quinta-feira, 31 de março de 2011

A visão de Deus Sobre a Cruz


A cruz estava acima de qualquer coisa para Deus Pai. Paulo escreveu: "Deus o ofereceu como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue, demons¬trando a sua justiça. [...] no presente [...], a fim de ser justo e justificador daquele que tem fé em Jesus" (Rm 3.25,26). Na época do Antigo Testamento, Deus aproximou-se de homens como Abraão, Moisés e Davi e de vários outros dos quais os pecados ainda não haviam sido definitivamente removidos. Visto que o sangue de animais era apenas simbólico, Deus optou por salvar essas pessoas em confiança. Esque¬ceu-se dos pecados para que pudesse ter comunhão com eles, mas o valor do resgate ainda não havia sido pago. Dessa forma, para se certificar de que nin¬guém questionaria sua justiça, Cristo morreu para pagar a dívida por eles e por nós.
A obediência de Cristo como o Cordeiro de Deus foi preciosa para o Pai. Paulo afirmou que devemos levar uma vida de amor, "como também Cristo nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus" (Ef 5.2). A disposição demonstrada pelo Filho, sofrendo de acordo com o plano divino, foi um sacrifício de aroma agradável a Deus.
Deus agradou-se do sacrifício de seu Filho. "Con¬tudo, foi da vontade do Senhor esmagá-lo e fazê-lo sofrer, e, embora o Senhor tenha feito da vida dele uma oferta pela culpa, ele verá sua prole e prolonga¬rá seus dias, e a vontade do Senhor prosperará em sua mão" (Is 53.10). Se fizermos a pergunta "Quem matou Jesus?", nossa primeira resposta não deverá ser "Os judeus", ou "Pilatos", e sim "Deus". Deus es¬magou seu Filho. Pedro disse que ele foi entregue nas mãos dos judeus "por propósito determinado e pré-conhecimento de Deus" (At 2.23). Para deixar claro, de acordo com os planos do Pai, Jesus se crucificou.
Mas Deus chicoteou seu Filho, enfiou pregos em suas mãos e pés? Sem dúvida que não, essa cruel¬dade foi perpetrada por homens perversos. Ainda assim, aqueles pecadores realizaram o propósito de Deus. Devemos aceitar como fato o mistério de que a culpa pela morte de Jesus é de pessoas más — e mesmo assim era plano de Deus. Pedro, falando so¬bre todos os que conspiraram para crucificar Jesus, disse: "Fizeram o que o teu poder e a tua vontade haviam decidido de antemão que acontecesse"(At 4.28).
Por que o Pai faria tal coisa? John Piper respon¬de: "Ele fez isso para solucionar a discordância entre seu amor por sua glória e seu amor pelos pecado¬res". Deus não podia simplesmente deixar que o passado ficasse para trás. Assim, antes do início dos tempos, Deus Pai e Deus Filho concordaram em um plano pelo qual a iniqüidade de todos nós seria colo¬cada sobre Jesus. Ele toleraria nosso castigo a fim de que pudéssemos ser absolvidos pelo Pai. O pecado seria apresentado horrível como é, e Deus seria apre-sentado como o Deus amoroso que é. Na cruz, a santidade inexorável colidiu com o amor, para a mú¬tua satisfação de cada característica.
Hoje, freqüentemente ouvimos dizer que Deus perdoa o ser humano baseando-se no seu amor, não no sacrifício expiatório. A mente moderna, ao procu¬rar justificar o pecado, acha difícil entender que Deus não pode estender sua graça aos pecadores até que a santa justiça esteja saciada. Ontem mesmo, foi-me dito que era arrogância sugerir que um popular líder de uma religião oriental (obviamente um bom homem) fosse proibido de entrar no Paraíso. Mas a resposta bíblica é esta: apenas os que foram protegidos da ira de Deus pela morte de Cristo serão salvos. Ou, para expressar isso de modo mais positivo, somente os que possuem a virtude de Cristo como crédito, poderão entrar na presença de Deus.
Até mesmo no Paraíso, a cruz será lembrada. Quando foi permitido a João vislumbrar os céus, ele chorou, porque não foi encontrado alguém que pu¬desse abrir o livro que representava o titulo de pro¬priedade do universo. Mas em seguida lemos:
Então um dos anciãos me disse: "Não chore! Eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos". “Depois vi um Cordeiro, que parecia ter estado morto, em pé, no centro do trono, cercado pelos quatro seres viventes e pelos anciãos" (Ap 5.5,6). Um Cordeiro, que parecia ter estado morto! Martinho Lutero debatia-se freqüentemente con¬tra a incerteza e o Diabo. Ele estava ciente de que somos facilmente iludidos por causa de uma história sobre são Martinho, a figura histórica que havia inspi¬rado seu nome. A história conta que são Martinho teve uma visão de Cristo. Mas quando olhou para suas mãos, a fim de certificar-se de que lá estavam as mar¬cas dos pregos, os furos desapareceram. Então, ele jamais soube se havia encontrado Cristo ou o Diabo. Existem muitos "cristos" nos dias de hoje, mas eles não possuem as marcas dos pregos. Temos pro¬fessores e gurus que nos dizem como obter vida mais feliz e produtiva. Ensinam-nos como "entrar em con¬tato com a parte mais profunda de nosso ser" e como ser espiritual sem ser religioso. No entanto, o que milhões não possuem é um Deus com feridas, um Deus que veio ao mundo sofrer por nossa causa, para que pudéssemos ser reconciliados com o Todo-Po¬deroso. Esse ato fundamental de redenção é tão im¬portante que transformou o imutável. Aliás, o céu está diferente por causa "do Cordeiro que foi mor¬to". O sangue se foi, mas a cicatriz permanece como lembrança de nosso pecado e de sua graça.
Eu hei de reconhecê-lo, eu hei de reconhecê-lo, E redimido ao seu lado eu estarei. Eu hei de reconhecê-lo, eu hei de reconhecê-lo, Pelas marcas dos pregos em suas mãos. Ninguém experimentará o favor eterno de Deus se se desviar da cruz. A cruz é a dobradiça sobre a qual gira a porta da história. E o eixo que sustenta unidos os raios dos propósitos de Deus.
Os profetas do Antigo Testamento apontaram para ela, e os discípulos do Novo Testamento a proclamaram. Quando nos "agarramos à velha e áspera cruz", como nos incentiva o conhecido hino, não o faze¬mos por mero sentimentalismo. A cruz é o cerne de nossa mensagem e o coração de nosso poder para combater as trevas invasoras.

Clamores da cruz
As últimas palavras são sempre importantes. Mas certamente não existem últimas palavras tão importantes quanto as proferidas por Cristo na cruz. Ne¬las, vemos seu coração e seu amor pelo povo que estava sendo salvo por ele. Nesses brados, vemos o lado humano de Jesus. Suas feridas não foram trata¬das para que as nossas fossem. Suas aflições foram imensas para que as nossas fossem levadas embora. Isaías o descreveu: "Sua aparência estava tão desfi¬gurada, que ele se tornou irreconhecível como ho-mem; não parecia um ser humano" (Is 52.14). Ele não pôde ser reconhecido como a pessoa que era. Ele foi vítima de falsas acusações e de violência. Seus oponentes instaram com os romanos para que se li¬vrassem dele. E então seus inimigos se sentiram vingados ao ver os pregos, cheirar o sangue e ouvir os gemidos.
Imagine-o despido e preso pelos pulsos a uma coluna no pátio de Pilatos e então açoitado com chi¬batas que têm bolas de chumbo e lascas de ossos nas pontas. À medida que lhe golpeiam o corpo, formam-se bolhas de sangue, que os repetidos golpes trans¬formam em feridas. E então, a coroa de espinhos é pressionada contra sua cabeça, e o sangue mistura-se ao cabelo emaranhado. Ele tenta carregar a cruz, mas, quando começa a cambalear, Simão de Cirene é forçado a ajudá-lo. No Calvário, suas roupas são arrancadas, e ele sente "uma dor excruciante, como a de milhões de agulhas quentes, abalando o sistema nervoso". Ele então é colocado sobre a própria cruz, e seus executores batem longos pregos quadrados contra seus punhos. "Ao ter o grande nervo central perfurado, ele experimenta "a dor mais intolerável que um homem poderia experimentar [...] cada movimento do corpo sentindo essa terrível dor".
Mesmo em agonia, Jesus ainda era Rei. Mas ele põe de ponta-cabeça nossa visão de majestade. Leia atentamente as palavras de Brooke Foss Wescott: “A soberania demonstrada por Cristo na cruz é uma nova soberania. Destruiu para sempre a fórmula da lei do mais forte. Humilhou a petulância do falso heroísmo. Envolveu com uma dignidade que não perece a integridade do sacrifício. Deixou claro para o coração puro que a prerrogativa da autoridade é servir de forma mais abran¬gente. O Rei divino adquiriu domínio eterno ao morrer.”
Aqui está uma resposta para os que perguntam: "Onde estava Deus quando...?". Acompanhe-me em meus estudos e conheça a história de uma jovem que foi violentada pelo pai e, praticamente, jogada nas ruas aos catorze anos de idade. Agora, tendo aceitado a Cristo como Salvador, ela perguntou: "Onde esta¬va Deus quando me encontrava solitária e sofrendo? Onde ele estava quando meu pai, alcoólatra, nos acor¬dava às três horas da manhã e espancava-nos impiedosamente em nossa cama?". Ela disse ainda: "Sei que Deus é meu Pai, mas parece que ele estava au¬sente quando mais precisei dele". Gentilmente, levei-a por uma jornada no interior do coração de Jesus. No sofrimento de cruz, não encontramos apenas perdão, mas também cura para nossas mais profundas mágoas. Assim como na cruz, ocorre uma permuta pelos nossos pecados — nossos pecados são creditados a Cristo, e sua justiça é credi¬tada a nós —, nossos fardos emocionais também são transferidos para os ombros dele. Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças; contudo nós o consideramos castigado por Deus, por Deus atingido e afligido. Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feri¬das fomos curados (Is 53.4,5). Ele tomou sobre si nossas enfermidades.
Isso não significa viver emocionalmente tranqüi¬los, assim como não podemos viver livres do pecado. Mas podemos ser confortados com a firme convicção de que as piores injustiças da humanidade foram levadas em conta. A cruz foi o maior ato de Deus para nos alcançar, e é aqui que nos identificamos mais intimamente com Cristo. Obviamente, não temos como repetir sua experiência, mas podemos nos iden¬tificar com suas feridas. Conforme aprenderemos, Cristo foi abandonado para que fôssemos acolhidos. Ele experimentou o inferno para que pudéssemos ex¬perimentar o céu.
Ele morreu para que também fôssemos fisicamen¬te curados? Sim, ele nos redimiu por inteiro — corpo, alma e espírito. No entanto, seria um erro presumir que podemos ser curados a qualquer mo¬mento e que temos o direito de "reivindicar a nossa cura". A Bíblia deixa claro o fato de que não vemos a consumação de nossa redenção nesta vida. Assim como derrotou a morte, ainda que tenhamos de sofrê-la, ele também adquiriu para nós um novo corpo, que aguarda a ressurreição. Os que querem tudo neste mundo enganam multidões que caem vítimas da teologia da prosperidade. Nesta vida, recebemos o perdão pelos nossos pecados e o Espírito Santo como um adiantamento da glória futura. Mas o céu ainda não é aqui. A cura física, embora tenha sido compra¬da, ainda deve aguardar.
A cruz lembra que nossa auto-condenação deve ter um fim. Já não precisamos ficar lembrando o passado. Não devemos pensar que Deus nos vê como nós nos vemos. Receber o perdão de Deus e estendê-los aos outros é tanto privilégio quanto responsabi¬lidade. Richard Foster escreveu: "Hoje o coração de Deus é uma ferida de amor aberta. Ele sente dor com nosso distanciamento e se preocupa. Lamenta por não nos aproximarmos dele. Entristece-se por termos esquecido dele. Chora ao ver nossa obsessão por querer mais e mais. Anseia pela nossa presen¬ça".8 Ele foi preso por mim, ferido por mim, rejeita¬do por mim e surgiu em novidade de vida por mim. Dietrich Bonhoeffer estava certo quando disse que a culpa é um ídolo que algumas pessoas se recusam a abandonar. Devemos aceitar com ousadia o que Deus nos oferece, em vez de lhe dar às costas. Alguns acham que estão fazendo um favor a Deus quando se recusam a aceitar seu perdão, raciocinando que ele está tão bravo que prefere não os ver de forma alguma.
Pessoas assim insultam a Deus, pois vivem como se a morte de Cristo não fosse o bastante para seus pecados. Não tenha dúvida. Ele é capaz de salvar todos os que optarem por crer. Suas feridas foram a prova de seu amor. “De sua fronte, pés e mãos vem um amor que faz irmãos. Unem-se nele dor e amor, a coroar o Redentor.”Meu computador sublinha, imediatamente, com uma linha vermelha ondulada todas as palavras que contenham erros de grafia. Algumas vezes ele também sublinha palavras corretamente grafadas, mas a linha vermelha só aparece nas palavras que não estão registradas no programa. O computador que estou usando não reconhece a palavra "quebrantamento". Infelizmente, muitos de nós também não reconhecem essa palavra. Sabemos o que é estar quebrado, mas não experimentamos o quebrantamento, palavra que nos lembra que na cruz se acaba toda auto-exaltação, e somos apresentados ao mistério da von¬tade providencial de Deus para nós. Na cruz, chegamos ao fim da busca egoísta e rejeitamos para sempre a noção de que somos dignos de cooperar com Deus em nossa salvação.
Na África, um incêndio devastou um casebre, queimando rápida e intensamente, e matando todas as pessoas de uma família, exceto uma. Um estranho foi visto correndo para dentro da casa em chamas. Ele tomou um garotinho das chamas, colocou-o em segurança e então desapareceu na escuridão. No dia seguinte, a tribo reuniu-se para decidir o que fazer com o garoto. Talvez, devido a superstições, deduziram que se tratava de uma criança especial, visto que sobrevivera ao incêndio. Um sábio insistiu em adotar o garoto, mas um homem rico considerava-se mais qualificado. Com o decorrer da discussão, um jovem desconhecido dirigiu-se ao centro do círculo e insistiu em que tinha precedência na adoção da criança. Então mostrou-lhes as mãos, queimadas pelo fogo da noite anterior. Era o homem que salvara o menino e por isso insistia em que a criança era sua por direito. Da mesma forma, nosso Salvador, com suas cicatrizes, reivindica-nos para si. Os outros deuses eram fortes, mas tu eras fraco, Eles cavalgavam, mas tu cambaleaste até teu trono Mas com nossas feridas, somente as feridas de Deus podem falar, E nenhum Deus possui feridas, senão somente tu.
Um Deus com feridas! Jesus não se calou na cruz. Se voltarmos nossa atenção para os brados dele, encontramo-nos em solo sagrado. Os brados de Jesus revelam os mais profundos anseios de seu coração. Aqui, vemos o último ato de sofrimento altruísta. Junte-se a mim em uma jornada que nos fará excla¬mar: "Veja como ele nos amava!"


Os Brados da Cruz - Erwin W. Lutzer – Ed. Vida

sexta-feira, 11 de março de 2011

SUPREMA DEDICAÇÃO

Cada indivíduo vive, planeja e se move conforme certo ponto de referência. A visão que uma pessoa tem do mundo, da vida e da eternidade pode ser comparada a uma janela que pode restringir ou permitir uma visão mais ampla. Consequêntemente, todos os conceitos básicos da verdade são circunscritos pela “janela”, a qual chamaremos ponto de referência. “Onde não há visão o povo perece” (Pv 29.18), e quando o ponto de referência é restrito, há uma grande limitação! É impossível uma pessoa viver além da visão que possui; da mesma forma, é impossível alguém se dedicar além do seu maior objetivo.
Dificilmente apreciaremos o ponto de visa de outras pessoas se não nos colocarmos na posição em que ela se encontra a fim de podermos apreciar as coisas a partir da sua perspectiva. É isso que Ezequiel quis dizer quando declarou: “Sentei-me ali... onde eles sentaram...” (Ez 3.15).
Uma experiência recente possibilitou que o escritor tivesse uma compreensão mais clara desse problema. Ele estava conversando com Líder Mormon, que após questioná-lo sobre o a busca de salvação somente para ir para o céu, afirmando que esta era uma posição egocêntrica. Este líder surpreendeu-se ao saber que o autor não pensava assim, mas que partia de um propósito maior e anterior a este somente. Assegurando-lhe que Deus havia revelado em sua Palavra o supremo arcabouço de toda a referência. Embora, como seres humanos, não possamos conhecer todos os detalhes do supremo propósito de Deus, ainda assim explicou-lhe que estava convicto de que Deus tem dado a revelação mais necessária para que cada um de nós ofereça suprema dedicação à realização desse propósito. Passou, então, a esboçar para ele um diagrama simples, abaixo, que ilustra os três pontos de referência mais comuns, e o Supremo Ponto de Referência.



PONTO DE REFEÊNCIA 1: Para os que estão fundamentalmente ocupados com a salvação pessoal, seu ponto de referência se inicia na Queda do homem e finaliza com sua redenção e acesso ao céu. Mas, uma vez que tudo principia com o homem, finaliza com ele e com aquilo que ele pode receber.
PONTO DE REFERÊNCIA 2: Outras pessoas parecem desconsiderar quase totalmente qualquer necessidade de redenção pessoal. Praticamente ignoram que a Queda e passam a envolver-se apenas no estabelecimento do Reino de Deus, como os Testemunhas de Jeová.
PONTO DE REFERÊNCIA 3: Ainda existem os que iniciam com o Deus Eterno como Criador. Ao iniciarem neste ponto, Deus em Sua criação no Gênesis, procuram razão e significado para a existência desta vasta criação.
PONTO DE REFERÊNCIA 4: Finalmente, chegamos ao Supremo Ponto de Referência. Se ainda não percebemos, fiaremos surpresos ao constatar que ele se inicia “lá atrás”, no próprio coração do Pai, não meramente na fundação do mundo, mas antes de ele ser fundado – “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo,” (Ef 1.3) o qual é a razão primeira de todas as razões. Não foi a Queda do homem que determinou todas as coisas, nem o desejo de Deus em ter um Reino, nem mesmo Seu plano para uma nova criação – foi a natureza Paternal de Deus que determinou Sua principal motivação, Seu propósito eterno e Sua suprema dedicação. Finalmente, a realização suprema de Deus Lhe trará a satisfação da qual Seu coração de Pai é tão digno.
Que ponto de referência poderia ser maior do que aquele que inicia com o Pai eterno e finaliza com a Nova Jerusalém, a habitação de Sua enorme família que trará honra, glória, prazer e satisfação a Ele e ao Seu Filho e ao Espírito Santo? Nesse ponto de referência vemos a importância da salvação (uma vez, de fato, houve a Queda); vemos o reino, ; vemos a Nova Criação; mas também vemos o Pai e a sua imensa família. É esse ponto de referência que dá significado apropriado a todas as demais coisas.
Leia uma vez mais as palavras de Paulo em Romanos 8 e veja se agora lhe parecem mais significativas: “É claro, também... que no final temos cumprido nossa plena filiação nEle. Além disso, sabemos que aqueles que amam a Deus, e que são chamados segundo o Seu plano, tudo o que acontece redunda em bem. Na Sua presciência Deus escolheu-os para ingressarem na família conformadamente ao seu Filho, que se tornará o primogênito de família de muitos irmãos. Ele escolheu há muito; e quando chegou o tempo devido, os chamou; Ele os fez justos aos olhos dEle e elevou-os ao esplendor de uma vida conforme a do Seu Filho” (Rm 8.28-30, J.B, Phillips).
Viver na glória de tudo o que Ele um dia realizará em nós faz com que esqueçamos não apenas nossos sofrimentos presentes, mas também nossos objetivos e ambições particulares. Tudo que antes nos parecia tão urgente e importante passa agora a se ajustar ao Supremo Propósito.
Portanto, a que devemos nos dedicar? Temos entendido que é a própria verdade que nos libertará de nos dedicarmos a algo menor do que Seu propósito. Agora que nos movemos no rio onde podemos enxergar todas as coisas do Seu próprio ponto de vista, não podemos fazer outra coisa a não ser dedicar-nos a cooperar com Ele na realização do Seu glorioso plano e SUPREMO PROPÓSITO.
“Ora, aquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória, ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém.” (Judas 24,25, Weymouth).

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Reavivamento, obra soberana de Deus

Reavivamento é uma obra soberana de Deus. A igreja não produz reavivamento; ela o busca e prepara seu caminho. A igreja não agenda reavivamento; ela ora por ele e aguarda sua chegada. Reavivamento não é estilo de culto, nem apenas presença de dons espirituais ou manifestações de milagres. O Salmo 85 trata desse momentoso assunto de forma esclarecedora. O salmista pergunta: “Porventura, não tornará a vivificar-nos, para que em ti se regozije o teu povo?” (Sl 85.6). Dr. Augustus Nicodemus, em recente mensagem pregada em nossa igreja, ofereceu-nos quatro reflexões acerca do versículo em epígrafe.
1. Reavivamento é uma obra de Deus na vida do seu povo. Reavivamento não acontece no mundo, mas na igreja. É uma intervenção incomum de Deus na vida do seu povo, trazendo arrependimento de pecado, volta à Palavra, sede de santidade, adoração fervorosa e vida abundante. Reavivamento começa na igreja e transborda para o mundo. O juízo começa pela casa de Deus. Primeiro a igreja se volta para Deus, então, ela convoca o mundo a arrepender-se e voltar-se para Deus.
2. Reavivamento é uma obra exclusiva de Deus. Os filhos de Coré clamaram a Deus por reavivamento. Eles entenderam que somente Deus poderia trazer à combalida nação de Israel um tempo de restauração. Nenhum esforço humano pode produzir o vento do Espírito. Nenhuma igreja ou concílio pode gerar esse poder que opera na igreja um reavivamento. Esse poder não vem da igreja; vem de Deus. Não vem do homem; emana do Espírito. Não procede da terra; é derramado do céu. Laboram em erro aqueles que confundem reavivamento com emocionalismo. Estão na contramão da verdade aqueles que interpretam as muitas novidades do mercado da fé, eivadas de doutrinas estranhas às Escrituras, como sinais de reavivamento. Não há genuína obra do Espírito contrária à verdade revelada de Deus. O Espírito Santo é o Espírito da verdade e ele guia a igreja na verdade. Jamais ocorreu qualquer reavivamento espiritual, produzido pelo Espírito de Deus, dentro de seitas heterodoxas, pois Deus não age contra si mesmo nem é inconsistente com sua própria Palavra.
3. Reavivamento é uma obra extraordinária de Deus. O reavivamento não é apenas uma obra de Deus, mas uma obra extraordinária. É uma manifestação incomum de Deus na vida do seu povo e através do seu povo. Deus pode fazer mais num dia de reavivamento do que nós conseguimos fazer num ano inteiro de atividades, estribados na força da carne. Quando olhamos os reavivamentos nos dias dos reis Ezequias e Josias, vemos como o povo se voltou para Deus e houve júbilo e salvação. Quando contemplamos o derramamento do Espírito no Pentecostes, em Jerusalém, vemos como a mensagem de Pedro, como flecha, alcançou os corações e quase três mil pessoas se agregaram à igreja. Quando estudamos o grande reavivamento inglês, no século dezoito, com John Wesley e George Whitefield constatamos que uma nação inteira foi impactada com o evangelho. O mesmo aconteceu nos Estados Unidos no século dezenove e na Coréia do Sul no século vinte. O reavivamento é uma obra incomum e extraordinária de Deus e nós precisamos urgentemente buscar essa visitação poderosa do Espírito Santo na vida da igreja hoje.
4. Reavivamento é uma obra repetida de Deus na história. É importante entender que o Pentecostes é um marco histórico definido na história da igreja. O Espírito Santo foi derramado para estar para sempre com a igreja e esse fato é único e irrepetível. Porém, muitas vezes e em muitos lugares, Deus visitou o seu povo com novos derramamentos do Espírito, restaurando sua igreja, soprando sobre ela um alento de vida e erguendo-a, muitas vezes, do vale da sequidão. Nós precisamos preparar o caminho do Senhor e orar com fervor e perseverança como o salmista: “Porventura, não tornarás a vivificar-nos, para que em ti se regozije o teu povo?” O reavivamento é uma promessa de Deus e uma necessidade da igreja. É tempo de clamarmos ao Senhor até que ele venha e restaure a nossa sorte!

Rev. Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Visão Celestial, Responsabilidade e Ministério Espiritual

Para vivermos Seu Propósito Eterno, estarmos debaixo do Seu governo e agirmos pelo Seu ordenamento, o Senhor tem nos levado à Sua Palavra com mais seriedade, profundidade a fim de termos mais iluminação da revelação que já está completada nas Escrituras. À semelhança do apóstolo Paulo (Atos 9 e 26), Ele tem nos aberto os olhos espirituais para a Visão Celestial que é Cristo, o Cabeça, e a Igreja, Seu corpo, ou Sua noiva (Ap 19).
Quando recebemos a Visão Celestial, consequentemente é nos dispensada, pelo Pai, a Responsabilidade Espiritual, que implica em nossa resposta ao governo e a ordenação do Senhor para os seus filhos, através de Sua Palavra, e nos leva ao desenvolvimento da vocação (Ef 4.1), para a qual nos fomos predestinados, chamados, justificados, para a glória de Deus Pai, em Cristo Jesus (Rm 8.30).
Entretanto à medida que vamos sendo iluminados no nosso entendimento, para a revelação do Supremo Propósito de Deus, conhecemos, também, o nosso Ministério Espiritual, que nos é revelado a partir do capítulo 44 do Livro de Ezequiel, onde nos é ensinado pelo Próprio Deus, nas palavras do profeta que o Ministério Espiritual é composto de duas verdades, ou duas partes, onde a segunda deve ser uma consequência da primeira. Essas duas partes são encontradas no versos15 a 17de Ezequiel 44: “Mas os sacerdotes levitas, os filhos de Zadoque, que cumpriram as prescrições do meu santuário, quando os filhos de Israel se extraviaram de mim, eles se chegarão a mim, para me servirem, e estarão diante de mim, para me oferecerem a gordura e o sangue, diz o SENHOR Deus. Eles entrarão no meu santuário, e se chegarão à minha mesa, para me servirem, e cumprirão as minhas prescrições. E será que, quando entrarem pelas portas do átrio interior, usarão vestes de linho; não se porá lã sobre eles, quando servirem nas portas do átrio interior, dentro do templo.” A primeira parte esta na declaração – “, eles se chegarão a mim, para me servirem, e estarão diante de mim, para me oferecerem a gordura e o sangue, diz o SENHOR Deus. Eles entrarão no meu santuário, e se chegarão à minha mesa, para me servirem,”. Aqui o Senhor estabelece a prioridade do sacerdote – ministério ao Senhor. Serviço a Ele, no Seu santuário, na Sua mesa, que é chegar-se a Ele, adorá-Lo, ministrar a Ele a “gordura” – o melhor, o principal, a melhor parte, o melhor tempo, a melhor hora, as primícias de tudo. Estar em Sua presença, conhecendo-O. Esta é a primeira parte do Ministério Espiritual. “A segunda vem da primeira, que é o Ministério à Casa de Deus –”, e cumprirão as minhas prescrições. “E será que, quando entrarem pelas portas do átrio interior, usarão vestes de linho; não se porá lã sobre eles, quando servirem nas portas do átrio interior, dentro do templo.”. O trabalho que podemos fazer, o dom que recebemos para ministrar à Igreja, ao povo de Deus, no átrio inferior, no serviço aos santos.
Minha oração e petição para esse novo ano que se inicia, é que o Espírito Santo nos conduza mais e mais no conhecimento, na revelação do que é Visão Celestial, Responsabilidade Espiritual, e Ministério Espiritual, para que possamos crescer rumo à maturidade cristã e assim seja o Senhor mais e mais glorificado através de nossa vida pessoal, nas nossas famílias, na congregação e que Ele seja conhecido através de nós em todo o lugar onde nos relacionemos com pessoas, que são também o alvo da grande e poderosa salvação que nos alcançou. Isto sim é um próspero ano novo. Graça e Paz… Douglas Bataglião

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

TRÊS REAÇÕES AO NATAL


Introdução - Ler Mat. 2:1-12...
As pessoas reagiram ao nascimento de Cristo de diferentes maneiras...

I. Herodes ficou perturbado (v.3).
A. Ele afligiu-se com a idéia de um rival em potencial para o seu trono... O astuto monarca foi despertado diante da notícia trazida pelos magos.
2. Inúmeros assassínios haviam manchado seu caminho ao trono.
3. Sendo estrangeiro, era odiado pelo povo sobre quem governava.
4. Caso este novo Príncipe ganhasse o coração do povo, seu governo déspota estaria arruinado.

B. O temor espalhou-se...
1. "... toda Jerusalém" perturbou-se "com Ele" v.3.
2. É fácil entender a razão desta agitação entre o povo.
3. As pessoas que habitavam Jerusalém estavam familiarizadas com as atrocidades que Herodes era capaz de cometer.
4. Temendo um tumulto, ele bem que poderia decretar o massacre de centenas ou milhares de pessoas.

C. O temor experimentado por Herodes finalmente o levou a mandar "matar todos os meninos que haviam em Belém... de dois anos para baixo..." v.16.
1. Tal ato tão hediondo estava de acordo com o seu caráter insensível.
2. Esta crueldade foi um dos últimos atos de sua vida.
a. Pouco tempo depois ele foi obrigado a submeter-se àquela condenação que ninguém pode desviar.
b. "Teve morte terrível" (D.T.N., 56).
3. Em sua ganância, perdeu o trono e deixou de conhecer ao Salvador.

D. Muitas pessoas hoje também ficam perturbadas com o Natal, com o nascimento do Salvador.
1. Isto acontece quando vêem a Cristo como um rival em potencial para o trono de suas vidas.
2. Elas também se perturbam quando entendem o que significa realmente o senhorio de Cristo.
3. Finalmente se perturbam quando ouvem o desafio para suportarem a cruz e serem Seus discípulos.

II. A reação dos líderes religiosos judeus foi de indiferença (vs. 4-6).
A. Herodes perguntou-lhes "onde havia de nascer o Cristo" v.4.
1. Os líderes religiosos deram-lhe a resposta correta.
a. Citaram a profecia (v.5).
b. Apontaram Belém como sendo o local do glorioso nascimento.
2. Porém, recusaram-se a buscar "o Cristo" por si mesmos.
a. Nem mesmo iriam a Belém, a ver se estas coisas eram assim...
b. O orgulho e a inveja fecharam seus corações para "a luz verdadeira, que alumia a todo homem" (Jo.1:9).
c. Eles consideraram as novas trazidas pelos magos como fanatismo e portanto indignas de atenção.
d. Seu orgulho e obstinação cresceram até culminarem em decidido ódio contra o Salvador.
B. Muitas pessoas ainda hoje reagem com indiferença à mensagem do Natal.
1. Muitos ainda celebram o Natal sem Cristo...
2. Não procuram ao Salvador...
3. Natal hoje, com muita freqüência, é símbolo de Papai-Noel, compras, presentes, festas e tudo o mais...

III. Porém, a reação dos "magos" foi de adoração (v.11).
A. Sozinhos partiram de Jerusalém.
1. Não sabiam, como os pastores que foram informados pelo anjo (Luc. 2:8-12), que a Criança era humilde...
2. Chegando a Belém não encontraram nenhuma guarda real protegendo o recém-nascido Rei.
3. Nenhuma grande autoridade terrena estava presente.
4. Jesus estava deitado numa manjedoura.
a. O Rei dos reis fora colocado num cocho para animais.
5. Mas, apesar de tudo isso quando viram o Menino "prostrando-se, O adoraram" Mat. 2:11.
a. Através da humilde aparência exterior de Jesus, reconheceram a presença da Divindade.
B. Deram-lhe o coração como a Seu Salvador, apresentando então suas dádivas... (v.11).
1. Ouro...
a. Símbolo da "fé que opera por amor". P.J., 158.
2. Incenso...
a. Símbolo da "fé sincera e incontaminada". C.P.P.E., 54.
3. Mirra...
a. A mirra pode representar a preciosidade da fé que se apóia em Cristo "como o Messias prometido". C.P.P.E., 54.
C. Os cristãos verdadeiros sempre responderão ao Natal com louvor e ação de graça.
1. Eles cantarão um cântico cheio de significado.
a. Ler Sal. 40:1-3...
b. Quando o Espírito de Deus controla a mente e o coração, a alma convertida entoa um novo cântico...
c. Canta um novo cântico porque reconhece que a promessa de Deus se tem cumprido em sua experiência...
d. Reconhece que sua transgressão foi perdoada e seu pecado coberto (A.A., 476).
2. Eles orarão com o coração cheio de agradecimento.
3. Eles oferecerão seus talentos e dons generosamente.
4. Eles oferecerão um culto "vivo, santo e agradável a Deus". Rom. 12:1.

Conclusão:
1. Herodes reagiu ao nascimento de Cristo com ira...

2. Os líderes religiosos consideraram "as novas de grande alegria", mera superstição...

3. Apenas os magos, aqueles que eram considerados pagãos, receberam o Rei Menino de coração...

4. Como você reage nesta ocasião?

5. Deixará que Cristo renasça em seu coração?

Pr. Mauro Bueno - Direitos Autorais - AP

sábado, 23 de outubro de 2010

A explicação da Igreja

T. Austin-Sparks

Publicação: 22/10/2010 http://www.celebrandodeus.com.br/

"O pensamento e a mente de Deus é somente isto, "Cristo, tudo em todos"
O que é a igreja? O pensamento de Deus não é o Cristianismo; não é o de ter igrejas como centros organizados do Cristianismo; não é a propagação do ensino e empreendimento cristãos. O pensamento de Deus é o de ter um povo na terra no qual, e no meio do qual, Cristo é tudo em todos. Esta é a igreja. Temos que revisar nossas idéias. No pensamento de Deus a igreja começa e termina com isto – a absoluta supremacia do Senhor Jesus Cristo. E o que Deus está sempre buscando é juntar aqueles de Seu povo que mais completamente concretizarão este pensamento dele, e serão para Ele a satisfação de Seu próprio desejo eterno: o Senhor Jesus em todas as coisas tendo a preeminência e sendo tudo em todos. Ele ignora a grande instituição, a assim chamada "Igreja", e está com aqueles que em si mesmos são de um humilde e contrito espírito e que tremem diante de Sua palavra, e nos quais o Senhor Jesus é o único objeto de reverência e adoração. Estes satisfazem o coração de Deus. Estes, para Ele, são a resposta à Sua eterna busca.

Vocês percebem que a Palavra de Deus diz isto. Vejam novamente Cl 3:11: "no qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos". Eles têm se revestido "do novo homem, que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou". Observem atentamente estas palavras e vocês entenderão que este é o homem corporativo, a Igreja, o Corpo de Cristo, "a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas" (Ef 1:23). E ali, naquele homem corporativo, não pode haver grego ou judeu. Note as palavras. Não diz que gregos e judeus se unem em uma abençoada comunhão. Não, não há nacionalidades na igreja; temos nos livrado de todas as nacionalidades, e agora temos um novo homem espiritual, uma nova criação, onde não pode haver grego, judeu, escravo, livre. Todas as distinções terrenas se foram para sempre – é um novo homem. O braço direito não é um ju deu e o braço esquerdo um grego!

Não, isto passou. Nesta Igreja há apenas um novo homem – não uma combinação onde anglicanos, metodistas, batistas, congregacionais e todo o resto se juntam e esquecem suas diferenças por um tempo; isto não é a Igreja. Na Igreja estas diferenças não são meramente cobertas por um tempo – elas não existem. Há um Corpo, um Espírito. A Igreja é isto, "Cristo é tudo em todos". Tenha isto e tem-se a Igreja. Chamar qualquer outra coisa de Igreja e deixar isto de fora é uma contradição. Testem-na através disto.

Se é verdade que a vida cristã conforme o pensamento e a mente de Deus é somente isto, "Cristo, tudo em todos", então somos eu e você verdadeiros cristãos? Pois temos visto que mediante a cruz nós desaparecemos para dar lugar para o Senhor Jesus. Agora, se professamos ter vindo pelo caminho do Calvário até o Senhor, a implicação é que desaparecemos por intermédio desta cruz, para que Cristo seja tudo em todos.

O que pensar? Queremos nós um pedacinho do mundo? Nós ainda voluntariamente nos apegamos a esta ou aquela coisa fora do Senhor, porque o Senhor Jesus não tem nos satisfeito plenamente e precisamos ter um contrapeso? Um cristão mundano é uma contradição de termos. Ter um pouquinho de algo fora de Cristo é negar o Calvário e permanecer diretamente em oposição ao eterno propósito de Deus referente a Cristo. Você assume esta responsabilidade? Deus determinou isto desde toda a eternidade no referente a Seu Filho. Podemos nós professar pertencer ao Senhor Jesus e ao mesmo tempo ainda não ser verdade que Ele é tudo em todos para nós? Se podemos, há algo errado, há uma negação, uma contradição. Estamos nos opondo ao pensamento e propósito de Deus. É verdade que Ele é tudo em todos? Ele será isto se tomarmos todo o caminho.

Oh! Estas sugestões sutis que estão sempre sendo sussurradas em nossos ouvidos, que se desistirmos disto ou daquilo iremos nos arruinar, e a vida será mais pobre, e seremos reduzidos até que nada tenha restado. É uma mentira! É isto que contrapõe o grande pensamento de Deus sobre nós. O pensamento de Deus sobre nós é que alguém, nada menos que Seu Filho, Jesus Cristo, em Quem toda a plenitude da divindade habita em forma corpórea, seja a nossa plenitude. Toda a plenitude de Deus em Cristo para nós! Você nunca obterá isto ao rejeitá-lo. A vida será muito menos do que precisa ser se você não for até o fim com o Senhor. E o que se obtém em matéria de nossa consagração ao Senhor, nosso inteiro e completo abandono a Ele em nossa vida, nosso deixar completamente tudo que não é do Senhor, isto se obtém no domínio do serviço. Esta carne ama se jactar na obra cristã, e nos diz que se passarmos a ser dependentes do Senhor nós passaremos a ter um tempo de ansiedade. Mas uma vida de dependência de Deus pode ser uma vida de contínuo romance. É ali que fazemos descobertas que são constantes maravilhas.

Você pode estar quase morto num minuto e no seguinte o Senhor lhe dá algo para fazer e você fica muito vivo, dependendo dele para cada respiração sua. Assim você vem a conhecer o Senhor. Mas, depois daquela experiência, você se torna de novo inútil e morto por um tempo, contudo você se lembra de que o Senhor fez algo. Então Ele faz de novo; e a vida se torna um romance. Ninguém pensaria que você estava dependendo do Senhor para sua própria respiração. É algo muito abençoado saber que o Senhor está fazendo isto, quando você não pode fazê-lo de jeito nenhum – é humana e naturalmente impossível, mas o Senhor o está fazendo!

Prossigamos, amados, no assunto da Igreja. Apliquem o teste. Não estou falando com julgamento ou censura, nem tenciono discriminar num sentido errado, mas deixe-me ser fiel – para nós, nossa comunhão deve estar onde o Senhor Jesus é mais honrado. Nossa comunhão deve estar onde Deus tem o que é seu mais plenamente, onde Cristo é tudo em todos. Nós não podemos estar presos por tradições, por coisas que levantam um clamor e assumem uma denominação. Onde o Senhor é mais honrado, aí é onde nossos corações devem estar; onde tudo o mais é feito subserviente a apenas isto: "Cristo, tudo em todos". Este é o pensamento de Deus sobre a Igreja, e este deve ser o lugar aonde nossos corações gravitam. O lugar onde Deus vai registrar Seu testemunho e trazer o impacto deste testemunho sobre outros será encontrado onde o Senhor Jesus é mais honrado. E vocês perceberão que onde houver pessoas famintas vocês terão oportunidade de ministério se v ocês estiverem completamente em acordo com o propósito de Deus referente a Seu Filho.

9. Vivenciando tudo

Lembre-se que tudo relacionado ao cristão é experimental. Tudo em relação ao Senhor Jesus é essencialmente experimental. Não é apenas doutrina. Não é questão de credo. Não é que aceitemos certas declarações de doutrina ou credo, e que somente por isto sejamos trazidos a um relacionamento com o Senhor Jesus. Nós não nos tornamos cristãos por aceitar declarações doutrinárias ou credos ortodoxos, ou fatos sobre o Senhor Jesus. A Igreja não se constitui sobre estes parâmetros, embora a Igreja defenda certos princípios. A experiência tem que ser operada na vida, você deve ser tornar parte dela e ela parte de você. Não é suficiente crer que Cristo morreu na cruz. Isto deve se aplicar aqui em nossas vidas tornando-se uma experiência, uma poderosa e operante força e fator em nosso ser. A igreja não é constituída sobre uma base de declarações doutrinárias. Você não pode juntar pessoas e dizer: "isto parece perfeitamente confiáv el, constituiremos nossa igreja sobre esta base". Você não pode fazer isto.

A Igreja é aquela na qual a verdade tem sido operada, na qual ela tem se tornado experimental. Credos não podem nos manter juntos quando o inferno se levanta para nos dividir. Não, o credo mais ultra-fundamentalista não tem conseguido manter as pessoas juntas. A unidade do Espírito é algo trabalhado lá dentro. A menos que seja assim, nada pode resistir contra os espíritos de divisão e cismas que estão por aí. Tudo precisa ser experimental, não apenas doutrinário ou confessional.

Agora, é aqui onde você chega à realidade de Deus. É uma coisa cantar hinos sobre Cristo ser tudo em todos, olhar para isto como algo objetivo e concordar com isto; mas é outra coisa ser trazido experimentalmente ao lugar onde a verdade realmente opera. Há muitos que dirão hoje "sim, isto está certo. Cristo é tudo em todos", e amanhã de manhã, quando você os toca sobre algum assunto melindroso em que suas preferências estão envolvidas, você percebe que Cristo não é tudo em todos. Temos que chegar a isto pela experiência. Que o Senhor nos dê graça para isto.

O apelo final que faço é que nós todos busquemos novamente a entronização do Senhor Jesus como supremo Senhor em nossos corações, em cada parte de nossa vida, em todos os nossos relacionamentos; que se houver algo que temos segurado, que deixemos ir; se temos tido qualquer reserva, que a quebremos agora; se temos sido menos que completamente comprometidos com Ele, de agora em diante isto não seja mais assim, mas que Ele seja tudo em todos, a partir de agora. Este deve ser nosso entendimento, nosso compromisso com o Senhor. Fará você isto? Peça ao Senhor para quebrar cada amarra que está no caminho de Ele ser tudo em todos. Estamos preparados para isto?

Que o Senhor nos dê graça.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

II - O GOVERNO DE DEUS


O governo de Deus é uma expressão da Sua vontade, uma vontade que rege. Sua vontade é uma ordenação, que requer de nós uma resposta. Resistir ao governo de Deus é resisistir a Sua vontade, a Sua ordem, é não ter uma motivação reta para com a Sua ordenação.

ASPECTOS DO GOVERNO DE DEUS
 Pelo pecado o coração do homem tornou-se rebelde e obstinado, que rejeita o governo de Deus e resiste à Sua ordenação.
 A regeneração e o crescimento na graça, o amadurecimento do cristão, a santificação é que promove a nossa submissão à vontade e ao governo de Deus.

GOVERNO – definição
 Se não houver governo, não haverá segurança, não haverá ordem, nem paz.
 A falta de segurança, de paz, de ordem é fruto da falta de governo, ou de governo desvirtuado do real significado do que é governo, segundo a criação de Deus.
 Vemos e vivemos num mundo desgovernado, por isso há medo, insegurança, falta de paz.
 Por causa do pecado o homem está em desgoverno, seja em qualquer tipo de sistema político de governo. Se houvesse governo humano perfeito, não haveria necessidade de salvação.
 Na vida espiritual acontece a mesma coisa, se não estamos sob o governo de Deus, somos pessoas espiritualmente e emocionalmente inseguros, medrosos, temos falta de propósito, não temos paz, Pv 29.18 diz – “onde não há visão, o povo se corrompe;…” onde não há governo há corrupção, há “cabelo desgrenhado, desalinhado”, sentido real da palavra neste texto.
 Deus é um conquistador, um marido integral. Ele quer todas as esferas de nossas vidas sob o seu governo.
 O governo de Deus, portanto, deve ser visto em todas as áreas da existência: na Criação, na Redenção, no Lar, na Igreja, no Culto,…


DEUS ESTABELECEU O SEU GOVERNO ATRAVÉS DA SUA VONTADE, OU PROPÓSITO
O governo de Deus é absoluto e é eterno – “Quem lhe entregou o governo da terra? Quem lhe confiou o universo?” (Jó 34:13)
UNIVERSO – UNI – (um, uno, único)
– VERSO – (versão, propósito, vontade) - (veja anexo no final da apostila)

O universo foi criado para que seja cumprida “uma vontade”, “uma versão única”, “um propósito único”.

Ir contra o governo de Deus é ir contra a Sua vontade, contra o Seu propósito. Toda vez que há rebeldia contra o Seu governo, sempre resultará em disciplina, haverá sansão, implicará juizo.

Nossa mais perfeita felicidade é cumprir a vontade de Deus, éssa deve ser sempre a fonte de nosso prazer - Rm 12.2b – “, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”
Salmos 40:8 – “agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei.”
Quando um filho se rebela contra a ordem do seus pais, quando uma mulher não se submete ao seu marido, quando um marido não ama; cuida; ou protege a sua esposa e família, quando um empregado não se submete ao seu patrão, quando um patrão não trata com dignidade ao seu empregado, quando um cidadão quebra uma regra de sua sociedade, esta pessoa está se rebelando contra o governo de Deus, pois foi Ele que estabeleceu o princípio de governo em todas as esferas da vida espiritual, da vida em sociedade, na vida da igreja, na família. Toda autoridade é delegada por Deus – João 19:10-11 – “Então, Pilatos o advertiu: Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar? Respondeu Jesus: Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada; por isso, quem me entregou a ti maior pecado tem.”

2 – DEUS CRIOU O HOMEM PARA QUE SEU PROPÓSITO, SUA VONTADE FOSSE CUMPRIDA NO UNIVERSO

v. 14-15 - Nossa vida não foi obra do acaso, foi estabelecida antes da fundação do mundo – “assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo,… ” (Ef 1.4a), e criada por Deus para cumprimento do seu Eterno propósito, em Cristo Jesus. Essa é a determinação de sua vontade e devemos nos submeter a essa governo, ou vontade soberana – “nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Ef 1.5).

Deus rege o Universo e em sua mão está o cetro, a vara e o cajado. Jesus é o Supremo pastor que tem toda a autoridade nos céus e na terra e debaixo da terra. Ele rege com a vara e o cajado (Salmo 23). Vara para a disciplina e punição (Jo 14.6 – Verdade). Cajado para apascentar, conduzir, resgatar (Jo 1.17 – Amor).

A criança é sempre é desequilibrada. E quando somos imaturos ou crianças espiritualmente, tendemos ver Deus somente como o Deus da vara; o punidor, ou então, por outro lado, somente O vemos como o Deus do amor; do cajado. Por causa desse nosso desequilíbrio, frequentemente vemos graça, mas não vemos governo, vemos cajado, mas não vemos vara. O escritor de Hebreus deveria estar pensando assim, quando diz que o alimento sólido é para os que são maduros (huios, grego) – (Hb 5.13-14).

Deus nos introduziu no Seu governo através da graça, por meio de Jesus Cristo, somos salvos, mas muitas vezes encontramos em nós, nas nossas atitudes e princípios falta deste governo de Deus. Quando nos encontramos desequilibrados, infelizes, inseguros com medos, isto é evidência da falta do governo de Deus em nossas vidas. Confira o que diz o Salmo 66.7 – “Ele, em seu poder, governa eternamente; os seus olhos vigiam as nações; não se exaltem os rebeldes.”


3 – EM JESUS ESTÁ O GOVERNO E A VONTADE DE DEUS PARA NÓS
Isaías 9.1-7 – “1 Mas para a terra que estava aflita não continuará a obscuridade. Deus, nos primeiros tempos, tornou desprezível a terra de Zebulom e a terra de Naftali; mas, nos últimos, tornará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, Galiléia dos gentios. 2 O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz. 3 Tens multiplicado este povo, a alegria lhe aumentaste; alegram-se eles diante de ti, como se alegram na ceifa e como exultam quando repartem os despojos. 4 Porque tu quebraste o jugo que pesava sobre eles, a vara que lhes feria os ombros e o cetro do seu opressor, como no dia dos midianitas; 5 porque toda bota com que anda o guerreiro no tumulto da batalha e toda veste revolvida em sangue serão queimadas, servirão de pasto ao fogo. 6 Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, 7 para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto.”
Este texto foi citado por Mateus no capítulo 4.15-16 quando falou que Jesus veio trazer o Reino dos céus, isto é, o governo de Deus aos homens.

v.2 - A alusão a trevas neste verso é uma figura da falta de governo. A luz na Bíblia é uma tipologia de governo.

No verso 6, Isaías declara “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu” – aqui o profeta, provavelmente está se referindo as duas naturezas de Jesus Cristo, “um menino nos nasceu” – fala se sua natureza humana. Deus não nasce, Ele é eterno, “um filho se nos deu” – novamente a palavra “huios”, filho maduro, um filho não criado (Jo 3.16).

E o verso continua dizendo – “o governo está sobre os seus ombros”. Como a descendencia de Davi, segundo a promessa, Ele veio para trazer graça, salvação, perdoar pecados, livrar do inferno, da ira de Deus e nos capacitar a vivenciár o Seu governo, pois éramos inimigos e rebeldes contra Deus (Rm 5.10 ; Cl 1.21; Tt 2.11-14)

Jesus veio trazer o Seu governo sobre os rebeldes, incluindo-os na cruz, trazendo-os pela graça, para dentro do Seu governo. “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do Seu amor” (Cl 1.13) – isto é troca de governo.

Mas o seu governo não é implantandado em nós compulsoriamente, deve ser desejado e conquistado com disposição passo a passo “…, dispõe-te, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel. Todo o lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu prometi a Moisés”(Js 1.2-3). “Mas a vereda do justo é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Pv 4.18).

Jesus não é apenas nosso Salvador, mas também é nosso Senhor, Isaías ainda diz – “o governo está sobre os seus ombros”, e relata os atributos deste que tem o governo:
“maravilhoso” – único, especial. “conselheiro” – consolador, unção. “Deus forte” – como nenhum outro. “Pai da eternidade” em primeiro lugar – o que era antes da eternidade, o incriado, o autoexistente. Em segundo o – Pai dos que foram chamados para ter vida eterna.
“príncipe da paz” – só governo pode trazer paz verdadeira e duradoura.

V.7 – “para que se aumente o seu governo”. Jesus seria rejeitado pelo seu povo e pelos seus opositores, andou debaixo do desgoverno humano causado pelo pecado. Quando ressucitou chamou muitos filhos para debaixo do Seu governo. Desde o início da igreja, até hoje Ele governa sobre o seu povo. Na Sua segunda vinda governará sobre todas as nações por 1.000 anos. Seu governo vai aumentando dia a dia através da conversão e da submissão voluntária dos seus servos à Sua vontade. Finalmente abrangerá tudo, todas as nações, pessoas, e seres espirituiais, portanto, todo o universo. E o resultado do seu governo será paz, segurança e tranquilidade – “, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre… ”


4 – COMO EXPERIMENTAR O GOVERNO DE DEUS NÁ PRÁTICA?

4.1. Separação – precisamos dar um não para o que Deus tem mandado a nós pela Sua Palavra. A igreja tem que ser diferente, EK-KLESIA, “EK – para fora; KLESIA – assembléia. Pela própria definição de seu nome, a igreja deve ser um corpo diferente do mundo, fora do mundo, separada do mundo. A igreja deve ser sal, deve ser luz para o mundo, deve fazer a diferença (Mt 5.14-16).

4.2. Unidade – Unidade fala de um só propósito, uma só motivação. Sem unidade não há governo. Unidade é a expressão do governo. Quando há ciúmes, disputas, disssenções, facções, há quebra da unidade, portanto há desgoverno em todas as esferas de nossos relacionamentos– “como andarão dois juntos se não houve entre eles acordo(unidade)” (Amós 3.3).

4.3. Relacionamentos Estáveis – Em Neemias capítulo 7 vemos que já haviam sido restauradas as estruturas os muros, o templo, os utensílios, o serviço, mas a cidade precisava de vida, de pessoas, de relacionamentos fortalecidos, esta é mais uma tipologia da igreja do Novo Testamento. Igreja e família são os lugares onde os laços são fortes, até mesmo mais fortes do que com parentes consanguíneos. Onde irmãos e irmãs, conjuges e vizinhos tem compromisso uns com os outros, compromisso com a igreja, com o serviço para igreja.

4.4. Amor resturado – em Neemias 8 podemos ver o resultado da restauração como o amor por Deus, pela Palavra e o governo de Deus estabelecido.

Tudo isso é o resultado do Governo de Deus, que é estabelecido e aumenta dia a dia.

Até que ponto o governo de Deus está aumentando em sua vida pessoal, na sua família, na assembléia que você se reune, no serviço que você presta ao Senhor?

sábado, 9 de outubro de 2010

O Propósito, Governo e Ordem de Deus!




O PROPÓSITO DE DEUS - Não é preciso ir tão longe para reconhecer que a maior parte da igreja vive sem saber por que existe. Muitos testemunhos e pregações partem da queda do homem e enfatizam a necessidade de sua restauração. Há muito pouca referência ao glorioso programa de Deus e a Sua suprema realização, seu beneplácito (Ef 1. 5,9). É imperativo termos um ponto de partida correto se quisermos manter as coisas em um apropriado contexto de referência, para o propósito da criação do Universo, para a formação do homem, da nação de Israel, ou mesmo da Igreja e da família.
É importante reconhecermos o antes e o depois de Deus. Devemos voltar no tempo, até o coração de Deus antes que Ele criasse qualquer coisa, antes da redenção ser necessária e perguntar – Qual éra o propósito de Deus naquele tempo, antes que Ele começasse quaisquer das Suas atividades na terra e no céu? Qual era o Seu profundo desejo e a intensão naquele grande “antes”? O que estava “na folha de papel em branco” do Seu coração, antes de Ele começar o Universo?
Enquanto nos faltar a compreensão do supremo propósito de Deus, ficaremos centrados em meios e métodos e jamais compreenderemos plenamente as verdadeiras dimensões, o significado da vida e o propósito oculto no coração do Pai.
O apóstolo Paulo respondeu qual é esse mistério a maioria das perguntas que poderíamos fazer a respeito do Pai de da Sua grande família que destinou para Si, e o que está sendo agora realizado por intermédio de Seu Filho unigênito, em uma única frase em Efésios 1.3-4,:
QUEM: “Ele” - Deus, o Pai (v.3).
O QUE: “nos escolheu” - nos tornou filhos em Sua família (v.4).
COMO: “Nele” - Cristo, o Filho eterno envolvido em todos os aspectos (vv. 3,4,5,6,7,9,10,11,12).
QUANDO: “antes da fundação do mundo” – Na eternidade passada, antes de tudo (v.4).
POR QUE: “para Ele mesmo” - como propriedade Sua para Seu prazer, glória e satisfação (v.5, (Cl 1,16).
ONDE: “para que pudéssemos estar perante Ele” - em Sua própria presença (v.4; 2.6).
Assim, como é imperativo ter um ponto de partida correto se quisermos manter todas as coisas em um apropriado contexto de referência. Desta forma torna-se possível reconhecer o que cada um dos membros da Trindade - Pai, Filho e Espirito Santo - está realizando para cumprir um único Supremo Propósito.
 O Pai cumpre aquilo que Seu coração anelou em todos os tempos: uma grande família de filhos conformados à imagem de Seu Filho Unigênito - uma família que trará a Ele honra paterna, glória e satisfação (Ef 1.5,9).
 O Senhor Jesus, O Filho, está recebendo o que o Pai designou para Ele: um Corpo de muitos membros, a igreja, que será a Sua exata expressão em todo o Universo ( Ef 3.10).
 O Espírito Santo está recebendo um templo glorioso construído com pedras vivas que será para Ele, a Sua eterna habitação (Ef 1.22, 1Pe 2.5).

O GOVERNO DE DEUS - O governo de Deus é uma expressão da Sua vontade, do Seu Supremo Propósito, uma vontade que rege. A Sua vontade é uma ordenação, que requer de nós uma resposta. Resistir ao governo de Deus é resisistir à Sua vontade, ao Seu Propósito, à Sua ordem, é não ter uma motivação reta para com a Sua ordenação.

A ORDENAÇÃO DE DEUS - A Glória de Deus não pode ser entregue ao homem de qualquer maneira. Por que a Sua Glória expressa o próprio ser e o governo de Deus. Glória é uma qualidade da habitação de Deus em nós, em Efésios 3.16-17, Paulo fala sobre o habitar de Cristo em nós, que vem pelo Espírito, para fazer morada própria e permanente, como administrador, como dono que ordena todas as coisas. Ordem, portanto, é o modo de expressão mais prática do governo de Deus em nossas vidas. E esta ordem é determinada pelo arranjo(organização) de Deus em todas as áreas dessa vida, no cristão, na família, na igreja e da sociedade. Que pode também ser descrita como arranjo, para que o Seu Supremo Propósito se cumpra em todo o Universo. E nós, a igreja, somos os ecolhidos para manifestar este Governo em todas as eferas do universo, e aos principados e postestades nas regiões celestiais. Que grande propósito!!! Que grande responsabilidade!!!
Douglas Bataglião

O Propósito, o Beneplácito, a determinação do coração de Deus, o Seu anseio Eterno.



Efésios 2. 19-22 -“Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito.”

Neste trecho mais uma vez o apóstolo Paulo toca qual é o Propósito de Deus, o tema central de Efésios e de toda a Bíblia, que é o mistério já revelado anteriormente em uma única frase no capítulo 1.3-5.

Onde a maioria das perguntas que poderíamos fazer a respeito do Pai de da Sua grande família que destinou para Si, o que está sendo agora realizado por intermédio de Seu Filho unigênito:
QUEM: “Ele” - Deus, o Pai (v.3).
O QUE: “nos escolheu” - nos tornou como filhos em Sua família (v.4).
COMO: “Nele” - Cristo, o Filho eterno envolvido em todos os aspectos (vv. 3,4,5,6,7,10).
QUANDO: “antes da fundação do mundo” (v.4).
POR QUE: “para Ele mesmo” - como propriedade Sua para Seu prazer, glória e satisfação (v.5).
ONDE: “para que podéssemos estar perante Ele” - em Sua própria presença (v.4, versão Wuest).

É imperativo ter uma visão correta se quisermos manter todas as coisas em um apropriado contexto de referência no Lívro de Aos Efésios, que só tem um tema.

Desta forma torna-se possível reconhecer o que cada um dos membros da Trindade - Pai, Filho e Espirito Santo - esta realizando para cumprir um único Supremo Propósito.

 O Pai cumpre aquilo que Seu coração anelou em todos os tempos: uma grande família de filhos conformados à imagem de Seu Filho Unigênito - uma família que trará a Ele honra paterna, glória e satisfação (Ef 1.5,9).
 O Senhor Jesus, O Filho, está recebendo o que o Pai designou para Ele: um Corpo de muitos membros, a igreja, que será a Sua exata expressão em todo o Universo ( Ef 3.10).
 O Espírito Santo está recebendo um templo glorioso construído com pedras vivas que será para Ele, a Sua eterna habitação (Ef 1.22, 1Pe 2.5).

Então temos a seguinte, e constante conclusão em toda a carta Aos Efésios e na Bíblia que:

“O Pai dentro da Sua realidade, terá uma família com muitos filhos que expressarão o caráter único de Cristo, o Filho;

O Senhor Jesus Cristo terá uma Noiva, a Igreja, composta de muitos membros para manifestar a Sua glória em todo o universo;

E o Espírito Santo terá um Templo, para Sua habitação eterna, composto de muitas Pedras Vivas, que manifestarão as maravilhas, as riquezas da Sua glória e poder.”

Que o Senhor nos encaminhe cada dia mais para a Sua Suprema Vontade!
Douglas Bataglião,10/10/2010

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O mistério do matrimônio



Figura do Supremo Propósito de Deus(*)
"Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e se unirá a sua mulher, e os dois serão uma só carne. Grande é este mistério; mas eu digo isto com respeito a Cristo e a igreja" (Ef. 5:32).
O que é o matrimônio? É o que todo mundo conhece como tal? Há algo mais profundo, e que o mundo não conhece? O matrimônio é, podemos assim dizer, a metáfora de um mistério. Este mistério –Cristo e a igreja– não foi dado a conhecer aos profetas do Antigo Testamento, embora a sua metáfora –o matrimônio– já tinha sido estabelecido em Gênesis 2:24: "Portanto, deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e se unirá a sua mulher, e serão uma só carne".
O matrimônio é uma metáfora ou uma alegoria do mistério de Cristo e a igreja, e não a revelação plena do mesmo, porque mostra a união de Cristo e a igreja de forma velada, não abertamente. No dia que vermos Cristo unido para sempre com a sua igreja, nos lugares celestiais, celebrando as bodas do Cordeiro, esse dia a metáfora terá uma manifestação completa.
Para conhecer o verdadeiro significado do matrimônio, temos que conhecer Cristo e à igreja. O Senhor aceitou certa distorção quanto ao matrimônio sob o Antigo Pacto, mas não pode aceitá-la sob o Novo. Porque no matrimônio, o marido representa a Cristo, e a esposa à igreja, o qual não se conhecia sob o Antigo Pacto.
Quando os fariseus se aproximaram do Senhor para lhe perguntar sobre o matrimônio, eles tinham em mente os ensinos de Moisés dados em Deuteronômio capítulo 24. No entanto, Ele levou-lhes mais atrás, a Gênesis capítulo 2. "Pela dureza do vosso coração Moisés permitiu-lhes repudiar as suas mulheres; mas no princípio não foi assim" (Mt. 19:8). "No princípio não foi assim". É o parâmetro com que se tem que medir. O que está no princípio mostra o modelo original de Deus, e que expressa o desejo do seu coração. O posterior é o resultado da incapacidade e irresponsabilidade do homem para sustentar aquele modelo. De maneira que temos que ver atentamente como foram as coisas no princípio, para assim conhecer o mistério que encerra o matrimônio.
Quando Deus criou a Adão teve em mente o seu Filho, e quando Deus criou a Eva, como companheira de Adão, teve em mente à igreja. O primeiro é Cristo e a igreja, não Adão e Eva. Não o matrimônio de Adão e Eva, mas de Cristo e a igreja. O matrimônio é uma réplica no tempo daquela união maravilhosa e eterna de Cristo e a igreja.
O mistério de Cristo e a igreja –como todos os que Deus revelou em seu evangelho–, não é revelado a todos os homens, mas somente aos que são da fé: "Ele respondendo-lhes disse: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus; mas a eles não é dado" (Mat. 13:11). Estes mistérios não são entendidos por carne e sangue, mas são entendidos espiritualmente, por revelação do Espírito Santo.
Fonte: www.aguasvivas.ws
(*) e sublinhados – grifo meu, Douglas Bataglião

sábado, 4 de setembro de 2010

Seita Universal distribui a unção dos milionários!

Ninguém se surpreende mais com a audácia e a falsidade doutrinária destes que se dizem cristãos e infestam os púlpitos desta seita.

Quisera se dissessem qualquer outra coisa: espíritas, mamônicos, adoradores de Baal, o que fosse! Nos poupariam da vergonha e do desejo de nos apartarmos destas suas práticas degradantes.

Como não o fazem, nos forçam a reafirmar que o sacrifício do Senhor Jesus foi definitivo e que o véu rasgado não é para ser costurado.

Que o Senhor tenha misericórdia dos que são enganados ou se deixam enganar e permitem que seus olhos sejam desviados da Cruz, para esta prosperidade comprada ao aviltante custo de suas próprias almas.

Que confortante (!) seria imaginar que um óleo tocado por milionários e consagrado neste altar de Mamôm pudesse dar aos ungidos riquezas sem fim. Fosse assim, sugeriria como o fiz no site da "arca universal", que publicou a matéria a seguir, mas sem mesma ironia, que providenciassem ao menos uma pessoa ética, de moral ilibada na referida agremiação afim de tocar em tantos barris de óleo fossem necessários para dar aos membros da Universal uma unção daquilo que mais desesperadamente necessitam.

Mas algo de positivo fica deste episódio. A verdade está exposta para quem quiser ver. Independente do valor da "ato profético" da consagração de óleo, a seita Universal deixa claro que a consagração não é nem sequer feita a Deus por servos do Senhor, mas por milionários ao Deus Mamon! Servos do dinheiro, consagrando óleo ao deus do dinheiro para o uso da massa gananciosa e cega às riquezas espirituais.



Quem nunca sonhou em ser um milionário? Quem nunca sonhou em ter iates, jatinhos, mansões, carros importados, casas na praia e muito dinheiro?


Não são poucos os livros e textos na internet que ensinam as pessoas a ficarem ricas, como por exemplo: dormir e acordar só pensando em dinheiro; não abrir mão de qualquer possibilidade de obter lucro; criar um produto exclusivo; inspirar-se nos líderes; ser original; antecipar-se às tendências, entre outros.

Porém, a realidade na vida de grande parte da população é marcada por desemprego, dívidas, restrições no nome, cheques devolvidos e humilhação.

Pensando nessas necessidades, A Igreja Universal do Reino de Deus realiza todas as segundas-feiras a “Reunião dos 318 pastores”. Durante o encontro, orações e ensinamentos são realizados com o objetivo de trazer o êxito financeiro e profissional aos participantes.

“A nação dos 318, todas as segundas-feiras, fala de promessas materiais. Abraão juntou homens nascidos do seu povo, de sua tribo e pegou esses 318 homens corajosos, valentes e foi em busca do seu sobrinho e ele venceu nove reis, ao mesmo tempo, apenas com esses homens, e recuperou tudo, inclusive seu sobrinho. Eu tenho visto muita gente conquistando nessa reunião, quem crê vai, quem não crê fica. Quem vem segunda-feira é porque pensa grande, tem visão, fé e nós suprimos a necessidade dessas pessoas com a fé que a bíblia nos apresenta. Pois, o que nós ensinamos nessa reunião é de suprema importância para o seu dia a dia”, disse o bispo.

Na última segunda-feira (2), aconteceu a “Grande Noite da Unção dos Milionários”, onde o pastor ungiu os presentes com o azeite consagrado por 7 milionários. Além disso, ele ensinou sobre a importância de não esmorecer diante dos problemas: “De repente você está cansado. Não por causa do trabalho, mas por não ver o resultado do seu trabalho. E pensa em desistir diante dos problemas. Mas, Deus lhe trouxe aqui para você reagir e lutar. Pois a vitória é certa”, explicou.

Genizah

Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2010/08/seita-universal-distribui-uncao-dos.html#ixzz0ycRNBFwf
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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Tuya es, oh Jehová

VAMOS VOLTAR ADORAR COM SIMPLICIDADE

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A revelação de Cristo pelo Espírito



G. Campbell Morgan

A restauração do homem para Deus forçosamente resulta na restauração para o homem do conhecimento de Deus. O propósito original na criação do homem era que fosse um ser capaz de conhecer o próprio Deus, em comunhão e cooperação com ele. Tudo isto é restaurado em Cristo. Assim como a união vital entre Deus e o homem é criada e mantida pelo Espírito, também a obra de revelar Deus ao homem é do Espírito. «O Espírito tudo esquadrinha, até as profundezas de Deus», e estas «coisas que os olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem subiram ao coração do homem… são as que Deus preparou para os que o amam», quer dizer, as coisas do amor de Deus em Cristo, das que o homem na inteligência nublada era ignorante, «Deus nos revelou pelo Espírito» (1ª Coríntios 2:9, 10). Assim, enquanto que em Cristo Deus tem se provido de um Meio de revelação própria, Cristo é revelado ao homem pelo Espírito.

Este esquema da revelação deve ser compreendido se houver uma verdadeira apreciação da revelação em si. Este perfeito sistema está revelado nos últimos discursos de Jesus aos seus discípulos antes da sua paixão. Quando Felipe, como porta-voz da humanidade caída (ainda que não o compreendesse cabalmente), disse a Jesus: «mostra-nos o Pai, e nos basta» (Jo. 14:8), não houve nem dúvida nem incerteza na resposta do Senhor. Claramente disse: «quem me vê a mim, vê o Pai» (Jo. 14:9).

Esta declaração está em perfeita harmonia com a inspirada afirmação de João de que «ninguém jamais viu a Deus; o Unigênito filho, que está no seio do Pai, o deu a conhecer» (João 1:18). Não há maneira em que ele possa conhecer a Deus salvo por meio de Cristo. Toda tentativa da parte do homem de formular um conceito de Deus, ou declarar uma doutrina concernente a ele, é inútil, a menos que o conceito e a doutrina se apóiem sobre a revelação que ele tem feito de si mesmo em Cristo, e sejam sempre fiéis a ela.



A obra do Espírito Santo

Reconhecendo a inabilidade do homem para conhecer a Deus por si mesmo, o Senhor também reconhece que os homens eram incapazes de compreender a revelação de Deus em si mesmo, salvo que for explicada por esse Espírito que «tudo esquadrinha, até o profundo de Deus» (1ª Cor. 2:10). Portanto, imediatamente depois da pergunta de Felipe, deu a promessa do Espírito, junto com um ensino a respeito dele, que prepararia os discípulos para a sua vinda e obra. Desse ensino final serão suficientes como cabeçalho, três declarações principais:

a) «O Espírito Santo – aquele que vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo o que eu vos tenho dito» (João 14:26)

b) «O Espírito da verdade – ele dará testemunho a respeito de mim» (João 15:26).

c) «O Espírito da verdade – ele me glorificará; porque tomará do que é meu, e vos fará saber» (João 16:13, 14).

Estas palavras claramente demonstram duas coisas. Primeiro, que a obra do Espírito é essencialmente a de revelar a Cristo a aqueles em quem ele tem feito morada; e segundo, que o homem só pode conhecer a Cristo mediante a iluminação do Espírito, assim como o homem só pode conhecer a Deus pela revelação de Cristo.

Qualquer cristologia que ele não seja o resultado direto do ensino do Espírito é falsa, porque o mistério da sua pessoa e o significado da sua obra são igualmente inescrutáveis para a mente entenebrecida do homem, e só podem ser compreendidos à medida que a luz de Deus desce sobre eles. Por meio de Cristo, o Espírito da verdade habita no crente e por meio do Espírito da verdade, portanto, Cristo chega a ser o Morador. Sendo ele revelado ao homem pelo Espírito, o homem é restaurado para o conhecimento de Deus que tinha perdido por causa do pecado.

O conhecimento que o homem tem de Deus mediante Cristo pelo espírito pode contemplar-se, então, considerando primeiro a revelação de Cristo pelo Espírito; em seguida, a compreensão de Cristo por meio do Espírito; e finalmente o conseqüente conhecimento de Deus.



Uma revelação individual e histórica

A revelação que o Espírito tem feito de Cristo foi individual e histórica. Começou a sua obra com indivíduos, e depois por consideração às gerações vindouras e em cooperação com elas, procedeu para prepará-las para o futuro. Por revelação pessoal de Cristo a indivíduos preparou a homens para deixar um registro escrito no tocante a Cristo. Em seguida, mediante homens assim preparados veio ser o Autor do novo registro. Completada essa narração, deu uma exposição dela através dos séculos, em constante cooperação com os homens.

O Espírito começou a sua obra quando no dia do Pentecostes batizou àquelas almas que se achavam em atitude de espera, em uma nova união com Deus em Cristo. Ao traçar a sua obra, pois, é necessário começar com os Atos dos apóstolos, enquanto que, é obvio, ao estudar a sua revelação, a estrutura do Novo Testamento é a verdadeira ordem. Nos Atos dos apóstolos vemos o Espírito comunicando vida aos homens individuais, e em seguida dirigindo-os definitiva e imediatamente em todos os assuntos de sua vida.

Uma das notas destacadas da narração da igreja primitiva é de como estes homens foram especificamente guiados pelo Espírito, e não obstante, sempre se observa que a sua ação sob a sua direção é de lealdade a Cristo. O Espírito impede ou impele, mas são restringidos quando ele impede, ou seguem adiante quando ele impele, sendo leais a Cristo. Assim é evidente que embora estes homens fossem conscientes da constante interposição do Espírito, reconheciam que esta era uma interpretação da vontade do seu coroado Senhor para eles.

Eventualmente, para a consolação da igreja em sua relação a Cristo, e para a continuidade do seu sentido de Cristo, era necessário que se escrevesse esse relato dele como uma pessoa na história, constituindo uma base perpétua para a interpretação do Espírito. Desta necessidade surgiram as Escrituras que agora se conhecem como as do Novo Testamento. Nestes escritos o único tema do Espírito é Cristo. Nos Evangelhos estão registrados os atos que são necessários referentes à sua pessoa e ensino. Neles o vemos principalmente em esplêndida solidão, separado, mas no meio dos homens; glorioso em verdadeira e régia dignidade, como mostra a narração de Mateus; paciente em incessante serviço, conforme registra Marcos, supremo na realização do ideal divino da humanidade, como demonstra o Evangelho de Lucas, e misterioso na Majestade essencial da Deidade como declaram os escritos de João.

Em seguida segue esse tratado no qual Cristo é manifestado em nova união com os homens, continuando essa obra começada em isolamento, em cooperação com aqueles que estão unidos a ele pelo Espírito Santo. Este testemunho tem que ver quase exclusivamente com Cristo chamando para Si mesmo os homens para a remissão de pecados, para a renovação da vida, para a restauração da ordem perdida.

Passando disto, nos grandes escritos didáticos, o Espírito revela a Cristo como realizado no crente, e expressando-se a si mesmo por meio da igreja. Enquanto que nos Atos o vemos quase inteiramente chamando o pecador, nas epístolas o vemos quase exclusivamente em sua relação com aqueles que foram em obediência ao seu chamado. Depois, em Apocalipse, a um homem que está «no Espírito» lhe concedendo a própria visão que Cristo teve de sua vitória vindoura, e a consumação de todos os propósitos de Deus concernentes aos homens, fatos efetivos em Cristo.



Uma compreensão mais ampla e profunda de Cristo

Ao chegar a este ponto, os escritos estando completos, o Espírito não cessou a sua obra, melhor, a começou em toda a sua plenitude e formosura. Através dos séculos da era cristã pode traçar uma compreensão de Cristo sempre mais ampla e profunda, devido invariavelmente à revelação do Espírito à igreja de Cristo, uma revelação que constantemente está em harmonia com os escritos inspirados, de modo que não foi revelado nada fora dos atos inspirados, de modo que não foi revelado nada fora dos atos registrados naqueles, embora em uma compreensão sempre mais ampla, chegou esta sempre crescente apreciação de Cristo.

Podemos com segurança afirmar que a pessoa e obra de Jesus são melhores compreendidas agora do que antes, e que ele, pelo Espírito, está demandando e recebendo uma maior e mais profunda lealdade que em qualquer tempo passado. Esta afirmação se faz com um reconhecimento muito intenso de que o conflito que foi produzindo-se na periferia da revelação cristã se está concentrando ao redor da cidadela central da pessoa de Cristo. Em vista e na presença desse conflito, não há temor no coração de quem seja consciente da continuada presença e trabalho do Espírito. O resultado tem que ser uma nova vindicação da personalidade do Deus-homem, e uma nova apreciação daquilo que, relativo a ele, sempre estará além da possibilidade de declarações formuladas por parte do homem.

Assim se vê que o Santo Espírito da verdade, mediante processos de infinita paciência, seja com o indivíduo ou na história da raça, continua a sua sagrada obra de revelar a Cristo, interpretando a sua palavra e administrando a sua obra.

Tirado de "As Crises de Cristo".

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

NOVA HIERARQUIA NA IGREJA (você já viu isso ?)

AS NOVAS LOUCURAS DO "PAITRIARCA" (EX-"PAIPÓSTOLO") RENÊ TERRA NOVA

Por Danilo Fernandes e Hermes Fernandes
Adaptado por Artur Eduardo

A WEB cristã se escandalizou com o último delírio de Renê Terra Nova. Cercado de pompa e circunstância o já apóstolo da visão celular foi proclamado patriarca por vários líderes – ligados ao Ministério Internacional da Restauração – dando conta que a sua “unção” é a mesma dada por Deus a Abraão, o que pode ser conferido em seu próprio site (1). Esta unção foi inicialmente referendada em um “ato profético” realizado no final de 2009 por Morris Cerrullo (2). Desde então, Terra Nova deixou de assinar “apóstolo” e passou a se auto proclamar PAIpóstolo e, agora, patriarca. Ou seja: Temos um Papa Gospel!

Genizah faz uma radiografia do movimento celular brasileiro, em especial o MIR. Apresenta os meandros e técnicas de captação de membros, refuta as doutrinas espúrias do modelo dos 12 e defende a tese de que, por trás das práticas de idolatria geográfica e das mudanças na hierarquia eclesiástica, não há tão somente vaidade ou ignorância bíblica, mas a montagem de um arcabouço de gestão. Tal estrutura, em conjunto com o dogma da infalibilidade patriarcal, estabelecido recentemente por Terra Nova, e as campanhas de HONRA e FIDELIDADE ao “pai da visão”, garantem o controle financeiro e político sobre a dispersa, mas imensa estrutura da nação celular nacional.



O movimento G12 tem sido acusado de práticas absolutamente anti-bíblicas, em especial, função dos ventos de doutrina e modismos criados a partir de meras ilustrações vetero-testamentárias retiradas de seu contexto.

Contudo, antes de prosseguir, gostaríamos de fazer dois parênteses:

(1) Percebam que não generalizamos a crítica ao modelo ou as pessoas envolvidas, mas às práticas perniciosas vistas em alguns movimentos neste formato.

(2) Que fique claro que o foco da nossa crítica à estrutura celular não é em função da existência de grupos pequenos, ao contrário. Reconhecemos a importância de uma congregação baseada em grupos pequenos.

Entretanto, entendemos que os grupos pequenos são apenas satélites, não se pode transferir para as células a condução do discipulado e as bases doutrinárias da congregação. A nós, preocupa ver pessoas despreparadas assumindo um papel de liderança espiritual e doutrinária que caberia somente a um líder preparado, pastor aprovado e avaliado por anciões, como ocorre em uma congregação tradicional onde é dado o tempo necessário à formação de um líder de pessoas.

Diferentemente de um grupo pequeno de uma congregação tradicional, cujos objetivos são aumentar a comunhão dos membros, fortalecer os irmãos na fé, acompanhar neófitos e encorajar o estudo da Palavra; a estrutura celular assume papeis que caberiam às lideranças preparadas e o fazem no intuito primeiro de crescimento, não de fundamentação.

Sem a devida formação, ficam as células e seus líderes sujeitos a todo vento de doutrina, não são tendas fundadas na rocha, mas grupos frágeis emocionalmente dependentes de experiências sensoriais vividas em congressos e encontros periódicos, onde a sã doutrina passa longe. Ou seja, são cegos guiando outros cegos. Muitas igrejas saudáveis, ao aderirem ao tal “movimento”, acabaram divididas, comprovando que as células produzidas tornaram-se potencialmente cancerígenas.

No Brasil, não são poucas as ocorrências de claro sincretismo com práticas ocultistas, numerologia, candomblé e outras práticas disfarçadas sob uma “nomenclatura” pretensamente bíblica, mas que não encontra respaldo na Palavra e provoca um verdadeiro abismo entre suas práticas bizarras e a sã doutrina. Dados a realizar atos proféticos em profusão, destes que demarcam território com urina, atiram pétalas de rosas ungidas de helicóptero, ou realizam performances teatrais que lembram aquelas vistas em filmes de Hollywood simulando cortes de reis da antiguidade, os g12zistas são reconhecidos rapidamente pelo seu linguajar peculiar.

Seus encontros são famosos pelo uso de diversas práticas e jogos psicológicos envolvendo exposição humilhante dos novos participantes a técnicas de lavagem cerebral visando desestabilizá-los e torná-los susceptíveis ao processo de adesão ao grupo, tudo realizado em isolamento, horários maçantes e clima de constante pressão emocional.

Há muito material tratando destes aspectos de alguns movimentos de visão celular e de suas heresias. Nosso objetivo neste artigo é tratar de certos aspectos organizacionais do movimento no Brasil e defender a tese de que certas práticas, incluindo as recentes mudanças na hierarquia eclesiástica evangélica não têm base doutrinária (e nem mesmo são atos apenas de vaidade, como o supracitado caso do “patriarca”), mas são, simplesmente, a implantação de instrumentos de gestão financeira e política.

E tome encontros! E tome penas nos cocares dos caciques!

Quem vê filme de bang-bang sabe que quanto mais pena tem o índio no cocar, mas ele manda na tribo. Com uma estrutura que cria células (e caciques de células) em alta velocidade, botar ordem nesta tribo não é fácil. Mais do que isto, ao contrário dos grandes líderes de denominações com estrutura tradicional, o cacique manda-chuva da visão celular não conta com a mesma facilidade de arrecadação financeira e, função da distância das bases, fica mais sujeito ao sabor das disputas políticas e dos motins dos pequenos caciques.


Atos proféticos são a "alegria" dos encontros. Este aqui era para São Jorge, risos.


Com tantos índios de cocar e muito dinheiro circulando – veja que a arrecadação é alta, a doutrina é fundamentada na teologia da prosperidade e não há os custos tradicionais com obras, luz, aluguel, obreiros, etc. das congregações tradicionais – a gestão política é um caminhar no fio de navalha e gestão financeira... bem; tome taxa de evento ungido!

Congresso disto, encontro daquilo, caravana sabe-lá-pra-onde, esta é forma dos escalões superiores cobrarem das células a sua receita. Crescendo ao ritmo daqueles esquemas de pirâmides, cada encontro local, da região, da cidade, estado, nacional, internacional, vai ficando cada vez mais “tremendo” e enchendo os bolsos do cacique com mais pena.


Ninguém quer ser servo! Torpe ganância!

Bem disse Pedro, que embora apóstolo com pedigree, contentava-se em ser chamado “presbítero”: “Por ganância farão de vós negócio, com palavras fingidas. Para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme” (2 Pe.2:3). Não quero estar por perto quando o juízo de Deus descer arretado no lombo desses pseudo-qualquer-coisa. Que bom seria se os pastores que se colocam sob sua "cobertura" atentassem para as palavras de Pedro, e percebessem a encrenca na qual estão se metendo. Se ainda há alguns sinceros, entre os milhares de ávidos por títulos e lucros, é a eles que o apóstolo endereça sua advertência: “Apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente, não por torpe ganância, mas de boa vontade; não como dominadores dos que vos foram confiados, mas servindo de exemplo ao rebanho” (1 Pe.5:2-3).


Logo o leitor começa a perceber que a criação e distribuição de honrarias e títulos hierárquicos são estratégias necessárias a manutenção da ordem nesta nação. A FIDELIDADE é um dogma! E como a palavra HONRA é repetida nos discursos de Renê Terra Nova. Ser “legítimo” é ser aprovado pelo cacique e, a este, se deve fidelidade. A “honra” é dada ao fiel e ao pai da visão. O que ninguém consegue explicar é a razão pela qual o auto-aclamado patriarca se esquece de dar honra ao verdadeiro idealizador do modelo gedozista, o colombiano Cesar Castellanos, de quem, após aprender o pulo do gato, veio a separar-se em Março de 2005. O princípio protestante de que TODA HONRA e TODA a Glória devam ser atribuídas exclusivamente a Cristo, não faz parte do discurso de Terra Nova:

Filhos, os nossos Congressos estão crescendo na maturidade e adesão de novas lideranças. Estamos vivendo momentos singulares, pois a Visão chegou em um nível de consolidação que está atraindo os novos Filhos e os Filhos Legítimos estão mais sedimentados no propósito que antes.

Vamos consolidar com saúde os novatos, mantendo o testemunho da Honra ao nosso Líder. [...] Quero deixar claro aos Fiéis discípulos, Filhos Legítimos, possuidores do DNA da Honra que são de uma linhagem inegociável, que meu coração está pleno de alegria, pois tenho visto a Mão do Poderoso Deus nos dirigindo para coisas maiores. Tenho conhecido uma demanda de fidelidade em discípulos que jamais esperava que Deus fosse nos agraciar com tamanha medida.

A fim de assegurar para si o controle da nação e evitar a rebeldia de líderes regionais, o que já ocorreu diversas vezes, os líderes tomaram para si a aprovação dos líderes locais e o senhor Terra Nova tratou de, reiteradamente, conceder novos títulos aos líderes regionais, organizando macro e micro áreas de influência, o que o levou a conceder no ano passado o título de apóstolo aos líderes regionais, dando um upgrade no topo da hierarquia evangélica nacional, criando para si, a principio, o título de PAIpóstolo (o pai dos apóstolos) e, não lhe parecendo bastante, arvora para si o título ainda mais eloqüente: Patriarca, tal qual Abraão.

A infabilidade do patriarca

De que vale um título de patriarca sem todo o poder que este pode oferecer? O patriarca da igreja católica, o papa, conta com o dogma da infalibilidade que afirma ser o mesmo, em comunhão com o Sagrado Magistério, quando delibera e define solenemente algo em matéria de fé ou moral, ex cathedra, estar sempre correto. Pois não é que o senhor Renê Terra Nova defende para si o mesmo poder, veja o que disse em seu site:

Na Palavra principal desta manhã, o Apóstolo Renê Terra Nova falou sobre a responsabilidade que o líder da Visão Celular tem em preservar a identidade do Grande Eu Sou. Lembrou que o nome de uma pessoa é o bom tesouro que deve ser preservado. Para isso, no entanto, o líder deve em primeiro lugar conhecer a identidade do Grande Eu Sou, que fará toda diferença na sua vida, deixando de lado a exaltação pessoal. “Nunca um líder deve questionar a identidade do Grande Eu Sou. Todos os que fizeram isso, acabaram provando a morte física e espiritual, com o exemplo de Faraó, no Egito”.



Em segundo lugar, lembrou o Ap. Renê Terra Nova, o líder deve preservar a identidade do seu líder. Ele nunca deve questionar a identidade de seu mentor, a identidade de sua liderança. No dia em que João Batista fez isso, perdeu a cabeça. Ele que havia preparado o caminho de Jesus, que era primo de Jesus, mas que perdeu o legado da identidade de Jesus, quando entrou na rota da suspeita da identidade de seu líder. “Herodes questionou a identidade de Jesus e foi comido por bichos. João Batista questionou a identidade de seu líder Jesus e por isso perdeu a cabeça. Todo aquele que duvida da identidade do líder perde a legitimidade e o legado da liderança de Jesus”, disse o Apóstolo.



Que bela "exejegue"! Alguém já ouviu tamanho absurdo relativo ao profeta João Batista? O que o levou a perder a cabeça foi sua fidelidade para com o exercício de sua chamada, não negociando com a verdade.

Idolatria Geográfica

Encarrapitado no extremo norte do país, Terra Nova sabe que são limitadas as oportunidades de seu rebanho disperso visitar seu luxuoso templo em Manaus, a geografia não ajuda. Apesar disto, realiza ali alguns encontros cercados de meandros faraônicos e usa de forte pressão sobre os seus líderes regionais para trazer membros para as fanfarras gospel.


Mas são as viagens proféticas as grandes receitas do grande líder, que reciclou diversas festas do judaísmo vetero-testamentário e, mesmo do atual, de maneira a encher a “embaixada da visão” em Israel, para alegria dos vendedores de badulaques da baixa Jerusalém...


Comemorar Purim, Festa dos Tabernáculos, ano-novo judaico, Chanucá, etc. pode até parecer doutrina judaizante da parte deste senhor, e é. Mas o propósito maior é reunir o seu rebanho disperso para ouvir de “sua boca ungida de patriarca” a última visão dada por “deus” ao iluminado e garantir uma receita forte nas comissões das caravanas e nas ofertas alçadas em profetadas memoráveis.


Ei, você ai! Me dá uma oferta ai! Me dá uma oferta ai!


Será que o untado patriarca jamais leu Gálatas? Nunca lhe disseram que a Jerusalém atual é escrava juntamente com seus filhos, e que a Jerusalém que é de cima, da qual somos filhos, é livre? (Gl.4:25-26). Se ele não sabe disso, não serve para liderar. Se sabe, mas prefere manter o povo na ignorância, servindo-se da mesma, ele não presta nem pra ser cristão.

Percebam que estes encontros são necessidades vitais na gestão do negócio, contudo se não há o contexto mágico / espiritual da idolatria geográfica é muito mais difícil forçar uma adesão em massa. Sendo assim, práticas de “tomada de território para Jesus” e atos proféticos dependentes da energia dos locais “santos” são fundamentais para o alimento infantil dos membros deste grupo. (1Co 13:11). São viagens a Israel, Jordânia, Egito, Coréia (Vai saber o porquê!) e, a cada ano, uma visão nova dada pelo patriarca. E tome sacolinha subindo com ofertas da base para o topo da pirâmide da nação em ritmo acelerado!


Costuram o véu que Cristo rasgou! Sacerdotes, arcas, shofares e outras palhaçadas!



O acarajé de Jesus

A última tacada estratégica do Sr. Terra Nova foi estabelecer no Brasil um centro de peregrinação, mais viável econômica e logisticamente função de uma nação continental. Para tanto, era necessário criar uma falácia espiritual capaz de sustentar o engodo profético.


Neste intuito, há três anos Terra Nova colocou 800 “profeteiros” em escunas e redescobriu o Brasil em Porto Seguro, tomando posse espiritual no país para a visão celular: Uma bela conversa fiada que cria a atmosfera espiritual perfeita para a “Sião” brasileira, que não por acaso, é um destino: (1) central, (2) com super estrutura hoteleira – normalmente pouco ocupada na época do evento de Renê; e (3) conta com a milha aérea mais barata do país, função da profusão de vôos charter. Resumo da Ópera Gospel: Ali a “visão” criou uma espécie de PARINTINS GOSPEL, que a cada ano vem crescendo em gigantismo e bizarrice.



O apóstolo colabora com a mancha de óleo do golfo e unge o mar da Bahia para que não falte atum em óleo nos supermercados da nação.


Porto “Sião” Seguro, um evento feito na medida para atender a todo bolso da visão celular e garantir uma arrecadação milionária aos líderes, veja trecho da carta de Terra Nova sobre o assunto:

O que nos fortalecerá para esse êxito é a FIDELIDADE dos nossos Líderes, que são nossos representantes e que deverão, no ofício do chamado, fazer as convocações regionais ou ministrar nos Congressos acerca de Sião e da nossa aliança. Isso honrará o BRASIL como nação que visita e impacta Israel dentro do território, como equipes e não como isolados, pois a força de uma conquista é a UNIDADE.
Bem, também estamos esperando as inscrições para Porto Seguro, pois sabemos que neste ano de 2010 haverá uma explosão de fiéis que estarão dentro do nosso território profético, selando o melhor momento da História da Nação, a consolidação da Conquista da Terra. Não posso imaginar a hora deste momento histórico, pois foi gerado com muita guerra e Deus estará nos honrando de forma Sobrenatural. É CHEGADO O REINO DE DEUS NA NOSSA NAÇÃO.
Temos, portanto, as comissões de passagens, hospedagem, venda quinquilharias e os ingressos das festas que são caríssimos. Mas não fica ai. Há sempre uma unção nova a ser vendida aos participantes. No vídeo humorístico a seguir, vemos a unção da MULTIPLICAÇÃO que foi vendido por “milzinho” e jogada ao povo, como Chacrinha fazia com bacalhau...






E pensar que o próprio Senhor Jesus, ainda antes de sua derradeira ida a Jerusalém (quando se encontrou com a mulher samaritana no poço de Jacó), decretou o fim das peregrinações a templos e “locais sagrados” objetivando cumprir obrigações religiosas ou para “estar” com Deus (Jo.4:21-24).

Não temos nada contra viagens de cunho cultural a Israel e outros locais. É mesmo especial poder visitar os locais onde acontecimentos tão marcantes ocorreram. Contudo, não é esta a prática da “visão”, mas os atos proféticos, a idolatria geográfica, a insanidade que costura o Véu que Jesus rasgou e ressuscita os sacerdotes do templo e seus vendilhões, até mesmo onde nunca existiram, como nas paradisíacas praias da Bahia.

Dono de uma unção tão especial que o faz representante do “Eterno” na terra e o tem permitido conversar até com o próprio demônio (3), como o próprio afirma em matéria listada a seguir, Renê Terra Nova se consolida como o líder inquestionável de um movimento que, a cada dia, se separa mais e mais do cristianismo enquanto realiza um dos maiores estragos já feitos na Igreja Brasileira. Um homem que hoje assina sua cartas aos “filhos” assim:


PAItriarca, 24 horas gerando a Visão e avivamento no espírito. Shalom!

Podem esperar. A coisa não fica por ai! Enquanto houver cego o Terra Nova vai deitar e rolar!


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No amor de CRISTO nosso comum SALVADOR e SENHOR,

Valter