agora, para o processo democrático. Nós todos sabemos que a democracia tem como objetivo ser um governo do povo e para o povo, e qualquer que seja a nossa persuasão política, a maioria dos cristãos apreciá-lo, eles querem estar do lado da democracia, porque é a forma mais segura governo já inventado e reflete o paradoxo do ser humano. Leve a sério a criação, a dignidade dos seres humanos, e que se recusa governar sem o seu consentimento. Ele dá aos humanos participação na tomada de decisões. Ele trata os seres humanos como adultos responsáveis. Por outro lado, a democracia também tem em conta a queda, porque se recusa a concentrar o poder nas mãos de poucos. Democracia se espalha poder e, portanto, protege os seres humanos a partir de si mesmos e sua loucura. Esta é a maneira Reinhold Niebuhr resumiu: "A capacidade do homem para a justiça torna a democracia possível, mas a tendência do homem para a injustiça torna-se necessário". Concluo, referindo-se ao progresso social. Poderia ter progresso social no mundo de hoje? O mundo pode ser um lugar melhor? Algumas pessoas têm uma enorme confiança na ação social. Criar um sonho utópico e esquecer o egoísmo do homem incorrigível. Outros vão ao extremo oposto, são tão pessimistas dizem que é impossível mudar a sociedade e não vale a pena tentar, mas eles se esquecem que os seres humanos ainda conservam algo da imagem de Deus e que mesmo aqueles que não são regenerados podem ter uma visão de uma sociedade justa, pacífica. Quase todo ser humano regenerado ou não regenerado, prefere a paz à guerra, a opressão, justiça e ordem ao caos. Assim, para alguns progressos medida social é possível. Eu acho que ele tem um grau de estado de equilíbrio o seguinte: "É impossível melhorar a sociedade, mas é perfeitamente possível para melhorá-lo." Paulo recorda-nos ver como o paradoxo do ser humano: "Porque eles mesmos declarar sobre nós qual a entrada que tivemos, e como se voltaram para Deus dos ídolos para servir o Deus vivo e verdadeiro, e esperar dos céus a seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura "(1 Ts. 1:9-10). Por um lado, o homem deve se voltar para Deus e servir ao próximo e, conseqüentemente será assistida na presença e poder de Deus para mudar e melhorar o seu mundo. Mas por outro lado, deixará de aperfeiçoar o vosso mundo, porque a maldade humana continue a operar e ser julgado e eliminado pelo Senhor Jesus Cristo na sua vinda. Então, nós servirmos ao Deus vivo, fazendo boas obras e tentar mudar e melhorar a sociedade, enquanto esperamos pela perfeição eo julgamento final vai trazer Jesus Cristo na sua vinda. Em suma, devemos nos lembrar de nossa vocação de cristãos a 'dupla escuta. " Ou seja, a mente cristã será receptivo à revelação de Deus para ter uma visão realista da vida e teocêntrica, e estar atento para o mundo a tomarem medidas concretas na história, fazendo o mal de bem e de luta. A mente cristã não está preocupado apenas com Deus, sem reconhecer e engajar-se em realidade humana, não é escapista. A mente cristã não é fixada apenas no mundo dos humanos, ou tentar interpretar e mudar a partir de uma perspectiva puramente humana e recursos. Não é nem otimista nem pessimista infundada esperança. A mente cristã tem que ouvir a Deus e ao mundo ao seu redor. Esta tarefa de formação de uma mente cristã escuta de Deus e do mundo não é o trabalho dos cristãos sozinho. É mais uma tarefa que exige uma comunidade cristã como um todo. A Igreja deve ser, na prática, uma "comunidade hermenêutica." Parte da tarefa da Igreja é ouvir a Palavra de Deus juntos para descobrir a mente de Deus, ea realidade atual para entender o que está acontecendo. É neste "duplo-escuta" da Palavra e do mundo, e na companhia e interação com outros membros da Igreja de Deus, que está desenvolvendo uma mente cristã. Que Deus nos conceda a graça de se esforçar para pensar como cristãos. Extraído da revista ANDAIMES, Volume III, 1996 (pós-modernismo, uma perspectiva cristã).

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A Fragilidade do Cotidiano



Por Robert J. Tamasy

“A vida é tão frágil!” Um amigo recentemente fez esta significativa observação enquanto falávamos sobre a repentina adversidade que um amigo comum estava enfrentando. Ás vezes parece-nos que a vida não poderia ficar melhor. Gostaríamos de pegar esse momento, armazená-lo numa garrafa para saboreá-lo eternamente.

Mas, de repente, as coisas mudam de forma dramática e inesperada. É um pneu furado que interrompe a sonhada viagem de férias; uma despesa inesperada no orçamento finalmente equilibrado;
o diagnóstico sombrio de uma saúde; mudança no controle ou gestão da empresa onde trabalhamos; um fenômeno natural destruidor; a perda inesperada do emprego; crise familiar que não nos apercebemos..

O amigo comum citado tinha recebido uma notícia chocante: um membro da família contraiu uma doença mortal durante uma viagem em serviço ao exterior. Faleceu dias depois. Nem mesmo os melhores cuidados médicos puderam deter o avanço da doença ou curá-la. Reveses imprevistos da vida ainda nos pegam despreparados. Como reagir? Tornando-nos cínicos e resignados com a realidade da “lei de Murphy”? ( o pior sempre me acontece) Ou descobrir esperança em meio a circunstâncias aparentemente desesperadoras?

A Bíblia fala muito sobre esperança em termos de segura e confiante expectativa. Quando nosso mundo parece abalado em seus fundamentos, ela declara:“Portanto, já que estamos recebendo um Reino inabalável, sejamos agradecidos e, assim, adoremos a Deus de modo aceitável, com reverência e temor, pois o nosso Deus é fogo consumidor!” (Hebreus 12.28-29).
Recordo as vívidas imagens de TV exibindo mansões de luxo em chamas depois que um terremoto atingiu Califórnia anos atrás. Os que ali viviam ficaram arrasados, vendo suas casas e bens pessoais serem consumidos. Se a “esperança” deles estivesse depositada apenas em bens materiais, seria compreensível que se sentissem desesperados, porque esses bens podem ser perdidos num piscar de olhos. Mas se estiver firmada no que é Eterno e não no que é passageiro o fundamento permanecerá seguro.
Esperança confiante. Ela deve estar firmada na fé, na confiança em Deus e em Suas promessas para todos quantos O servem e O seguem. “Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos” (Hebreus 11.1).
Esperança paciente. O objeto de nossa esperança pode não chegar tão rápido quanto queríamos. Paciência é elemento importante da esperança. Baseia-se no caráter de Deus e em Seu ativo envolvimento em cada aspecto de nossa vida. “Pois nessa esperança fomos salvos. Mas, esperança que se vê não é esperança. Quem espera por aquilo que está vendo? Mas se esperamos o que ainda não vemos, aguardamo-lo pacientemente” (Romanos 8.24-25).
Esperança com expectativa. Os seguidores de Cristo no mundo profissional e de negócios anseiam pela Sua volta. Enquanto isso, devemos ser fiéis no cumprimento do chamado que Ele fez a cada um de nós, no ambiente de trabalho e em nossos lares. “Enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo” (Tito 2.13).
Questões Para Reflexão ou Discussão
1. Você já teve que lidar com situações difíceis que exemplificam a afirmação de que “a vida é tão frágil”? Que impacto causaram à sua vida?
2. Como você geralmente reage quando seus planos, mesmo os de menor importância, são frustrados ou interrompidos por acontecimentos inesperados?
3. Qual é a base de sua esperança nesta vida? Como você reage quando a fonte de sua esperança não satisfaz suas expectativas?
4. Ao ler afirmações da Bíblia sobre esperança qual é sua reação? Você acha que esperança baseada nas promessas de Deus é racional, ou é apenas pensamento positivo?


Se desejar considerar outras passagens da Bíblia sobre o tema leia: Romanos 15.13; Efésios 1.18-21; Colossenses 1.5,27; I Tessalonicenses 4.13-18.